Sempre ao lado dos trabalhadores
É para o contacto directo com os trabalhadores nas empresas que está a ser direccionada grande parte das acções da campanha nacional Com o PCP – Lutar contra as injustiças, exigir uma vida melhor.
O Governo assiste passivamente ao encerramento de empresas produtivas
Num comunicado distribuído aos trabalhadores da Rohde, a Comissão Concelhia de Santa Maria da Feira chama a atenção para o «escândalo» que constitui o novo «plano de viabilização» da empresa – que mais não é do que a «destruição pura e simples da Rohde». A ser implementado, o plano teria consequências dramáticas para os trabalhadores da empresa e para toda a comunidade feirense.
Os comunistas consideram que não se pode tirar outra conclusão de um «plano» que prevê, numa primeira fase, a venda dos bens da empresa e das suas máquinas, cujos valores têm sido subavaliados, para pagar aos credores (trabalhadores e não só). Em seguida, a laboração seria retomada com os restantes 150 postos de trabalho, «mas, pelos vistos, já sem quaisquer equipamentos nem infraestruturas».
Para o PCP, é inadmissível que uma empresa «desta envergadura, sendo o maior fabricante de calçado no País, com património considerável, maquinaria e mão-de-obra especializada, continue a ser desbaratada desta forma». O conluio entre a administração de insolvência, a multinacional e o Governo PS é «evidente». A «total indiferença» do Governo fica bem patente nas suas respostas evasivas aos sucessivos requerimentos apresentados pelo grupo parlamentar do PCP sobre o assunto.
O que a Rohde precisa é de um «verdadeiro plano de salvação que impeça a sua progressiva agonia e destruição», defende o PCP, que acrescenta a necessidade de investimentos na empresa – que cabe ao executivo decidir e à Caixa Geral de Depósitos concretizar. Os comunistas consideram que «se tiver apoio do Estado, se for dirigida para servir os interesses da economia nacional, com a intervenção dos trabalhadores no controlo da gestão, pode ser a médio prazo uma empresa rentável e em condições de cumprir os seus compromissos». Mas só a unidade e a luta dos trabalhadores pode salvaguardar direitos e postos de trabalho e salvar a empresa, alerta, por fim, o PCP.
Viabilizar a Oliva
Manifestando a sua solidariedade aos trabalhadores da Oliva, o PCP confia que a sua unidade e luta «ainda podem salvar a empresa e os postos de trabalho». Em nota da Comissão Concelhia de São João da Madeira, de dia 9, o PCP exige que o Governo aja rapidamente no sentido de garantir a laboração da empresa metalúrgica.
Da Assembleia de Credores, marcada para o dia 23, os comunistas reclamam a aprovação do estudo económico do administrador de insolvência, que demonstra que é possível viabilizar a empresa em pouco tempo. Mas para tal, lembram, é necessário o apoio do Estado, através da Caixa Geral de Depósitos ou de fundos especiais.
Na opinião do PCP, a administração tem demonstrado uma enorme «falta de empenhamento» na procura de soluções para a viabilização da empresa. «A forma abrupta como decidiu suspender a laboração, sem qualquer consideração pelos trabalhadores, faz duvidar da sua vontade de se envolver na procura de um futuro para a empresa.»
O sector metalúrgico, lembra o PCP, é «estratégico para qualquer país» e não se compreende que o Governo – tão rápido e generoso a apoiar os bancos – não seja capaz de disponibilizar as verbas, relativamente reduzidas, para manter a funcionar a Fundição Oliva.
Precariedade não é inevitável
No distrito de Leiria, brigadas de militantes do PCP contactaram, no dia 5, trabalhadores da ROCA, da Key-Plastics, do Hospital de Santo André, da Secil/CMP, empresas e locais de trabalho com elevados índices de precariedade. Nestes contactos, os militantes comunistas manifestaram a sua convicção de que a precariedade não é uma inevitabilidade. E reafirmaram a sua posição de que a um posto de trabalho permanente deve corresponder um vínculo efectivo.
