PCP apela à mobilização e à luta

Direitos das novas gerações são condição de futuro

O PCP reafirmou, na segunda-feira, o seu apelo às novas gerações para que prossigam e intensifiquem a sua luta, colocando nela toda a sua confiança, capacidade, irreverência, determinação e criatividade.

É fundamental uma forte presença de jovens na manifestação de dia 11

Image 9650

Numa declaração de Paulo Raimundo, da Comissão Política, o PCP estende o apelo a «todos quantos são alvo desta ofensiva e se sentem injustiçados» para que se mobilizem, façam frente às injustiças e travem o pacto de agressão». Assim, acrescentou o dirigente comunista, os trabalhadores e as populações devem intensificar a sua «corajosa luta em defesa dos seus direitos e anseios, uma luta que tem assumido expressões de grande determinação e que redobra a confiança de que existem, nos trabalhadores e nas populações, as forças necessárias para rejeitar o pacto de agressão e para levantar o País».

Dirigindo este apelo a todos, Paulo Raimundo dirigiu no entanto umas palavras especiais às novas gerações de trabalhadores e à juventude em geral, considerando-as «duplamente visadas pela brutal ofensiva política, económica e social em curso»: são elas as principais vítimas da «chaga social que é a precariedade laboral, situação que afecta já cerca de um milhão e 200 mil trabalhadores (um terço dos trabalhadores por conta de outrem)» e que sofrem de forma particular com o desemprego (mais de 400 mil jovens estão nesta situação, a larga maioria sem qualquer apoio social).

Assim, sustentou o membro da Comissão Política, as novas gerações, que constituem o futuro do País, vêem ser-lhes negado «o seu próprio futuro, impedidas de autonomizar as suas vidas», bem como o seu direito à «habitação, ao emprego, à educação, à cultura e à felicidade».

 

Impor a mudança necessária

 

Para Paulo Raimundo, o que o pacto de agressão subscrito com a troika estrangeira tem para oferecer às novas gerações é «mais desemprego e mais exploração», como ficou claro no conteúdo do chamado «acordo» assinado na concertação social pelo Governo, patronato e UGT. A «solução» que apresentam para enfrentar a precariedade é «mais precariedade» e o caminho para resolver o desemprego é o «convite ao abandono do País e a facilitação e embaratecimento dos despedimentos».

Seguindo a mesma lógica, denunciou o dirigente do PCP, a forma de o Governo e a troika enfrentarem as injustiças sociais é com cortes no subsídio de desemprego, no abono de família, na saúde na educação e nos salários, aliados à subida generalizada do preço com transportes, alimentação ou cultura. Segundo Paulo Raimundo, estas opções revelam «incapacidade em resolver os problemas estruturais do País e das novas gerações».

Destacando o contributo que os mais jovens podem dar na «construção de um Portugal no futuro», colocando as suas capacidades e qualificações ao serviço do desenvolvimento do País, Paulo Raimundo afirmou que para que tal seja possível é necessário, entre outras medidas, erradicar o emprego precário e promover o emprego com direitos; valorizar urgentemente os salários e em particular o salário mínimo nacional; investir na investigação e no desenvolvimento científico; apoiar a emancipação da juventude ao nível da habitação e da garantia dos direitos à maternidade e paternidade.

O dirigente concluiu a sua declaração com a certeza de que «rejeitar e derrotar o pacto de agressão é uma condição fundamental para criar as condições para impor a mudança necessária e uma nova política ao serviço dos trabalhadores, das populações e das novas gerações». Daí ser fundamental uma forte presença juvenil na manifestação do próximo sábado, promovida pela CGTP-IN, fazendo do Terreiro do Paço, em Lisboa, a «grande praça da luta da juventude».

 



Mais artigos de: PCP

Defender os <i>Estaleiros</i> e a economia do País

Os Estaleiros Navais de Viana do Castelo só não voltam a laborar se o Governo não quiser, garante o PCP, que promoveu um comício no sábado em defesa da empresa. Os comunistas tinham visto, dias antes, a maioria PSD/CDS na Assembleia da República chumbar um projecto seu, que visava garantir financiamento para o reinício da laboração dos Estaleiros. Mas a luta não pára.

Os <i>ENVC</i> têm que trabalhar

O comício do PCP em Viana do Castelo foi mais uma etapa da luta que se trava em defesa dos Estaleiros Navais e que teve na manifestação da véspera mais uma forte expressão. A luta continua no sábado, no Terreiro do Paço.

Mobilizar para dia 11

As organizações e militantes do PCP estão a dar o seu contributo para fazer da manifestação nacional da CGTP-IN de 11 de Fevereiro um momento alto da luta popular contra o pacto de agressão e de exigência de uma nova política. Para...

Aumentos de preços são roubo ao povo

No dia em que entraram em vigor novos e brutais aumentos dos preços dos transportes públicos, o PCP esteve nas ruas reafirmando a sua determinação em combater mais este roubo ao povo e ao País.

Ao lado de quem luta e resiste

Por todo o País, o PCP está ao lado dos trabalhadores que lutam pelo emprego, pelos salários e pelos direitos, dando voz às suas aspirações nas instituições em que tem assento.

Mais um golpe na soberania nacional

O PCP opõe-se à privatização da REN, denunciando o que considera ser um «criminoso processo de alienação por parte do Estado da quase totalidade das suas participações no sector eléctrico nacional». Os comunistas reagiram assim, com um comunicado...

Reestruturação não serve

O PCP considera que a reestruturação em curso do Centro Hospitalar do Médio Tejo/CHMT (que abrange os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas) «não serve os utentes nem os trabalhadores». Num comunicado da Direcção da Organização Regional de...

A força de um ideal

Quatro anos depois de ter sido lançada, está concluída a campanha de fundos para a abertura do Centro de Trabalho de São Pedro da Cova. No passado dia 29 de Janeiro, realizou-se uma iniciativa nesse mesmo Centro de Trabalho, para assinalar este notável feito...