Colômbia

População rechaça exército

Os habitantes do município de Toribio, na província de Cauca, destruíram uma torre de comunicações do exército colombiano, expulsaram os militares do local, e desmantelaram várias trincheiras abertas nas áreas circundantes pelas forças armadas, que nas últimas semanas incrementaram a ofensiva contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) no Norte da região.

Membros da comunidade indígena, citados pela Telesur, explicaram que a acção não foi uma provocação, mas a expressão do grito de revolta colectiva para com a militarização do território impulsionada pelo governo, a qual teve como consequência o aumento de efectivos por parte da guerrilha.

A meio da semana passada, o presidente Juan Manuel Santos e todo o séquito ministerial deslocou-se a Cauca para anunciar um plano militar, económico e social para a província. O programa, acusam os locais, é uma iniciativa de propaganda que visa mascarar a agudização do conflito promovido pelas autoridades. «O que veio cá fazer Santos se nem sequer falou com a comunidade», perguntaram.

«Não vamos recuar um centímetro. A bem ou a mal, vamos conseguir a paz», disse Santos reagindo aos protestos populares, que, no entanto, continuam a exigir a retirada das tropas e a simultânea retirada das FARC, e a assunção da segurança por parte da guarda indígena, responsável pela ordem pública na zona do parque natural na ausência de autoridades superiores.

Gabriel Pavi, membro da comunidade indígena e ex-presidente o município de Toribio, insistiu que o objectivo é a retirada de todas as forças militares. Feliciano Valencia, dirigente da Associação Indígena do Norte de Cauca, por seu lado, sublinhou que o povo não quer «mais guerra, mais militarização e mais cerco, que é o que temos tido todos os dias».

Antes da população de Toribia ter tomado a iniciativa de rechaçar a presença das forças armadas na região, também a população do município de Miranda já havia feito o mesmo. No início do mês de Junho, os habitantes da cidade igualmente situada na província de Cauca expulsaram as forças regulares e defenderam o diálogo com as FARC visando a pacificação do conflito no país, objectivo que tem sido reafirmado pela guerrilha.



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