Na segunda-feira, foi a vez dos trabalhadores da Sumol, em Pombal, e da Pivot Confecções, em Ansião. Neste último caso, permanecem os salários em atraso e muitos trabalhadores estão em casa, não se sabendo muito bem em que condições.
Os comunistas consideram que não se pode tirar outra conclusão de um «plano» que prevê, numa primeira fase, a venda dos bens da empresa e das suas máquinas, cujos valores têm sido subavaliados, para pagar aos credores (trabalhadores e não só). Em seguida, a laboração seria retomada com os restantes 150 postos de trabalho, «mas, pelos vistos, já sem quaisquer equipamentos nem infraestruturas».
Para o PCP, é inadmissível que uma empresa «desta envergadura, sendo o maior fabricante de calçado no País, com património considerável, maquinaria e mão-de-obra especializada, continue a ser desbaratada desta forma». O conluio entre a administração de insolvência, a multinacional e o Governo PS é «evidente». A «total indiferença» do Governo fica bem patente nas suas respostas evasivas aos sucessivos requerimentos apresentados pelo grupo parlamentar do PCP sobre o assunto.
O que a Rohde precisa é de um «verdadeiro plano de salvação que impeça a sua progressiva agonia e destruição», defende o PCP, que acrescenta a necessidade de investimentos na empresa – que cabe ao executivo decidir e à Caixa Geral de Depósitos concretizar. Os comunistas consideram que «se tiver apoio do Estado, se for dirigida para servir os interesses da economia nacional, com a intervenção dos trabalhadores no controlo da gestão, pode ser a médio prazo uma empresa rentável e em condições de cumprir os seus compromissos». Mas só a unidade e a luta dos trabalhadores pode salvaguardar direitos e postos de trabalho e salvar a empresa, alerta, por fim, o PCP.
Viabilizar a Oliva
Manifestando a sua solidariedade aos trabalhadores da Oliva, o PCP confia que a sua unidade e luta «ainda podem salvar a empresa e os postos de trabalho». Em nota da Comissão Concelhia de São João da Madeira, de dia 9, o PCP exige que o Governo aja rapidamente no sentido de garantir a laboração da empresa metalúrgica.
Da Assembleia de Credores, marcada para o dia 23, os comunistas reclamam a aprovação do estudo económico do administrador de insolvência, que demonstra que é possível viabilizar a empresa em pouco tempo. Mas para tal, lembram, é necessário o apoio do Estado, através da Caixa Geral de Depósitos ou de fundos especiais.
Na opinião do PCP, a administração tem demonstrado uma enorme «falta de empenhamento» na procura de soluções para a viabilização da empresa. «A forma abrupta como decidiu suspender a laboração, sem qualquer consideração pelos trabalhadores, faz duvidar da sua vontade de se envolver na procura de um futuro para a empresa.»
O sector metalúrgico, lembra o PCP, é «estratégico para qualquer país» e não se compreende que o Governo – tão rápido e generoso a apoiar os bancos – não seja capaz de disponibilizar as verbas, relativamente reduzidas, para manter a funcionar a Fundição Oliva.
Precariedade não é inevitável
No distrito de Leiria, brigadas de militantes do PCP contactaram, no dia 5, trabalhadores da ROCA, da Key-Plastics, do Hospital de Santo André, da Secil/CMP, empresas e locais de trabalho com elevados índices de precariedade. Nestes contactos, os militantes comunistas manifestaram a sua convicção de que a precariedade não é uma inevitabilidade. E reafirmaram a sua posição de que a um posto de trabalho permanente deve corresponder um vínculo efectivo.
Na segunda-feira, foi a vez dos trabalhadores da Sumol, em Pombal, e da Pivot Confecções, em Ansião. Neste último caso, permanecem os salários em atraso e muitos trabalhadores estão em casa, não se sabendo muito bem em que condições.