Pôr fim ao desastre!
O PCP lançou, no dia 20, uma acção nacional de esclarecimento intitulada Roubo, Exploração, Desemprego, Injustiças – Pôr fim ao desastre!, que se prolonga nos próximos meses.
A derrota desta política está nas mãos do povo, com a sua luta
Por todo o País, deputados e dirigentes do Partido contactaram com milhares de pessoas nas empresas, nas ruas e em terminais de transportes públicos denunciando o carácter da política que está a ser seguida e da política alternativa, patriótica e de esquerda, que propõe para o País.
Lembrando algumas das medidas do Governo dirigidas a quem trabalha ou trabalhou – roubo de um salário a todos os trabalhadores; roubo de dois salários aos trabalhadores da administração pública; roubo de dois subsídios aos reformados e pensionistas ou redução do subsídio de desemprego –, o Partido compara-as com as «cócegas» ao grande capital: a factura dirigida às mais valias e dividendos do grande capital não ultrapassará os 25 milhões de euros, uma gota tendo em conta os quase seis mil milhões extorquidos aos trabalhadores e ao povo.
Mas, alerta-se no folheto distribuído, «o roubo não ficará por aqui», como provam os «já anunciados reescalonamentos do IRS pago pelos trabalhadores, a par da redução das prestações sociais e do aumento dos custos com a saúde e a educação», que significarão ainda menos rendimento do que os cortes directos nos salários provocarão. A proposta de aumentar em sete pontos percentuais (65 por cento) os descontos dos trabalhadores para a Segurança Social é um novo e mais duro golpe nos rendimentos e uma escandalosa transferência de verbas para os cofres do patronato, a quem o Governo pretende reduzir a mesma contribuição em 5,5 pontos percentuais. Trata-se de uma «oferta de mais de 2500 milhões de euros» pagos por inteiro pelos trabalhadores.
Há alternativa
No verso do folheto, o PCP aponta o caminho alternativo à austeridade das troikas e do pacto de agressão: uma política patriótica e de esquerda «capaz de dar resposta aos problemas do País». Para o Partido, há que «rejeitar o pacto de agressão, libertar o País do domínio do grande capital nacional e transnacional, renegociar a dívida (nos seus montantes, juros e prazos), pôr Portugal a produzir substituindo importações por produção nacional, parar com o processo de privatizações, valorizar os salários e as pensões, defender e desenvolver os serviços públicos, afirmar a soberania nacional, rejeitar as imposições supranacionais e federalistas da União Europeia».
Reafirmando a confiança na possibilidade de se interromper o «rumo de desastre nacional» que está em curso e de abrir caminho a um País «desenvolvido e mais justo», o PCP garante que tal só será possível «com a luta de todos, com a confiança de que é possível uma vida melhor e mais digna». Assim, conclui-se no folheto, há que «desenvolver a luta e o protesto» e «dar mais força ao PCP».
O Partido apela ainda à participação de todos na grande manifestação convocada pela CGTP-IN para o próximo dia 29 de Setembro, no Terreiro do Paço, em Lisboa, que constituirá uma «poderosa demonstração de força e confiança».