Arrábida a Património Mundial
A Assembleia da República aprovou o apoio proposto em projectos de resolução do PCP, PEV e BE à candidatura da Arrábida a Património Mundial. Já o ponto constante nos textos que pugnava pelo apoio do Governo ao processo através de acções concretas foi rejeitado com os votos contra do PS e PSD, que, entretanto, viram aprovadas iniciativas suas sobre a mesma matéria, ainda que de alcance mais limitado.
Esta candidatura, na perspectiva do PCP, assume grande significado e relevância na medida em que a Arrábida tem um valor excepcional do ponto de vista científico, natural, histórico, cultural e paisagístico. Neste território por onde já passaram fenícios, romanos e árabes combinam-se de forma única a serra e o mar, os elementos geológicos e a flora, os habitats e a biodiversidade, a paisagem e o património edificado, a arqueologia e o património cultural.
«Na Arrábida é possível encontrar o equilíbrio entre a natureza e a actividade humana tradicional, de elevado valor cultural material e imaterial», sublinhou a propósito a deputada comunista Paula Santos, lembrando ser este exactamente o mote da candidatura cujo processo foi desencadeado pela Associação de Municípios da Região de Setúbal.
Daí que a classificação da Arrábida como património da humanidade seja, na opinião do PCP, «um passo importante para a sua protecção e para a salvaguarda das actividades humanas tradicionais e culturais», contribuindo simultaneamente para «o desenvolvimento económico, social, cultural e ambiental da Península de Setúbal e do País».