Confirmar nas urnas a força da CDU
O secretário-geral do PCP participou, sábado, nas acções da CDU no distrito de Setúbal. Acompanhado pelos candidatos da Coligação por aquele círculo eleitoral, Jerónimo de Sousa sublinhou que é preciso confirmar nas urnas a força que a CDU mostra nas ruas.
A CDU está a crescer, disse Francisco Lopes, cabeça de lista por Setúbal
A jornada começou de manhã com uma arruada no Barreiro. Ao lado de Jerónimo de Sousa, Francisco Lopes, primeiro candidato da CDU pelo distrito de Setúbal, Paula Santos, Heloísa Apolónia, Bruno Dias, José Lourenço e Margarida Botelho, igualmente candidatos naquele círculo eleitoral, e Carlos Humberto, presidente do município do Barreiro e candidato a um novo mandato, lideraram a comitiva pelas ruas da cidade.
A multidão, compacta, dificultava a tarefa de contacto com os que nos passeios e à porta das lojas e cafés acompanhavam a caravana, mas a disponibilidade que caracteriza os candidatos e activistas da CDU não deixou ninguém sem um apelo para que se juntem na construção de uma vida melhor.
Minutos depois do arranque da iniciativa, a chegada ao Mercado Municipal abriu portas a nova onda de entusiasmo. Comerciantes e utentes expressaram apoio à ruptura e mudança proposta pela CDU, exibindo nas mãos o documento onde se explicam as razões pelas quais só o voto na CDU é útil para pôr cobro às injustiças sociais que castigam o povo e os trabalhadores. Em muitos notava-se também a certeza de que, até ao dia 27, munidos de argumentos e revigorados de confiança, integrarão a campanha de esclarecimento afirmando a CDU como a verdadeira alternativa de esquerda.
Estamos a crescer
Já no exterior do Mercado, requalificado recentemente pela autarquia, num comício informal a qual o mar de bandeiras coloridas da Coligação acrescentava grandeza, Francisco Lopes destacou a «extraordinária recepção», «demonstração de que estamos a crescer» num distrito «que sente a necessidade de reforçar a CDU».
Para Francisco Lopes, as provas dadas pela CDU são instrumentos para, nas acções de contacto que têm de prosseguir, «mobilizar mais gente» e garantir, voto a voto, mais deputados da CDU eleitos pelo distrito.
No mesmo sentido, Jerónimo de Sousa instou os presentes a serem «percursores da campanha», porque, alertou, apesar do ambiente que confirma o aumento da influência eleitoral da CDU, «isto não está no papo», e é prioritário continuar a demonstrar aos que lutaram contra a política de direita «quem esteve com eles e quem esteve contra eles».
Ao lado de quem trabalha
Depois da arruada no Barreiro, Jerónimo de Sousa, Francisco Lopes e os primeiros candidatos da CDU no distrito de Setúbal seguiram para um almoço com pescadores de Sesimbra, comunidade que antes da adesão de Portugal à CEE contava com mais de três mil profissionais, mas que hoje está reduzida a cerca de 800.
No porto de abrigo, a ementa típica de quem trabalha no mar abriu o apetite à denuncia das responsabilidades de PS e PSD na destruição e desinvestimento no sector das pescas, orientação igual à seguida noutros sectores do aparelho produtivo, deixando o País mais dependente.
«Por critérios inaceitáveis de excesso de produção, somos confrontados com uma contradição chocante: os barcos chegam ao porto e deitam fora a captura do dia, enquanto o País precisa de aumentar a sua produção nacional e importa pescado», lembrou Jerónimo de Sousa.
No próximo dia 27 de Setembro, considerou ainda o secretário-geral do PCP, é também isto que está em causa, bastando olhar para os vários partidos que se apresentam às urnas para clarificar quem está ao lado dos pescadores e quem nada tem para lhes dizer. De todos os programas eleitorais, apenas o do PCP fala numa política de pescas, concluiu.
Após o almoço com a comunidade piscatória sesimbrense, a comitiva da CDU encontrou-se com reformados no Pinhal Novo. A receber Jerónimo de Sousa, a presidente da Câmara Municipal de Palmela e cabeça de lista da CDU à autarquia, Ana Teresa Vicente, e cerca de uma centena de pessoas. Depois de uma breve visita às instalações da Associação e de dois dedos de conversa, o secretário-geral do PCP defendeu uma política que responda aos interesses e necessidades de quem «deixou para trás uma vida de trabalho» e, pela luta, «muito contribuiu para a conquista de direitos fundamentais» no Portugal democrático.
Mais de um milhão de reformados vivem na pobreza. A maioria conta os tostões e vê-se obrigada a fazer opções: depois de pagar a renda de casa, a água, a luz, o gás, tem a conta da farmácia e confronta-se com a escolha entre uma refeição decente e os medicamentos sem os quais não pode passar, referiu.
É a política de direita, ingrata para quem trabalha e para quem trabalhou.
