Austeridade baixou salários

Nos 27 países que com­põem a União Eu­ro­peia apenas três re­gis­taram quedas no custo no­minal do tra­balho por hora no final do se­gundo tri­mestre, e estes são aqueles que se en­con­tram sob pro­gramas de as­sis­tência fi­nan­ceira de Bru­xelas e do Fundo Mo­ne­tário In­ter­na­ci­onal: Por­tugal, Grécia e Ir­landa.

A Grécia foi a que maior queda apre­sentou, 3,7 por cento, se­guida da Ir­landa, com uma queda de 3,5 por cento e fi­nal­mente Por­tugal 0,8 por cento.

No caso de Por­tugal, a queda dos custos to­tais foi de 0,8 por cento (este valor in­clui custos com sa­lá­rios e ou­tros, sem sub­sí­dios, custos de for­mação, de re­cru­ta­mento ou des­pesas em ves­tuário).

A maior queda re­gistou-se na ca­te­goria das re­mu­ne­ra­ções (re­mu­ne­ra­ções di­rectas, bónus, e ex­tras, con­tri­bui­ções dos em­pre­ga­dores para sis­temas de pen­sões, etc.), que bai­xaram um por cento.

Por sector de ac­ti­vi­dade em Por­tugal, a cons­trução é o único que apre­senta um au­mento total nos custos (3,6%). Nos ser­viços a des­cida foi de 1,4 por cento e na in­dús­tria de um por cento.

Na grande mai­oria dos es­tados-mem­bros os custos la­bo­rais su­biram no mesmo pe­ríodo, va­ri­ando entre os 12,4 por cento ve­ri­fi­cados na Bul­gária e, no ex­tremo oposto, 1,5 por cento no caso da Suécia.

Mesmo em Es­panha e Itália, as mais re­centes eco­no­mias eu­ro­peias atin­gidas pelos cha­mados mer­cados fi­nan­ceiros, os custos to­tais de tra­balho su­biram 2,6 e três por cento, res­pec­ti­va­mente. A média da União Eu­ro­peia neste pe­ríodo fixou-se em 3,4 por cento e na Zona Euro em 3,6 por cento.



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