Orçamento não serve o País
Numa primeira reacção à apresentação do Orçamento de Estado para 2010, Honório Novo, deputado do PCP na Assembleia da República, afirmou que o mesmo mantém e reforça as mesmas políticas do Executivo PS, agora com o apoio explícito do PSD e do CDS-PP.
São os trabalhadores quem vão pagar os custos da crise
Em declarações aos jornalistas, minutos depois de o documento ter sido entregue aos grupos parlamentares, o deputado do PCP criticou o «congelamento total da massa salarial da administração pública».
«São os trabalhadores da função pública e os restantes trabalhadores quem vão pagar os custos da crise e das velhas receitas orçamentais, agora apoiadas pela direita», alertou, acusando o PS de ter contribuído para o aumento do desemprego. «Entre 2005 e 2010, perderam-se 72 800 postos de trabalho da administração pública, só em 2009 foram 17 mil postos de trabalho. O Governo está a prever a continuação desta política e reduzir mais 50 mil empregos em quatro anos», denunciou, acrescentando: «Isto só será possível de inverter com a luta dos trabalhadores deste País».
Honório Novo lamentou, de igual forma, o facto de «nunca ter existido», nos últimos anos, a «cativação inesperada, inovadora, porventura resultante deste acordo com a direita» de 1,5 por cento nas remunerações certas e permanentes da função pública, que pretende «obrigar ao cumprimento da regra de "saem dois e entra um" e impedir a mobilidade dos trabalhadores entre a administração central e local».
Os comunistas condenam ainda os cortes no investimento público, que serão de menos 102 milhões de euros, comparado com 2009, a «delapidação dos anéis», referindo-se às privatizações, orçadas em cerca de mil milhões de euros, e a «implementação célere» de portagens nas auto-estradas sem custos para os utilizadores.
«São os trabalhadores da função pública e os restantes trabalhadores quem vão pagar os custos da crise e das velhas receitas orçamentais, agora apoiadas pela direita», alertou, acusando o PS de ter contribuído para o aumento do desemprego. «Entre 2005 e 2010, perderam-se 72 800 postos de trabalho da administração pública, só em 2009 foram 17 mil postos de trabalho. O Governo está a prever a continuação desta política e reduzir mais 50 mil empregos em quatro anos», denunciou, acrescentando: «Isto só será possível de inverter com a luta dos trabalhadores deste País».
Honório Novo lamentou, de igual forma, o facto de «nunca ter existido», nos últimos anos, a «cativação inesperada, inovadora, porventura resultante deste acordo com a direita» de 1,5 por cento nas remunerações certas e permanentes da função pública, que pretende «obrigar ao cumprimento da regra de "saem dois e entra um" e impedir a mobilidade dos trabalhadores entre a administração central e local».
Os comunistas condenam ainda os cortes no investimento público, que serão de menos 102 milhões de euros, comparado com 2009, a «delapidação dos anéis», referindo-se às privatizações, orçadas em cerca de mil milhões de euros, e a «implementação célere» de portagens nas auto-estradas sem custos para os utilizadores.