Balanço positivo na BA Vidro
O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira saudou a «grandiosa adesão à greve», nos dias 17 e 18 de Maio, na fábrica da BA Vidro, na Marinha Grande. «Com esta demonstração de força, razão, dignidade e coragem, iremos dar sequência às justas reivindicações de aumentos salariais e de defesa da contratação colectiva»
, assegura a direcção do STIV/CGTP-IN, na «saudação calorosa» que distribuiu naquela unidade. Ali, como referiu à Lusa um dirigente do sindicato, a paralisação contou com uma adesão global de 95 por cento dos cerca de 250 trabalhadores, nos quatro turnos. Guilherme Moiteiro fez um balanço positivo da luta, admitiu que, nas fábricas do grupo em Avintes e na Venda Nova (Sotancro) a adesão foi menor, mas salientou que nesta última chegaram a parar máquinas.
O sindicato vai tentar regressar à negociação com a administração, insistindo em que há condições para proceder a aumentos salariais. Os mais quatro por cento que os trabalhadores exigem correspondem a 170 ou 180 mil euros de acréscimo salarial, o que equivale a menos de meio por cento dos lucros obtidos pelo grupo, os quais superaram 36 milhões de euros, em 2007, e 44 milhões, em 2008 (os mais recentes divulgados pela empresa).
A Comissão Concelhia da Amadora do PCP saudou os mais de 200 trabalhadores da Sotancro e, em especial, aqueles que tiveram a coragem e a determinação de fazer greve. Face às poucas tradições de luta, na última década, e à proliferação de vínculos laborais precários, a adesão de mais de 50 trabalhadores veio reforçar a consciência de classe indispensável para futuros embates, refere uma nota da Concelhia.