No Terreiro do Paço, no MEC e nas escolas

Fenprof traça prioridades

A Fenprof e os sindicatos estão a mobilizar os professores para uma grande participação na manifestação nacional do próximo sábado. Outras prioridades dão seguimento à luta necessária.

 

A situação do País tem graves implicações na Educação

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«O protesto contra o empobrecimento dos portugueses, o aumento da exploração, o desrespeito por quem trabalha e a destruição de serviços públicos, que constituem parte importante das funções sociais do Estado, justificam uma forte participação» dos docentes na manifestação de dia 11 – afirma-se na nota divulgada após a reunião do Secretariado Nacional da Fenprof, a 2 e 3 de Fevereiro.

Ficou desde já decidido realizar uma «vigília contra o desemprego e a precariedade», junto ao Ministério da Educação e Ciência, na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, desde as 15 horas de 24 de Fevereiro, até às 12 horas de dia 25. «Professores e educadores ali permanecerão no local, em protesto contra estes dramas que se abatem sobre os profissionais docentes de uma forma cada vez mais violenta», adianta a federação.

Para amanhã, dia 10, está prevista a divulgação das propostas do MEC de alteração ao modelo de gestão das escolas. A federação vai realizar, no dia 15, quarta-feira, uma conferência sobre autonomia e gestão escolar.

Manter em aberto a discussão sobre a revisão da estrutura curricular, pretendida pelo MEC, é uma decisão da Fenprof para «continuar a aprofundar a reflexão sobre o tema e, simultaneamente, pressionar o Ministério, no sentido de não avançar com uma medida que tem por único objectivo despedir professores, ainda que empobrecendo os currículos escolares».

Na próxima reunião do Conselho Nacional, órgão máximo da Fenprof entre congressos, convocada para 9 e 10 de Março, a federação deverá aprofundar o debate político sobre a grave situação no País e os seus impactos muito negativos na Educação. Dessa discussão, irá resultar «uma resolução sobre a acção reivindicativa, que constitua um verdadeiro caderno reivindicativo dos professores, educadores e investigadores portugueses, para o curto e médio prazo».

O Secretariado Nacional decidiu ainda interpelar o MEC sobre alguns outros graves problemas, que procurará tratar em reuniões específicas:

- exigir medidas concretas que previnam a indisciplina e punam a violência em espaço escolar ou exercida sobre os docentes;

- discutir o futuro dos Centros Novas Oportunidades (também junto do director do IEFP será contestada a decisão de extinguir, sem alternativa, os CNO);

- a situação do Ensino Português no Estrangeiro e a intenção do Governo de promover o seu desmantelamento (problema a colocar também ao MNE e ao Instituto Camões).



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