Defender a Lusa

O anunciado corte de 30 por cento na indemnização compensatória devida à Agência Lusa pela prestação do serviço público a que está obrigada significa, para o PCP, um «ataque brutal» ao direito a um serviço público de informação e cultura, bem como à própria soberania nacional e ao regime democrático. Num comunicado de dia 10 do seu Gabinete de Imprensa, o Partido salienta as repercussões que tal decisão terá no sector da comunicação social, muito para além da Lusa.

Afirmando a sua «veemente oposição» a tal corte, o PCP acusa o Governo de, apoiado no pacto de agressão assumido com a troika estrangeira (FMI, UE e BCE), estar «empenhado em destruir o que resta de serviços públicos do País». Mas nesta como noutras situações, tem pela frente a luta e resistência dos trabalhadores e do povo: para os dias 18, 19, 20 e 21 está convocada uma greve na Lusa exigindo o fim dos cortes orçamentais e a valorização da Lusa enquanto agência nacional de informação, assim como a garantia da manutenção de todos os postos de trabalho e direitos conquistados pelos seus trabalhadores.

Para o PCP, a este corte seguir-se-à «invariavelmente a retirada de direitos aos trabalhadores e despedimentos, tendo em vista a criação de condições para a posterior privatização total da empresa». O Partido salienta ainda que esta decisão é tão mais grave quanto se trata da agência noticiosa nacional, que tem um papel estratégico para o País. 



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