Utentes sofrem
A chamada reorganização do Centro Hospitalar do Médio Tejo redundou num grave prejuízo para os utentes, com evidentes incómodos e desorganização das suas vidas, e por isso o PCP tudo continuará a fazer para que «as populações do médio Tejo recuperem os serviços hospitalares a que têm direito».
A garantia foi dada pelo deputado comunista António Filipe em recente sessão plenária onde esteve em debate uma petição exigindo a suspensão das mexidas naquele centro hospitalar.
Os utentes passaram a «ter de andar para trás e para a frente na A23», a pagar portagens, em busca dos serviços hospitalares de que carece, criticou o parlamentar do PCP, assinalando que este foi o resultado de as urgências médico-cirúrgicas de Tomar e Torres Novas terem sido desgraduadas para urgências básicas, da urgência médico-cirúrgica ter sido concentrada em Abrantes, a servir 15 concelhos, a que se juntam os serviços de urgência básica de outros seis concelhos. A isto soma-se o facto de os vários serviços de internamento, como cirurgia, medicina interna, oftalmologia ou pediatria, passarem a estar concentrados, assim criando maiores dificuldades aos utentes.
É com a manutenção deste quadro que o PCP não se conforma, disse-o António Filipe, para quem é inadmissível que populações maioritariamente idosas tenham de «calcorrear dezenas de quilómetros para ter acesso a cuidados hospitalares que foram encerrados para agradar à troika».