Governo português de novo submisso
A decisão da Administração Norte-Americana, de enviar mais 30 000 homens para o Afeganistão, representa «um sério e adicional perigo para os povos daquele país e da região da Ásia Central», diz o PCP, em nota do seu Gabinete de Imprensa, divulgada no sábado.
O caminho para a paz passa pela retirada imediata das tropas ocupantes
A Administração Obama insiste, assim, numa «linha militarista e belicista» e na «prossecução de uma estratégia que, em nome de um proclamado “multilateralismo”, visa arrastar os restantes membros da NATO e da União Europeia para a intensificação e alargamento regional da guerra do Afeganistão». Mais, «deixa cair a «máscara da retórica em torno da “paz” e do “diálogo”».
«A situação caótica em que o povo afegão tenta sobreviver, a intensificação dos combates militares e dos crimes praticados pelas forças ocupantes contra populações civis, a monumental fraude política que a “eleição” de Hamid Karzai constitui e o alastramento do conflito militar ao Paquistão» demonstram, na opinião do PCP, que «o único caminho para a paz naquela região passa obrigatoriamente pela retirada imediata de todas as tropas ocupantes e pelo respeito pela independência e soberania do Afeganistão».
Reiterando a sua oposição à participação de forças militares portuguesas na ocupação do Afeganistão, o PCP condena mais uma vez o reforço da presença militar naquele país, decidida pelo governo português, antes mesmo dos «apelos» da Administração Norte-Americana e da recente decisão da NATO.
Tal decisão, diz, «é contrária aos interesses e segurança nacionais, afronta o texto e o espírito da Constituição da República Portuguesa e confirma a linha do anterior e do novo Governo PS de completa submissão da política externa portuguesa e da política de defesa nacional aos interesses dos EUA e da NATO.»
«A situação caótica em que o povo afegão tenta sobreviver, a intensificação dos combates militares e dos crimes praticados pelas forças ocupantes contra populações civis, a monumental fraude política que a “eleição” de Hamid Karzai constitui e o alastramento do conflito militar ao Paquistão» demonstram, na opinião do PCP, que «o único caminho para a paz naquela região passa obrigatoriamente pela retirada imediata de todas as tropas ocupantes e pelo respeito pela independência e soberania do Afeganistão».
Reiterando a sua oposição à participação de forças militares portuguesas na ocupação do Afeganistão, o PCP condena mais uma vez o reforço da presença militar naquele país, decidida pelo governo português, antes mesmo dos «apelos» da Administração Norte-Americana e da recente decisão da NATO.
Tal decisão, diz, «é contrária aos interesses e segurança nacionais, afronta o texto e o espírito da Constituição da República Portuguesa e confirma a linha do anterior e do novo Governo PS de completa submissão da política externa portuguesa e da política de defesa nacional aos interesses dos EUA e da NATO.»