Adiamento inaceitável
O PCP acusa o Governo de desrespeitar a região do Porto ao voltar a pedir o adiamento da eleição do conselho de administração de uma empresa pública, desta feita a Metro do Porto, cujo mandato terminou ainda durante o último ano do anterior executivo, do PS. Num comunicado da sua Direcção da Organização Regional do Porto, o PCP lembra que estão na mesma situação empresas como a STCP, a APDL, a SRU e, ao que tudo indica, também virá a estar a Casa da Música, e alerta para as «óbvias consequências nefastas que daí ocorrem para importantes empresas e instituições da região».
Exigindo a resolução do impasse, encontrando-se «elementos capazes de assumir as responsabilidades nas referidas empresas e instituições numa perspectiva de serviço público», a DORP alarga ainda as críticas a autarcas e dirigentes regionais do PS, PSD e CDS, como Rui Rio, Mário Almeida ou Guilherme Pinto. Estes, acusam os comunistas, «têm tido uma postura de submissão para com as imposições da administração central, submetendo os interesses da população, da região e do País à obediência partidária e aos interesses de afirmação pessoal».
O PCP alerta ainda para a manobra em curso, protagonizada pelos autarcas e dirigentes regionais do PS, PSD e CDS, para «esconder o que verdadeiramente está subjacente ao posicionamento do Governo: a privatização total destas empresas».