Mobilizar para dia 11

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As organizações e militantes do PCP estão a dar o seu contributo para fazer da manifestação nacional da CGTP-IN de 11 de Fevereiro um momento alto da luta popular contra o pacto de agressão e de exigência de uma nova política. Para além da indispensável mobilização sindical (ver página 19), as células e organizações do PCP cumprem o seu papel e apelam ao reforço da luta. Ligando os problemas concretos de cada sector e empresa à situação mais geral do País, os comunicados do Partido acrescentam razões para a participação dos trabalhadores na acção de sábado, unidos e integrados nos respectivos sindicatos.

Aos trabalhadores do grupo Galp Energia, as células do Partido apelam a que lutem contra a venda do que resta da participação do Estado. Para o PCP, travar a alienação da Galp representa «defender direitos, defender o emprego, defender a produção nacional, o País e a sua soberania».

Os comunistas consideram que o que se passa na empresa – nomeadamente a recusa da administração em negociar com os sindicatos aumentos para este ano – prova que o Governo e a administração estão a intensificar a ofensiva contra os trabalhadores e querem aprofundá-la ainda mais com a privatização.

Num comunicado dirigido aos trabalhadores da Zon, o PCP denuncia a redução do investimento por parte da empresa, com implicações na prestação de serviço pelos trabalhadores. Os comunistas falam mesmo em falta de material para «resolver algumas avarias, demorando mais tempo a repor os serviços, prejudicando assim os clientes». Lembrando que nas áreas técnicas existe muito trabalho nocturno, cuja remuneração suplementar acaba por compensar os baixos salários praticados, o PCP alerta para o conteúdo do «acordo» da concertação social, que alarga o banco de horas e corta no pagamento do trabalho nocturno.

No boletim da organização dos ferroviários de Setúbal, o PCP realça a dimensão da luta travada por trabalhadores e utentes em defesa do sector. Para os ferroviários comunistas, a manifestação de dia 11 é também uma oportunidade para defender as empresas do sector, cuja privatização ou destruição estão previstas no pacto de agressão.

Num comunicado dirigido aos trabalhadores da Reditus, o PCP reafirma que «basta de exploração e desemprego! Recibos verdes não são solução!», chamando a atenção para as condições de trabalho praticadas na empresa. Para o PCP, a precariedade dos contratos de trabalho e dos vínculos «é a precariedade da família, é a precariedade da vida, mas é igualmente a precariedade da formação, das qualificações e da experiência profissional». Assim, conclui-se no comunicado, a precariedade laboral é um «factor de instabilidade e injustiça social e simultaneamente um factor de comprometimento do desenvolvimento do País».

No Spacio Shopping dos Olivais, a célula do Partido apela a uma «luta sem tréguas pelo trabalho com direitos, contra a exploração, precariedade e desemprego». A célula comunista garante que os trabalhadores «sabem que só a eles compete decidir quando é chegado o momento de agir, lutar e vencer». O Sector da Função Pública do Porto, justifica o apelo à participação massiva dos trabalhadores do sector na manifestação de dia 11 com a necessidade de «lutar com todas as nossas forças contra mais estas medidas» e derrotar o pacto de agressão. No que respeita à reorganização dos serviços do Estado, o PCP considera que o seu objectivo é, pura e simplesmente, «entregar ao privado todos os serviços públicos que são rentáveis e auto-suficientes». Exemplo disto é a Segurança Social, que «vai dar equipamentos às misericórdias que foram pagos com o dinheiro das anteriores gerações de trabalhadores».



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