PCP distribuiu comunicados na TAP e no Metro

Travar as privatizações nos transportes

O PCP está empenhado em travar as privatizações previstas no sector dos transportes, prejudiciais para os trabalhadores e para as empresas. Mas tal só será possível, alertam, com a unidade e luta de todos os trabalhadores.

A TAP assumiu-se uma vez mais como a maior exportadora nacional

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Em dois comunicados, datados de 26 de Agosto, as células do Partido na TAP e no Metropolitano de Lisboa alertaram os trabalhadores de ambas as empresas para a necessidade de resistir às privatizações. No caso da TAP, os comunistas chamam a atenção para os resultados obtidos pela transportadora aérea nacional – a rondar os 57 milhões de euros – destacando que eles demonstram a «enorme riqueza que a TAP representa para o País».

Mas não é tudo, já que as empresas públicas não «contribuem para a economia nacional apenas com esses resultados líquido». A TAP comprou à Petrogal 152 milhões de euros de combustível, pagando os correspondentes impostos, para além dos 82 milhões pagos à ANA em taxas aeroportuárias. Os comunistas destacam ainda os 1923 milhões de euros em proveitos operacionais e os 1,4 mil milhões de euros de exportações, transformando a empresa na maior exportadora nacional. Os 3,5 milhões de euros de IRC mais os 56 milhões de Segurança Social ajudam a compreender a importância estratégica desta empresa pública.

Para o PCP, a realidade da TAP é a de uma empresa que «dá um enorme contributo para a economia nacional» e que, assim sendo, é «necessário defender». «E defendê-la significa antes de mais impedir a sua privatização, pois esta colocaria, no curto prazo, toda esta poderosa realidade económica subordinada à mesquinha lógica da multiplicação do capital de uns poucos e em rota de assimilação pelos grandes grupos europeus do sector».

Na opinião dos comunistas, «defender a TAP implica também lutar por um outro modelo de financiamento da empresa», claramente público, que impedisse «esta sangria de recursos com vantagens para a TAP, para o País, para a economia nacional e para o orçamento do Estado» - no final de 2009, de um total de 614 milhões de euros de empréstimos perto de 539 milhões serem-no ao Deustche Bank e a TAP pagou juros de 108 milhões de euros em dois anos.

Finalmente, defender a TAP significa, ainda, impedir que se repitam negócios ruinosos como a aquisição da VEM, apostar na manutenção, defender a SPdH e também «valorizar os seus trabalhadores, não em palavras ocas e vãs, mas nos seus salários e direitos».


O bife do lombo para os privados


No Metropolitano de Lisboa, o PCP resume as intenções inerentes à privatização da empresa: «manter no Estado o passivo (criado essencialmente pelos investimentos, como já demonstrámos em comunicado anterior), bem como os custos de manutenção e expansão da rede; e entregar aos grupos económicos bifinho do lombo, ou seja, a exploração das linhas lucrativas do metropolitano.»

Os comunistas lembram que estas linhas são, hoje, «altamente lucrativas», já que os prejuízos advêm do facto de a empresa estar a suportar sozinha os encargos com a expansão da rede. Os privados certamente que saberiam como as fazer render ainda mais, através dos «expedientes do costume: aumentando os preços para os utentes e intensificando a exploração dos trabalhadores».

A privatização é uma «óptima decisão para quem se apropriar da empresa e assim ganhar uns milhões largos sem investimento nem suor», mas «péssima» para trabalhadores e utentes, para o Orçamento do Estado e para a economia nacional, sustenta o PCP.

Se os que ganharão com o negócio estão «organizados e a mexerem-se», é fundamental que os que vão ser prejudicados façam o mesmo, afirma o PCP. Nesta luta contra a privatização desta empresa é fundamental a participação dos trabalhadores, concluem os comunistas, lembrando que está em causa o futuro do País.



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