Mais votos para mudar a sério!
Jerónimo de Sousa participou nas apresentações públicas dos candidatos da CDU às eleições legislativas de 27 de Setembro pelos círculos eleitorais do Porto, Braga, Aveiro e Coimbra. Manifestando a sua confiança no crescimento da CDU e na eleição de mais deputados, o Secretário-geral do PCP reafirmou que o reforço da CDU dá mais força à ruptura com a política de direita e à construção de uma verdadeira alternativa de esquerda.
É possível eleger mais deputados da CDU nas legislativas
O Secretário-geral do PCP está confiante no crescimento da CDU e afirmou-o nas várias sessões de apresentação de candidatos em que participou durante a semana. A suportar este sentimento está, entre outros factores, o excelente resultado alcançado nas eleições para o Parlamento Europeu de 7 de Junho – nas quais a coligação que une comunistas, ecologistas e muitos milhares de independentes aumentou o número de votos em todos os distritos e regiões autónomas relativamente às mesmas eleições de 2004.
Para as legislativas de 27 de Setembro, os objectivos estão definidos: «prosseguir o nosso ascendente processo de reforço eleitoral, de forma a garantir um novo êxito que se traduza em mais votos e mais deputados e num substancial reforço do campo dos que se batem pela concretização de uma verdadeira alternativa de esquerda para o País.»
Salientando que o «reforço das posições, expressão e influência eleitorais da CDU» é a mais sólida condição para tornar mais próxima tanto a ruptura com a política de direita como a alternativa de esquerda, Jerónimo de Sousa acrescentou que é a coligação que tem um «programa claro» para efectivar a ruptura e um «percurso marcado por um firme e coerente combate a essa política».
A «força da ruptura e da construção de um Portugal com futuro», garantiu o dirigente comunista, reside na CDU e no desenvolvimento da luta e acção de massas. Tais objectivos estarão tão mais próximos «quanto mais larga for a votação na coligação», precisou.
Nova política
Em Braga, Jerónimo de Sousa chamou a atenção para o desemprego, que atinge já 625 mil trabalhadores, dos quais mais de 300 mil não recebem subsídio de desemprego. Trata-se, para o dirigente comunista, de uma «realidade inaceitável que o Governo torna ainda mais desumana com a recusa da proposta do PCP de alteração das regras restritivas para atribuição do subsídio de desemprego» que impedem a muitos milhares de desempregados o acesso a este importante apoio social.
No dia anterior, no Porto, o Secretário-geral do PCP tinha já responsabilizado pelo aumento do desemprego a política seguida pelos sucessivos governos – que «abandonou à sua sorte os sectores produtivos nacionais, promoveu as desigualdades sociais e regionais e que acabou agravando todos os défices estruturais e a dependência do País».
Do que o País precisa, afirmou o dirigente do PCP, é de uma «política de ruptura com as orientações que têm conduzido o País ao atraso». Produzindo mais e importando menos, criando mais emprego, distribuindo melhor e mais justamente a riqueza produzida e respeitando quem trabalha, acrescentou.
No imediato, enunciou em seguida, são necessárias «medidas de combate que atenuem os efeitos da crise», dirigidas aos trabalhadores, às populações carenciadas e às micro, pequenas e médias empresas e aos sectores produtivos».
Medidas que «travem os encerramentos, o desemprego e o lay-off abusivo», de valorização dos rendimentos do trabalho e de combate à precariedade. O congelamento dos preços da energia, telecomunicações e portagens, por exemplo, seria um importante apoio para os sectores produtivos, assim como a facilitação do acesso ao crédito mais barato e a eliminação do Pagamento Especial por Conta favoreceria as empresas de menor dimensão.
Enfeites não chegam
No Porto, Jerónimo de Sousa acusou o primeiro-ministro de, no debate quinzenal na Assembleia da República, se ter limitado a cumprir o «ritual das cíclicas preocupações com a juventude em tempo de eleições», abordando as dificuldades com que os estudantes se deparam. «Esse mesmo Governo que anda há quatro anos a desestabilizar a escola, a atacar os direitos dos estudantes e o direito à educação dos portugueses, com o aumento das propinas e os custos da educação em geral.»
