Tensão na Península
O PCP manifesta preocupação com os recentes acontecimentos e o aumento da tensão na Península da Coreia, que constituem uma séria ameaça para a paz na região e no mundo.
Acções de consequências imprevisíveis para os povos da região
Neste sentido, o Partido apelou, em nota do Gabinete de Imprensa, «à contenção de todas as partes e ao retomar imediato de negociações baseadas no reconhecimento e respeito mútuo» e lamentou as posições do Governo português, expressas pelo ministro Paulo Portas, no quadro da sua visita ao Japão, «de total e acrítico alinhamento com as posições dos EUA».
«A península coreana encontra-se dividida há mais de meio século como resultado de uma brutal guerra, fruto da ingerência e agressão dos EUA. Na Coreia do Sul estão estacionados, há mais de seis décadas, dezenas de milhares de soldados e sofisticado equipamento militar, incluindo não convencional, dos EUA. É conhecido o historial de ingerências, pressões e provocações por parte da Coreia do Sul e dos EUA à República Democrática Popular da Coreia, quer no campo económico e político, quer militar», denuncia o documento, enviado anteontem para as redacções, onde se reafirma que «somente um processo de diálogo entre iguais, livre de ingerência e pressões alheias aos interesses do povo coreano, poderá abrir caminho a reunificação pacífica do País e à construção de uma Coreia Unificada, livre de bases e forças militares estrangeiras».
Politica agressiva
Face à situação, o PCP apela a todas as partes envolvidas para que se abstenham de levar a cabo acções de consequências imprevisíveis para os povos da região e para a segurança internacional, e recorda que «é na política agressiva do imperialismo que radica a escalada de tensão e desestabilização na região, independentemente das preocupações com o modo como os dirigentes da República Democrática Popular da Coreia têm lidado com o incumprimento de acordos, medidas hostis e crescentes provocações levadas a cabo pelos EUA».
O Partido chama ainda a atenção para o facto de que «as guerras de agressão levadas a cabo nos últimos anos pelas potencias da NATO contra países que haviam destruído os seus arsenais de armas não convencionais (como o Iraque e a Líbia)» e «o desenvolvimento dos arsenais nucleares de alguns países à margem do tratado de não proliferação nuclear (como sejam os casos de Israel, Índia e Paquistão) são inegáveis factores de estímulo à proliferação de armas nucleares, químicas e biológicas».