«Destruição e abandono» na Quinta do Imperador
Após uma deslocação à Freguesia do Monte, Edgar Silva, Coordenador do PCP na Ilha da Madeira, alertou para a situação de «destruição e abandono» que se encontra a Quinta do Monte, também conhecida por Quinta do Imperador, no Funchal, e criticou a política sobre o património desenvolvida pelo Governo Regional.
No local, o dirigente comunista disse que o estado em que se encontra a quinta onde viveu D. Carlos de Áustria, no início do século XX, resulta de «uma prática politicamente criminosa por parte do Governo Regional em relação ao Património da Região».
Em Janeiro de 1997, o Governo Regional aprovou uma resolução em que era incumbida a Secretaria Regional da Cultura de promover os trabalhos de manutenção e restauro do interior da Quinta, dado o seu «valor turístico e cultural».
Entretanto, os jardins da Quinta do Monte foram concessionados a um privado, que cobra a entrada, mas as casas da propriedade «estão em adiantado estado de destruição», adiantou Edgar Silva, à Lusa.
Na casa principal, disse o também deputado, «os tectos já abateram e o recheio, valiosíssimo, foi roubado». «Isto não é só desolador, é uma prática politicamente criminosa», concluiu.
A Quinta do Monte foi construída no primeiro quartel do século XIX, por James Gordon. Nela ficaram hospedadas várias personalidades ilustres da época.