Jantar-comício em Almada
Com confiança, avançamos
«A CDU avança, com toda a confiança», ouviu-se inúmeras vezes no extraordinário jantar-comício que reuniu mais de 700 pessoas em Almada. Mas a confiança transmitida pelas populações aos candidatos e activistas da CDU, nunca é traduzida nas sondagens que «puxam a CDU para baixo».
«Há 20 anos que se enganam, e vão novamente enganar-se porque a CDU vai reforçar-se em votos e mandatos», continuou Jerónimo de Sousa.
Concentrando parte da sua intervenção na questão do desemprego, o secretário-geral do PCP lembrou que dados recentes indicam a existência de 501 663 desempregados inscritos nos centros de emprego, «o maior número jamais registado». É por isso incompreensível que enquanto os grandes grupos económicos e o capital financeiro amassam fortunas, «o Governo poupe no apoio aos desempregados».
Falso dilema
Durante a campanha, PS e PSD, que partilham responsabilidades pela actual situação do País, «têm chantageado os portugueses» com o falsa escolha entre Sócrates e Ferreira Leite, «mas a questão é se vai continuar o declínio do País ou se escolhemos a ruptura e a mudança», destacou Jerónimo de Sousa.
«Não há que escolher entre um mal menor. Há que escolher o melhor: a CDU, força séria, que trabalha e honra os compromissos, a força dos que estão na política para servir o povo e não para se servirem» e que esteve ao lado dos que lutaram contra a política de direita, concluiu.
Antes de Jerónimo de Sousa, intervieram a presidente da Câmara de Almada e candidata a um novo mandato, Maria Emília de Sousa, Heloísa Apolónia, do Partido Ecologista «Os Verdes», e Francisco Lopes, que destacou a precariedade, o desemprego, a desvalorização dos salários, pensões e reformas, a destruição do aparelho produtivo nacional e o difícil quotidiano das micro, pequenas e médias empresas como marcas da política de direita no País e no distrito de Setúbal.
Juventude vota CDU
O futuro na vossa mão
Antes do jantar-comício que encerrou o dia de campanha da CDU no distrito, Jerónimo de Sousa passou pelo concerto que a Juventude CDU organizou em Cacilhas.
Os jovens são dos mais atingidos pela política de direita, sublinhou Daniela Santos intervindo em nome da J-CDU. Contra ela «milhares de jovens trabalhadores e estudantes lutaram nos locais de trabalho, nas escolas e nas ruas», acrescentou antes de assegurar que «a ruptura com esta política é a única saída para a realização dos direitos e aspirações dos jovens portugueses».
Já Jerónimo de Sousa lembrou, perante uma plateia atenta e combativa, que «têm de estar nesta batalha conscientes de que muito do vosso futuro e do futuro do vosso País vai ser decidido», notando, ainda, que a política de direita quer criar uma geração sem direitos, «desarmada, desatenta e conformada», por isso, apelou, sejam «protagonistas», sejam «a força da mudança».
A multidão, compacta, dificultava a tarefa de contacto com os que nos passeios e à porta das lojas e cafés acompanhavam a caravana, mas a disponibilidade que caracteriza os candidatos e activistas da CDU não deixou ninguém sem um apelo para que se juntem na construção de uma vida melhor.
Minutos depois do arranque da iniciativa, a chegada ao Mercado Municipal abriu portas a nova onda de entusiasmo. Comerciantes e utentes expressaram apoio à ruptura e mudança proposta pela CDU, exibindo nas mãos o documento onde se explicam as razões pelas quais só o voto na CDU é útil para pôr cobro às injustiças sociais que castigam o povo e os trabalhadores. Em muitos notava-se também a certeza de que, até ao dia 27, munidos de argumentos e revigorados de confiança, integrarão a campanha de esclarecimento afirmando a CDU como a verdadeira alternativa de esquerda.
Estamos a crescer
Já no exterior do Mercado, requalificado recentemente pela autarquia, num comício informal a qual o mar de bandeiras coloridas da Coligação acrescentava grandeza, Francisco Lopes destacou a «extraordinária recepção», «demonstração de que estamos a crescer» num distrito «que sente a necessidade de reforçar a CDU».
Para Francisco Lopes, as provas dadas pela CDU são instrumentos para, nas acções de contacto que têm de prosseguir, «mobilizar mais gente» e garantir, voto a voto, mais deputados da CDU eleitos pelo distrito.
No mesmo sentido, Jerónimo de Sousa instou os presentes a serem «percursores da campanha», porque, alertou, apesar do ambiente que confirma o aumento da influência eleitoral da CDU, «isto não está no papo», e é prioritário continuar a demonstrar aos que lutaram contra a política de direita «quem esteve com eles e quem esteve contra eles».
Ao lado de quem trabalha
Depois da arruada no Barreiro, Jerónimo de Sousa, Francisco Lopes e os primeiros candidatos da CDU no distrito de Setúbal seguiram para um almoço com pescadores de Sesimbra, comunidade que antes da adesão de Portugal à CEE contava com mais de três mil profissionais, mas que hoje está reduzida a cerca de 800.
