João Oliveira põe os pontos nos is

Há responsáveis pelo «buraco»

«Sete minutos e meio de desculpas esfarrapadas», assim avaliou João Oliveira a declaração política do PSD proferida no dia 28 de Março pela deputada Teresa Leal Coelho. «O PSD não tem feito outra coisa que não seja tentar encontrar desculpas para fugir à responsabilidade própria pelo buraco em que está o País», acusou o deputado comunista.

E lembrou que depois da desculpa inicial com o PS, veio a desculpa da Europa e das posições externas, para agora invocar outra desculpa não menos esfarrapada: a de que o chamado memorando com a troika está «mal desenhado e mal programado» e que a «responsabilidade da queda do Governo e do desastre orçamental há-de ser de uma eventual decisão do TC».

«Os senhores têm de ser responsabilizados por aquilo que estão a fazer ao País e não podem continuar a sacudir a água do capote», sublinhou João Oliveira, antes de recordar que o PSD, conjuntamente com o CDS e o PS, todos eles, assinaram o pacto com a troika.

E daí a pergunta: «O que é que lá andaram a fazer Miguel Frasquilho e Eduardo Catroga? Andaram a fazer contas com um ardósia? Se as contas estavam mal feitas, por que é que não as fizeram bem na altura? Como é que subscreveram um pacto que tinha contas erradas e programas mal feitos?»

João Oliveira criticou em particular a posição assumida na véspera pelo primeiro-ministro quando este procurou responsabilizar o TC pelo que vier a acontecer em caso de declaração de inconstitucionalidade de normas do OE. O deputado do PCP viu nestas palavras uma forma de chantagem, classificando este facto – inédito desde o 25 de Abril – de «inadmissível». E à deputada do PSD lembrou ainda que se o TC reconhecer alguma insconstitucionalidade no OE a responsabilidade é única e exclusivamente do Governo e dos partidos que o aprovaram na AR.

Sem reparo crítico não passou ainda uma afirmação de Teresa Leal Coelho sobre uma alegada «responsabilidade colectiva do País e dos portugueses». «Mas querem pedir responsabilidade a quem? Aos portugueses que têm sido assaltados nos seus rendimentos? Aos reformados que têm sido roubados nas suas condições de vida? Aos jovens empurrados para a emigração?», questionou, concluindo que a responsabilidade pela situação do País é de «quem assinou o pacto da troika e de quem o está a executar».



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