Bloqueio a Cuba faz perder 242 milhões de dólares
O comércio externo de Cuba perdeu 242 milhões e 400 mil dólares em 2008 devido ao bloqueio que lhe foi imposto pelos Estados Unidos há quase meio século, denunciou este domingo, 18, em Genebra, a missão cubana junto das Nações Unidas.
De acordo com os representantes de Havana, as medidas fomentadas por Washington privaram Cuba de importantes entradas de divisas por exportações de bens e serviços, obstaculizaram o acesso às fontes externas de financiamento e provocaram um aumento significativo dos preços devido às complexas manobras a que o comércio da ilha é forçado para tornear o bloqueio.
A informação divulgada em Genebra refere que um dos principais danos sofridos pelas empresas do sector resulta do encarecimento do financiamento externo resultante do facto de Cuba estar classificada pelas agências da especilidade como um país de elevado risco.
Essas entidades, sublinha o documento, estão dominadas pelo capital norte-americano, o qual constitui um elemento determinante na qualificação que outorgam a Cuba e que faz com que os financiamentos só sejam conseguidos com taxas de juro superiores às prevalecentes no mercado.
Por outro lado, refere a missão cubana, a proibição do uso do dólar norte-americano nas transações da ilha obriga à compra de moedas de reembolso com o correspondente risco cambial. Acresce a isto o recrudescimento do bloqueio contra o sistema bancário e financeiro cubano, com uma redução das possibilidades de recorrer às sucursais dos bancos e um aumento da complexidade das transações e do funcionamento das instituições nesta esfera.
A título de exemplo, o documento refere que no último ano um banco europeu, outro canadiano e dois radicados em países latino-americanos aplicaram disposições relacionadas com o cerco norte-americano ao cancelar chaves BKE para a autenticação de mensagens SWIFT [fornecedor global de serviços seguros de informação financeira] com Cuba.
A divulgação destes dados ocorre a 10 dias de a Assembleia Geral da ONU votar, pela 18.ª vez, um relatório intitulado «Necessidade de pôr fim ao bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba».
Recorda-se que, desde 1991, o bloqueio norte-americano a Cuba tem vindo a ser condenado por um número crescdente de países membros da ONU. No ano passado, o repúdio por esta política reuniu o consenso de 185 estados, o maior de sempre registado nas votações realizadas em quase duas décadas.
De acordo com os representantes de Havana, as medidas fomentadas por Washington privaram Cuba de importantes entradas de divisas por exportações de bens e serviços, obstaculizaram o acesso às fontes externas de financiamento e provocaram um aumento significativo dos preços devido às complexas manobras a que o comércio da ilha é forçado para tornear o bloqueio.
A informação divulgada em Genebra refere que um dos principais danos sofridos pelas empresas do sector resulta do encarecimento do financiamento externo resultante do facto de Cuba estar classificada pelas agências da especilidade como um país de elevado risco.
Essas entidades, sublinha o documento, estão dominadas pelo capital norte-americano, o qual constitui um elemento determinante na qualificação que outorgam a Cuba e que faz com que os financiamentos só sejam conseguidos com taxas de juro superiores às prevalecentes no mercado.
Por outro lado, refere a missão cubana, a proibição do uso do dólar norte-americano nas transações da ilha obriga à compra de moedas de reembolso com o correspondente risco cambial. Acresce a isto o recrudescimento do bloqueio contra o sistema bancário e financeiro cubano, com uma redução das possibilidades de recorrer às sucursais dos bancos e um aumento da complexidade das transações e do funcionamento das instituições nesta esfera.
A título de exemplo, o documento refere que no último ano um banco europeu, outro canadiano e dois radicados em países latino-americanos aplicaram disposições relacionadas com o cerco norte-americano ao cancelar chaves BKE para a autenticação de mensagens SWIFT [fornecedor global de serviços seguros de informação financeira] com Cuba.
A divulgação destes dados ocorre a 10 dias de a Assembleia Geral da ONU votar, pela 18.ª vez, um relatório intitulado «Necessidade de pôr fim ao bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba».
Recorda-se que, desde 1991, o bloqueio norte-americano a Cuba tem vindo a ser condenado por um número crescdente de países membros da ONU. No ano passado, o repúdio por esta política reuniu o consenso de 185 estados, o maior de sempre registado nas votações realizadas em quase duas décadas.