Sanidade vegetal

Pragas, há muitas...

Mais um crime contra os interesses do País, assim encara o PCP a florestação de terras de regadio, uma hipótese admitida pela própria ministra da Agricultura (inclusive com eucalipto), isto quando a área desta espécie de crescimento rápido se estende quase como uma praga e ultrapassou já pela primeira vez a do pinheiro bravo.

Com o País a precisar dessas terras para produções agro- estratégicas (cereais, leite e carne, por exemplo), o Governo faz o frete aos grupos económicos do papel – Portucel e Altri –, acusou o deputado comunista João Ramos.

Falava em recente debate sobre um projecto de resolução da maioria PSD/CDS no qual se recomenda ao Governo que diligencie junto da Comissão Europeia a retirada de exigências fitossanitárias a espécies que não contraem a doença do nemátodo, no caso o pinheiro manso.

E se a bancada do PCP acompanhou as preocupações e objectivos desta iniciativa, aliás aprovada por unanimidade, o mesmo já não acontece quanto à política do Ministério da Agricultura para a sanidade vegetal e também animal. Há um claro desinvestimento do Governo neste domínio, constata João Ramos, que adverte por isso para as eventuais «implicações económicas para o País», nomeadamente limitações à exportação de produtos nacionais. Preocupado, o deputado comunista diz mesmo que nalguns casos as situações fitossanitárias estão «completamente descontroladas». E deu exemplos: a flavescência dourada da vinha que se expande e já chegou ao Douro, os pomares de kiwis atacados por pseudomonas, a destruição de pomares de pereiras e macieiras pelo fogo bacteriano ou o cancro resinoso do pinheiro manso.

Daí a urgência de uma estratégia para a sanidade vegetal, apelou.



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