Desenvolvimento adiado
Na proposta de Orçamento de Estado para 2010, o Governo prevê uma vez mais a redução, e de forma significativa, do investimento público, desperdiçando assim mais uma oportunidade para promover o desenvolvimento das regiões do País.
A nível nacional, o PIDDAC sofre um corte de de 24 por cento
As organizações do Partido estão a reagir à proposta de Orçamento de Estado, nomeadamente no que ao investimento público diz respeito. Em nota de dia 3, a Direcção da Organização Regional de Setúbal do PCP destaca o corte de mais de 80 por cento no investimento no distrito face a 2009 – para um corte de 25 por cento a nível nacional.
Para os comunistas, esta proposta «acentua o abandono a que pretende votar o distrito». A agravar ainda mais esse abandono está o «manifestamente baixo» índice de execução dos PIDDAC's anteriores. Em falta continuam projectos importantes como o Hospital do Seixal, os centros de saúde, as instalações para as forças de segurança, os pavilhões desportivos para as escolas.
Um «verdadeiro desastre» é como a Direcção da Organização Regional de Beja do PCP considera a proposta de plano de investimentos para o distrito. Previstos para o distrito estão menos de 4,5 milhões de euros, contra os mais de 71,5 milhões do ano anterior. Em 2005, foram inscritos mais de 134 milhões de euros.
Para além de, mais uma vez, não haver «um cêntimo» inscrito para fazer face à componente nacional dos investimentos de Alqueva, também não está previsto o lançamento de obras para o desenvolvimento do plano rodoviário.
No distrito de Évora, o corte nos investimentos previstos no PIDDAC é de 35 por cento, denunciam os comunistas locais. Em nota à imprensa, a Direcção da Organização Regional de Évora denuncia ainda o facto de quatro dos 14 concelhos do distrito (Mora, Reguengos de Monsaraz, Vendas Novas e Viana do Alentejo) não terem inscrita qualquer verba – no caso de Mora pelo quarto ano consecutivo.
Em Portalegre, a situação não é melhor, antes pelo contrário: o corte no PIDDAC ascende a 67 por cento em relação a 2009, passando, assim, de 0,68 para 0,1 do total nacional. Também neste distrito, como denunciou a Direcção da Organização Regional do Partido, numa conferência de imprensa realizada no dia 2, sete dos 15 concelhos não terem qualquer verba inscrita. Nos casos de Arronches e Fronteira, verifica-se esta situação pelos quarto e terceiro ano consecutivos, respectivamente.
Mais a norte, em Braga, o PCP também faz uma apreciação negativa da proposta. Relativamente ao ano passado, o investimento no distrito sofre um corte de 68 milhões de euros. A isto se soma o baixo grau de execução dos anteriores planos de investimento, acusa a Direcção da Organização Regional de Braga do PCP. A agravar a situação, regista-se que 50 por cento do total do investimento está associado a um só projecto – o Instituto Ibérico de Nanotecnologia. Para os restantes projectos sobram apenas 16 milhões.
Em Bragança, fala-se em «afronta e humilhação». Para este distrito, flagelado já pela desertificação, está previsto pouco mais de um milhão de euros. O corte é de uns expressivos 98,6 por cento. A situação do distrito, considera a Direcção da Organização Regional do Partido, «exige um forte investimento público e uma política clara de desenvolvimento do todo nacional».
Para os comunistas, esta proposta «acentua o abandono a que pretende votar o distrito». A agravar ainda mais esse abandono está o «manifestamente baixo» índice de execução dos PIDDAC's anteriores. Em falta continuam projectos importantes como o Hospital do Seixal, os centros de saúde, as instalações para as forças de segurança, os pavilhões desportivos para as escolas.
Um «verdadeiro desastre» é como a Direcção da Organização Regional de Beja do PCP considera a proposta de plano de investimentos para o distrito. Previstos para o distrito estão menos de 4,5 milhões de euros, contra os mais de 71,5 milhões do ano anterior. Em 2005, foram inscritos mais de 134 milhões de euros.
Para além de, mais uma vez, não haver «um cêntimo» inscrito para fazer face à componente nacional dos investimentos de Alqueva, também não está previsto o lançamento de obras para o desenvolvimento do plano rodoviário.
No distrito de Évora, o corte nos investimentos previstos no PIDDAC é de 35 por cento, denunciam os comunistas locais. Em nota à imprensa, a Direcção da Organização Regional de Évora denuncia ainda o facto de quatro dos 14 concelhos do distrito (Mora, Reguengos de Monsaraz, Vendas Novas e Viana do Alentejo) não terem inscrita qualquer verba – no caso de Mora pelo quarto ano consecutivo.
Em Portalegre, a situação não é melhor, antes pelo contrário: o corte no PIDDAC ascende a 67 por cento em relação a 2009, passando, assim, de 0,68 para 0,1 do total nacional. Também neste distrito, como denunciou a Direcção da Organização Regional do Partido, numa conferência de imprensa realizada no dia 2, sete dos 15 concelhos não terem qualquer verba inscrita. Nos casos de Arronches e Fronteira, verifica-se esta situação pelos quarto e terceiro ano consecutivos, respectivamente.
Mais a norte, em Braga, o PCP também faz uma apreciação negativa da proposta. Relativamente ao ano passado, o investimento no distrito sofre um corte de 68 milhões de euros. A isto se soma o baixo grau de execução dos anteriores planos de investimento, acusa a Direcção da Organização Regional de Braga do PCP. A agravar a situação, regista-se que 50 por cento do total do investimento está associado a um só projecto – o Instituto Ibérico de Nanotecnologia. Para os restantes projectos sobram apenas 16 milhões.
Em Bragança, fala-se em «afronta e humilhação». Para este distrito, flagelado já pela desertificação, está previsto pouco mais de um milhão de euros. O corte é de uns expressivos 98,6 por cento. A situação do distrito, considera a Direcção da Organização Regional do Partido, «exige um forte investimento público e uma política clara de desenvolvimento do todo nacional».