Foi o actual Governo, liderado pelo mesmo José Sócrates, que impõe «como única saída aos estudantes do Superior o endividamento e a hipoteca do seu futuro», ao mesmo tempo que rejeita as propostas do PCP para alargar a acção social. Também a isenção de propinas para estudantes do Ensino Superior ou a gratuitidade dos manuais escolar para os estudantes dos ensinos básico e secundário foram rejeitadas pela maioria.
Para o Secretário-geral do PCP, as medidas assistencialistas aos estudantes que o Governo vem agora propor «não resolvem nenhum problema, nem sequer o problema dos jovens que hoje são forçados a abandonar a escola para ir trabalhar, porque são confrontados com os custos do ensino».
Acusando o Governo de estar a transformar a escola num espaço de reprodução e aprofundamento das assimetrias sociais», o dirigente comunista realçou que os jovens estão a ser «formados em série, ao serviço de um mercado de trabalho cada vez mais instável e cada vez mais desligado das reais necessidades do País».
Dando prioridade à concretização de uma «política transversal de juventude», Jerónimo de Sousa rejeitou reduzir as matérias de juventude às chamadas «questões fracturantes», lançadas não pelos próprios jovens mas por que deles faz «uma caricatura ridícula». Responder aos problemas da juventude, garantiu, exige uma intervenção em sectores como o mundo do trabalho, a educação, a habitação, o ambiente, as questões culturais e artísticas ou a paz.
Quebrar o ciclo da bipolarização
Discursando em Aveiro, Jerónimo de Sousa acusou aqueles que controlam os grandes meios de comunicação social de estarem a promover a bipolarização nas próximas eleições legislativas. Como tinha já afirmado em Braga, não há «eleições para primeiro-ministro» mas sim para escolher quem serão os 230 deputados no Parlamento.
O que tentam, afirmou, é «criar a ideia de que só há dois [partidos] para ganhar, que ou é um ou outro, que não vale a pena votar nos outros partidos e assim se favorece a bipolarização, através do chamado voto útil». Para tal operação, servem-se das declarações dos líderes do PS e PSD, de entrevistas nos órgãos de comunicação social e da sua própria linha editorial, ou das sondagens, «com os chamados “empates técnicos”».
Só desta forma, realçou o dirigente do PCP, Manuela Ferreira Leite quer «apresentar ao País um PSD impoluto, com o conta-quilómetros a zero, como se não tivesse qualquer responsabilidade na condução da governação do País nas últimas três décadas». A bipolarização, prosseguiu, é o «salvo-conduto que permite passar do governo do PS para o do PSD, e vice-versa, o testemunho do essencial da política de direita e salvar e garantir os interesses que tal política representa». Para Jerónimo de Sousa, a «grande batalha que temos pela frente nestas eleições para a Assembleia da República é criar as condições para pôr termo a esse círculo vicioso da alternância sem alternativa».
Para as legislativas de 27 de Setembro, os objectivos estão definidos: «prosseguir o nosso ascendente processo de reforço eleitoral, de forma a garantir um novo êxito que se traduza em mais votos e mais deputados e num substancial reforço do campo dos que se batem pela concretização de uma verdadeira alternativa de esquerda para o País.»
Salientando que o «reforço das posições, expressão e influência eleitorais da CDU» é a mais sólida condição para tornar mais próxima tanto a ruptura com a política de direita como a alternativa de esquerda, Jerónimo de Sousa acrescentou que é a coligação que tem um «programa claro» para efectivar a ruptura e um «percurso marcado por um firme e coerente combate a essa política».
A «força da ruptura e da construção de um Portugal com futuro», garantiu o dirigente comunista, reside na CDU e no desenvolvimento da luta e acção de massas. Tais objectivos estarão tão mais próximos «quanto mais larga for a votação na coligação», precisou.
Nova política
Em Braga, Jerónimo de Sousa chamou a atenção para o desemprego, que atinge já 625 mil trabalhadores, dos quais mais de 300 mil não recebem subsídio de desemprego. Trata-se, para o dirigente comunista, de uma «realidade inaceitável que o Governo torna ainda mais desumana com a recusa da proposta do PCP de alteração das regras restritivas para atribuição do subsídio de desemprego» que impedem a muitos milhares de desempregados o acesso a este importante apoio social.
No dia anterior, no Porto, o Secretário-geral do PCP tinha já responsabilizado pelo aumento do desemprego a política seguida pelos sucessivos governos – que «abandonou à sua sorte os sectores produtivos nacionais, promoveu as desigualdades sociais e regionais e que acabou agravando todos os défices estruturais e a dependência do País».