No porto de abrigo, a ementa típica de quem trabalha no mar abriu o apetite à denuncia das responsabilidades de PS e PSD na destruição e desinvestimento no sector das pescas, orientação igual à seguida noutros sectores do aparelho produtivo, deixando o País mais dependente.
«Por critérios inaceitáveis de excesso de produção, somos confrontados com uma contradição chocante: os barcos chegam ao porto e deitam fora a captura do dia, enquanto o País precisa de aumentar a sua produção nacional e importa pescado», lembrou Jerónimo de Sousa.
No próximo dia 27 de Setembro, considerou ainda o secretário-geral do PCP, é também isto que está em causa, bastando olhar para os vários partidos que se apresentam às urnas para clarificar quem está ao lado dos pescadores e quem nada tem para lhes dizer. De todos os programas eleitorais, apenas o do PCP fala numa política de pescas, concluiu.
Após o almoço com a comunidade piscatória sesimbrense, a comitiva da CDU encontrou-se com reformados no Pinhal Novo. A receber Jerónimo de Sousa, a presidente da Câmara Municipal de Palmela e cabeça de lista da CDU à autarquia, Ana Teresa Vicente, e cerca de uma centena de pessoas. Depois de uma breve visita às instalações da Associação e de dois dedos de conversa, o secretário-geral do PCP defendeu uma política que responda aos interesses e necessidades de quem «deixou para trás uma vida de trabalho» e, pela luta, «muito contribuiu para a conquista de direitos fundamentais» no Portugal democrático.
Mais de um milhão de reformados vivem na pobreza. A maioria conta os tostões e vê-se obrigada a fazer opções: depois de pagar a renda de casa, a água, a luz, o gás, tem a conta da farmácia e confronta-se com a escolha entre uma refeição decente e os medicamentos sem os quais não pode passar, referiu.
É a política de direita, ingrata para quem trabalha e para quem trabalhou.
Jantar-comício em Almada
Com confiança, avançamos
«A CDU avança, com toda a confiança», ouviu-se inúmeras vezes no extraordinário jantar-comício que reuniu mais de 700 pessoas em Almada. Mas a confiança transmitida pelas populações aos candidatos e activistas da CDU, nunca é traduzida nas sondagens que «puxam a CDU para baixo».
«Há 20 anos que se enganam, e vão novamente enganar-se porque a CDU vai reforçar-se em votos e mandatos», continuou Jerónimo de Sousa.
Concentrando parte da sua intervenção na questão do desemprego, o secretário-geral do PCP lembrou que dados recentes indicam a existência de 501 663 desempregados inscritos nos centros de emprego, «o maior número jamais registado». É por isso incompreensível que enquanto os grandes grupos económicos e o capital financeiro amassam fortunas, «o Governo poupe no apoio aos desempregados».
Falso dilema
Durante a campanha, PS e PSD, que partilham responsabilidades pela actual situação do País, «têm chantageado os portugueses» com o falsa escolha entre Sócrates e Ferreira Leite, «mas a questão é se vai continuar o declínio do País ou se escolhemos a ruptura e a mudança», destacou Jerónimo de Sousa.
«Não há que escolher entre um mal menor. Há que escolher o melhor: a CDU, força séria, que trabalha e honra os compromissos, a força dos que estão na política para servir o povo e não para se servirem» e que esteve ao lado dos que lutaram contra a política de direita, concluiu.
Antes de Jerónimo de Sousa, intervieram a presidente da Câmara de Almada e candidata a um novo mandato, Maria Emília de Sousa, Heloísa Apolónia, do Partido Ecologista «Os Verdes», e Francisco Lopes, que destacou a precariedade, o desemprego, a desvalorização dos salários, pensões e reformas, a destruição do aparelho produtivo nacional e o difícil quotidiano das micro, pequenas e médias empresas como marcas da política de direita no País e no distrito de Setúbal.
Juventude vota CDU
O futuro na vossa mão
Antes do jantar-comício que encerrou o dia de campanha da CDU no distrito, Jerónimo de Sousa passou pelo concerto que a Juventude CDU organizou em Cacilhas.
Os jovens são dos mais atingidos pela política de direita, sublinhou Daniela Santos intervindo em nome da J-CDU. Contra ela «milhares de jovens trabalhadores e estudantes lutaram nos locais de trabalho, nas escolas e nas ruas», acrescentou antes de assegurar que «a ruptura com esta política é a única saída para a realização dos direitos e aspirações dos jovens portugueses».
Já Jerónimo de Sousa lembrou, perante uma plateia atenta e combativa, que «têm de estar nesta batalha conscientes de que muito do vosso futuro e do futuro do vosso País vai ser decidido», notando, ainda, que a política de direita quer criar uma geração sem direitos, «desarmada, desatenta e conformada», por isso, apelou, sejam «protagonistas», sejam «a força da mudança».