Maus exemplos no Estado

O IEFP está a promover «verdadeiros saldos de engenheiros, arquitectos, relações públicas, técnicos informáticos, desenhadores», através do site do serviço público de emprego, protestou o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores, que chamou a atenção para as consequências da medida «Estímulo 2012».

O sindicato aponta dois exemplos de ofertas publicadas no netemprego: com licenciatura em Relações Públicas e para trabalhar das cinco da manhã à uma da tarde, com contrato a termo por oito meses, a remuneração é de 485 euros; com mestrado em Arquitectura e Construção, bons conhecimentos de Inglês e Francês, oito horas diárias de trabalho e contrato a termo por seis meses, a remuneração é de 500 euros. Em ambos os casos, os candidatos deverão estar há mais de seis meses inscritos num Centro de Emprego.

No «Estímulo 2012», recorda o sindicato, a empresa recebe metade do salário que paga ao desempregado, até ao limite de 419,22 euros por mês, durante seis meses (que podem prolongar-se até nove).

O ICNB não entregou ao Fisco o IRS que reteve aos seus trabalhadores ao longo de 2011, revelou também o STFPSA/CGTP-IN. O pessoal do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade foi confrontado com esta grave falha, que a lei tipifica como crime, na altura de procederem à liquidação do IRS.

O Instituto de Segurança Social pretende despedir mais de três dezenas de trabalhadores, depois de o Governo ter decidido extinguir o PIEC (Programa para a Inclusão e Cidadania, criado em 2000 como Programa para a Eliminação do Trabalho Infantil). A informação foi dada pela presidente do ISS, que terá ainda informado os trabalhadores de que seriam substituídos por outros, contratados através de empresas de trabalho temporário, revelou a Federação Nacional de Sindicatos da Função Pública, que rejeita esta «política de apoio à precarização do emprego e de outsourcing de funções sociais do Estado».



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