Chantagem no ISS de Évora
O Instituto da Segurança Social «tem chantageado um conjunto de trabalhadores, na sua maioria auxiliares, chamando-os à chefia e, na presença de vários chefes, pressionando-os para que assinem um documento de “mobilidade voluntária”, com estas chefias avisando que, “se não vai a bem, vai a mal».
Juntamente com o comunicado de dia 7, em que faz esta acusação, o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores divulgou a carta de uma trabalhadora, do Serviço Local de Mora, entregue dias antes no Conselho Directivo do ISS e dirigida ao seu presidente, relatando na primeira pessoa um daqueles casos.
Joaquina Matos, de 59 anos, foi chamada, em Abril, ao director distrital do ISS. Uma viatura do serviço, com motorista, levou-a no dia marcado até Évora e, ainda sem qualquer informação sobre o motivo da convocação, foi acompanhada à sala do director. Aqui, quatro dirigentes do Instituto apresentam-lhe, sem prévia explicação, um «pedido de colocação em situação de mobilidade especial, por opção voluntária, tendo em vista a licença extraordinária».
«Perante a minha perplexidade, foi-me dito que eu tinha que sair do meu trabalho e, portanto, teria que assinar aquele papel» e, «caso não o fizesse, seria pior para mim». Joaquina acabou por assinar o papel, «depois de muita pressão por parte dos responsáveis presentes e uma vez que me garantiam, afirmando repetidas vezes, que eu não sairia prejudicada».
Algum tempo depois, «fui de férias, no dia em que as mesmas estavam marcadas». A 29 de Junho, a aceitação do «pedido» foi publicada em Diário da República. A 10 de Julho, último dia de férias, a trabalhadora contactou o serviço, cujo coordenador lhe confirmou que deveria apresentar-se ao trabalho. Foi o que fez na segunda-feira, dia 13, continuando o trabalho que executa há 30 anos. «Passados quatro dias, chegou um e-mail do Centro Distrital de Évora, a exigir que eu cessasse imediatamente a minha actividade», conta Joaquina, referindo que «eu e outras colegas, que tiveram o mesmo tratamento, estamos com problemas de saúde, que se devem a esta violência que se abateu sobre nós».
A trabalhadora recusa ser «peça descartável», questiona «quem vai reparar a injustiça» que lhe foi feita e afirma, por fim: «Tiraram-me o meu trabalho, mas não vão poder tirar-me a dignidade, essa morrerá comigo».
Juntamente com o comunicado de dia 7, em que faz esta acusação, o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores divulgou a carta de uma trabalhadora, do Serviço Local de Mora, entregue dias antes no Conselho Directivo do ISS e dirigida ao seu presidente, relatando na primeira pessoa um daqueles casos.
Joaquina Matos, de 59 anos, foi chamada, em Abril, ao director distrital do ISS. Uma viatura do serviço, com motorista, levou-a no dia marcado até Évora e, ainda sem qualquer informação sobre o motivo da convocação, foi acompanhada à sala do director. Aqui, quatro dirigentes do Instituto apresentam-lhe, sem prévia explicação, um «pedido de colocação em situação de mobilidade especial, por opção voluntária, tendo em vista a licença extraordinária».
«Perante a minha perplexidade, foi-me dito que eu tinha que sair do meu trabalho e, portanto, teria que assinar aquele papel» e, «caso não o fizesse, seria pior para mim». Joaquina acabou por assinar o papel, «depois de muita pressão por parte dos responsáveis presentes e uma vez que me garantiam, afirmando repetidas vezes, que eu não sairia prejudicada».
Algum tempo depois, «fui de férias, no dia em que as mesmas estavam marcadas». A 29 de Junho, a aceitação do «pedido» foi publicada em Diário da República. A 10 de Julho, último dia de férias, a trabalhadora contactou o serviço, cujo coordenador lhe confirmou que deveria apresentar-se ao trabalho. Foi o que fez na segunda-feira, dia 13, continuando o trabalho que executa há 30 anos. «Passados quatro dias, chegou um e-mail do Centro Distrital de Évora, a exigir que eu cessasse imediatamente a minha actividade», conta Joaquina, referindo que «eu e outras colegas, que tiveram o mesmo tratamento, estamos com problemas de saúde, que se devem a esta violência que se abateu sobre nós».
A trabalhadora recusa ser «peça descartável», questiona «quem vai reparar a injustiça» que lhe foi feita e afirma, por fim: «Tiraram-me o meu trabalho, mas não vão poder tirar-me a dignidade, essa morrerá comigo».