Vitória da unidade na Exide
Em Castanheira do Ribatejo, Vila Franca de Xira, os trabalhadores da Exide, ex-Tudor obtiveram actualizações salariais que só foram possíveis graças à luta, em unidade, desenvolvida pelos trabalhadores num contexto «muito difícil».
Em declarações ao Avante!, os representantes dos trabalhadores salientaram, na segunda-feira, que os resultados se deveram a uma luta iniciada em Março, depois de a administração ter imposto um lay-off de 16 dias.
Para falar à nossa reportagem compareceram membros da Comissão de Trabalhadores, da Comissão sindical e da Comissão Intersindical, entre os quais vários camaradas que fazem parte da célula do PCP na empresa.
Inicialmente, a administração apresentou uma proposta de actualizações salariais de 0,6 por cento. Inconformados, os trabalhadores cumpriram uma greve de duas horas, no dia 6 de Maio, seguida por paralisações de uma hora na semana de 17 a 21. Foram marcadas mais greves que acabaram por não ser necessárias.
Na semana passada, após sucessivas reuniões, a administração evoluiu na sua proposta para 1,5 por cento, a contar desde Abril. O aumento acabou fixado em 1,6 por cento, 15 euros por trabalhador, numa empresa que pratica salários 30 por cento acima do contrato colectivo.
Foi possível manter o complemento do horário nocturno, a partir das 20 horas, e não a partir das 22 horas, como consta no Código do Trabalho com acordo da UGT. Os prémios dos provenientes da Tudor, também ficaram salvaguardados.
Ernesto Ferreira, dirigente do SIESI, prevê uma boa presença dos trabalhadores da Exide na manifestação da CGTP-IN, sábado, «porque as medidas constantes no PEC não são compensadas com estas actualizações». Elas, no entanto, são ainda mais importantes, num contexto em que a associação empresarial de material eléctrico e electrónico continua a bloquear a contratação colectiva, salientou.