Emigrantes com razões para lutar

O Organismo de Coordenação da Emigração na Europa do PCP (OCEE), recentemente reunido em Paris, está a apelar às comunidades portuguesas para que se «mobilizem e lutem nos diversos países contra esta nova ofensiva antipatriótica, reveladora do mais profundo desprezo pelos direitos dos portugueses que vivem e trabalham no estrangeiro».

Os comunistas realçam que os «sucessivos governos da política de direita fazem recair também sobre os portugueses emigrados os custos do desastre económico e financeiro em que as suas políticas mergulharam o nosso País»: nos últimos anos mais de duas dezenas de consulados foram encerrados ou despromovidos estando mais consulados em vias de fechar, como é o caso de Frankfurt.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros, liderado por Paulo Portas, revela ainda o «maior desprezo face à justa luta dos trabalhadores consulares na Suíça, em greve durante mais de um mês, cujos salários foram reduzidos drasticamente face à diferença cambial e ao corte dos salários da Administração Pública», acusa o PCP. Ao mesmo tempo que não toma qualquer iniciativa para resolver este problema, o Governo continua a distribuir «centenas de milhares de euros em subsídios» e a pagar salários principescos aos altos cargos públicos das embaixadas e consulados.

Também o estado actual do ensino do Português no estrangeiro merece fortes críticas dos comunistas. O orçamento passou de 43 para 33 milhões de euros e o ano lectivo iniciou-se uma vez mais com numerosos cursos sem funcionamento. «Só na Alemanha estão sem aulas 330 crianças, em resultado da decisão do Instituto Camões de, por falta de verba, não substituir professores que, por qualquer motivo, deixem de exercer temporária ou definitivamente a sua actividade», denuncia o PCP. Na Bélgica, a maioria dos professores está com horários incompletos e outros não viram ser-lhes atribuído qualquer horário.



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