Do que o País precisa, afirmou o dirigente do PCP, é de uma «política de ruptura com as orientações que têm conduzido o País ao atraso». Produzindo mais e importando menos, criando mais emprego, distribuindo melhor e mais justamente a riqueza produzida e respeitando quem trabalha, acrescentou.
No imediato, enunciou em seguida, são necessárias «medidas de combate que atenuem os efeitos da crise», dirigidas aos trabalhadores, às populações carenciadas e às micro, pequenas e médias empresas e aos sectores produtivos».
Medidas que «travem os encerramentos, o desemprego e o lay-off abusivo», de valorização dos rendimentos do trabalho e de combate à precariedade. O congelamento dos preços da energia, telecomunicações e portagens, por exemplo, seria um importante apoio para os sectores produtivos, assim como a facilitação do acesso ao crédito mais barato e a eliminação do Pagamento Especial por Conta favoreceria as empresas de menor dimensão.
Enfeites não chegam
No Porto, Jerónimo de Sousa acusou o primeiro-ministro de, no debate quinzenal na Assembleia da República, se ter limitado a cumprir o «ritual das cíclicas preocupações com a juventude em tempo de eleições», abordando as dificuldades com que os estudantes se deparam. «Esse mesmo Governo que anda há quatro anos a desestabilizar a escola, a atacar os direitos dos estudantes e o direito à educação dos portugueses, com o aumento das propinas e os custos da educação em geral.»
Foi o actual Governo, liderado pelo mesmo José Sócrates, que impõe «como única saída aos estudantes do Superior o endividamento e a hipoteca do seu futuro», ao mesmo tempo que rejeita as propostas do PCP para alargar a acção social. Também a isenção de propinas para estudantes do Ensino Superior ou a gratuitidade dos manuais escolar para os estudantes dos ensinos básico e secundário foram rejeitadas pela maioria.
Para o Secretário-geral do PCP, as medidas assistencialistas aos estudantes que o Governo vem agora propor «não resolvem nenhum problema, nem sequer o problema dos jovens que hoje são forçados a abandonar a escola para ir trabalhar, porque são confrontados com os custos do ensino».
Acusando o Governo de estar a transformar a escola num espaço de reprodução e aprofundamento das assimetrias sociais», o dirigente comunista realçou que os jovens estão a ser «formados em série, ao serviço de um mercado de trabalho cada vez mais instável e cada vez mais desligado das reais necessidades do País».
Dando prioridade à concretização de uma «política transversal de juventude», Jerónimo de Sousa rejeitou reduzir as matérias de juventude às chamadas «questões fracturantes», lançadas não pelos próprios jovens mas por que deles faz «uma caricatura ridícula». Responder aos problemas da juventude, garantiu, exige uma intervenção em sectores como o mundo do trabalho, a educação, a habitação, o ambiente, as questões culturais e artísticas ou a paz.
Quebrar o ciclo da bipolarização
Discursando em Aveiro, Jerónimo de Sousa acusou aqueles que controlam os grandes meios de comunicação social de estarem a promover a bipolarização nas próximas eleições legislativas. Como tinha já afirmado em Braga, não há «eleições para primeiro-ministro» mas sim para escolher quem serão os 230 deputados no Parlamento.
O que tentam, afirmou, é «criar a ideia de que só há dois [partidos] para ganhar, que ou é um ou outro, que não vale a pena votar nos outros partidos e assim se favorece a bipolarização, através do chamado voto útil». Para tal operação, servem-se das declarações dos líderes do PS e PSD, de entrevistas nos órgãos de comunicação social e da sua própria linha editorial, ou das sondagens, «com os chamados “empates técnicos”».
Só desta forma, realçou o dirigente do PCP, Manuela Ferreira Leite quer «apresentar ao País um PSD impoluto, com o conta-quilómetros a zero, como se não tivesse qualquer responsabilidade na condução da governação do País nas últimas três décadas». A bipolarização, prosseguiu, é o «salvo-conduto que permite passar do governo do PS para o do PSD, e vice-versa, o testemunho do essencial da política de direita e salvar e garantir os interesses que tal política representa». Para Jerónimo de Sousa, a «grande batalha que temos pela frente nestas eleições para a Assembleia da República é criar as condições para pôr termo a esse círculo vicioso da alternância sem alternativa».