Todos os dados indicam o mesmo

País sempre a afundar

É o «completo falhanço da política do Governo e da troika». Assim reagiu o PCP aos dados do INE que fixam o défice do Orçamento do Estado de 2012 nos 6,4 por cento.

Para o deputado comunista Paulo Sá, que falava aos jornalistas na AR, o que tais dados evidenciam é que as «políticas de austeridade e de empobrecimento dos portugueses não resolveram os problemas do País, pelo contrário agravaram-nos ainda mais, lançando o País numa profunda recessão e levando o desemprego a níveis inimagináveis».

Recorde-se que esses números divulgados pelo INE no dia 28 de Março e enviados para Bruxelas indicam que o défice orçamental no ano passado, em vez dos 4,5% do PIB previsto pelo Governo, atingiu os 6,4%, tendo a dívida pública aumentado 15,3 pontos percentuais do PIB face ao registado em 2011. Assim, muito acima dos 110 % do PIB previstos pelo Governo no OE de 2012, a dívida chegou (e os números são provisórios) aos 123,6% do PIB, um aumento de quase 20 mil milhões de euros num só ano.

Na sessão plenária do dia em que os dados vieram a lume, na sequência de uma declaração política do deputado do PS António Braga, Paulo Sá voltou ao tema para sublinhar que não se trata de «pequenas diferenças, mas de diferenças colossais entre o que o Governo previa e o que se veio a verificar». Sendo que pelo meio, recordou, houve mais medidas de austeridade, redução de salários, redução de pensões, roubo de subsídios, aumento brutal dos impostos, redução de prestações sociais, medidas todas elas justificadas pela necessidade de consolidar as contas públicas, nomeadamente a redução do défice e da dívida pública.

Daí ter concluído que esta política, a política da troika, não só não resolveu como agravou todos os problemas do País, aprofundou a recessão, agravou o desemprego para níveis incomportáveis. Pelo que, sublinhou, urge «demitir este Governo, romper com o memorando da troika, acabar com esta desastrosa política antes que esta desastrosa política dê cabo do País».



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