Por direitos hoje e no futuro

Jovens na luta

A manifestação nacional de amanhã, em Lisboa, culmina a acção descentralizada da CGTP-IN, que desde Janeiro se fez sentir em empresas e serviços e nas ruas de vários distritos.

Só a luta pode trazer resultados positivos

Frequentemente foi notória a forte participação juvenil nas iniciativas da acção nacional descentralizada e nas várias lutas laborais que têm tido lugar. Mas o esforço feito especialmente com vista à mobilização dos jovens trabalhadores, pela Interjovem e por sindicatos, uniões e federações da CGTP-IN, para a manifestação de amanhã - que tem concentração marcada para a Praça do Município, às 15 horas - reflectiu-se ainda na realização de muitos plenários, reuniões, contactos mais informais, distribuições de milhares de folhetos, sobretudo neste mês de Março (como se pode verificar no calendário de actividades publicado na página da Interjovem, no sítio Internet da CGTP-IN). Sob a palavra de ordem «Geração com Direitos, Garantia de Futuro», a luta dos jovens trabalhadores coloca como objectivos essenciais a estabilidade de emprego, com um eficaz combate à «praga» da precariedade, e a exigência de salários e horários de trabalho dignos. A manifestação assinala o Dia Nacional da Juventude (28 de Março), quando passam 63 anos sobre os acontecimentos que lhe deram origem (em São Pedro de Moel, milhares de jovens reuniram-se, num acampamento do MUD Juvenil, e sobre eles o regime fascista desencadeou forte repressão). Hoje, os jovens trabalhadores são «os primeiros a sentir na pele os efeitos nefastos da política de direita dos últimos 34 anos», refere a Interjovem, no manifesto divulgado por todo o País, rejeitando os baixos salários, o aumento dos horários de trabalho, a destruição da contratação colectiva. Em vez das situações precárias a que quase milhão e meio de trabalhadores estão sujeitos (recibos verdes, trabalho temporário, contratos a prazo, etc.) e da destruição do aparelho produtivo (responsável pelo desemprego de mais de 300 mil jovens), a CGTP-IN exige estabilidade de emprego, aumento real dos salários, horários dignos, o respeito pelos contratos colectivos e a revogação das normas gravosas da legislação laboral aplicável às empresas do sector privado e à Administração Pública. Em alguns sectores, foram apresentados pré-avisos de greve, com o objectivo de dar cobertura legal às faltas ao trabalho para participação na manifestação. Assim sucedeu, por exemplo, no comércio, escritórios e serviços, na alimentação, bebidas e hotelaria, na construção civil e indústria vidreira, na CM Lisboa... Os jovens enfermeiros levam a cabo uma acção autónoma, às 11 horas, junto do Ministério da Saúde, integrando-se depois na manifestação nacional.


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