Resposta firme à brutal ofensiva
Os trabalhadores e o povo recusam «pacto de agressão»
Resistindo às pressões, à chantagem de patrões e do Governo, milhares de trabalhadores dos sectores público e privado deram uma prova de dignidade, de coragem e de confiança num futuro melhor, construído a partir da acção e intervenção de todos.
No distrito de Braga, a greve geral provocou a paralisação total de vários sectores de actividade, designadamente nos Transportes Urbanos de Braga, e, durante a noite, na recolha de lixos em Braga.
As adesões foram ainda muito expressivas nas autarquias de Braga, Guimarães, Barcelos, Famalicão; nos transportes rodoviários, caso dos trabalhadores da Transdev, nos serviços, nomeadamente com uma adesão esmagadora nas portagens da Ascendi, e muito significativa no supermercado E-Leclerck/Braga e em diversas IPSS, nomeadamente o Centro Social de Sobreposta, da APPACDM, da Casa do Povo de Serzedelo.
Nos CTT, a paralisação estendeu-se a todo o distrito, provocando o encerramento das estações de Nine, Delães, Vizela e Viera do Minho.
Fechados estiveram igualmente o Tribunal de Trabalho de Braga e o Tribunal da Póvoa de Lanhoso, registando-se adesões de cerca de 50 por cento nos tribunais de Barcelos e Guimarães.
No sector do ensino, a greve geral teve particular expressão no agrupamento de escolas de Nogueira, Braga, na escola Secundária Francisco de Holanda, no Agrupamento de Escolas João Meira, Lamaçães.
Outras importantes adesões ocorreram no serviço de Finanças de Maximinos (encerrado), nas USF de Fafe e da Amorosa; nas cantinas do Hospital de Famalicão e do Complexo Grundig; na FCL (Complexo Grundig, na Eical (Barcelos).
Expressando a sua indignação e a exigência de uma mudança para o País, muitos trabalhadores, homens e mulheres desempregados, reformados e pensionistas participaram nas concentrações e manifestações organizadas em Braga e Guimarães.
Um sinal inequívoco
Em comunicado, a Direcção Regional de Braga do PCP qualificou a adesão à greve no distrito como «um inequívoco sinal de que os trabalhadores e o povo não baixarão os braços perante o “pacto de agressão” que PS, PSD e CDS assinaram com a troika do BCE, UE e FMI e perante as políticas concretas que dele decorrem, sejam as que procuram roubar direitos e salários aos trabalhadores, sejam as que visam degradar e encarecer os serviços públicos e dificultar o seu acesso às populações, sejam as que promovem o desemprego, sejam as que perpetuam salários e pensões de miséria».
Conscientes de que a luta tem de prosseguir e intensificar-se, os comunistas de Braga apelam à participação nas próximas acções do Movimento Sindical Unitário e de outras estruturas, em particular nas manifestações do próximo sábado, 31, de Jovens trabalhadores e contra a extinção de freguesias, bem como nas comemorações do 25 de Abril e do 1.º de Maio.