Acabem com as suspensões na SAMLA
Os trabalhadores da SAMLA, em Midões, concelho da Tábua, concentraram-se, no dia 28 de Julho, diante da Autoridade para as Condições do Trabalho e, posteriormente, do Governo Civil de Coimbra, para exigirem um fim rápido da suspensão dos seus contratos de trabalho.
Os 60 contratos foram suspensos em Dezembro passado, altura em que os salários deixaram de ser pagos.
«A SAMLA sempre teve bastante trabalho», referiram estes trabalhadores, maioritariamente mulheres, na carta que entregaram à ACT e ao Governo Civil, onde lembraram que foram obrigadas a solicitar a suspensão dos contratos, em Março, «depois de vermos que o nosso patrão nunca mais pedia a insolvência», para poderem aceder ao subsídio de desemprego. No fim de Maio, decidiram ser elas a solicitá-la, «tentando salvaguardar os nossos direitos».
A empresa tem vivido «sucessivos pedidos de insolvência e retomas de produção, recorrendo aos mesmos equipamentos e, inclusivamente, aos trabalhadores anteriormente despedidos». Já se chamou Cabasul e, até há seis anos, Socotebal, altura em que se declarou insolvente, tendo reaberto, como SAMLA, apenas dois dias depois, nas mesmas instalações, mantendo-se sempre, durante este processo, a mesma entidade patronal. As trabalhadoras que tinham acabado de ser despedidas foram solicitadas a reintegrarem a nova empresa, perdendo os direitos de antiguidade, entre outros.