Anunciados três candidatos pelo Porto

Construir o futuro do País

Honório Novo, Jorge Machado e Fátima Monteiro são os três primeiros candidatos da CDU às eleições legislativas pelo distrito do Porto.

A confiança assenta no muito e bom trabalho realizado

Os candidatos da CDU a deputados na Assembleia da Républica foram apresentados na passada sexta-feira, 26 de Junho, numa iniciativa que contou com a presença do Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa. Representados naquela iniciativa estiveram o Partido Ecologista «Os Verdes», através de Maria João Pacheco, a Associação de Intervenção Democrática – ID, com Armando Sá , e a Direcção da Organização Regional do Porto do PCP, através de Jaime Toga, membro da Comissão Política do Comité Central.
A abertura da apresentação dos três primeiros candidatos da CDU às eleições legislativas pelo distrito do Porto coube a Macedo Varela, advogado comunista, mandatário da candidatura da CDU naquele distrito. A quem Honório Novo se referiu, na sua intervenção, como sendo «uma verdadeira referência ética e política» para «muitos de uma geração que despertava para a intervenção cívica», aproveitando também para recordar o percurso daquele militante comunista nos diversos cargos públicos que desempenhou, «sem nunca esquecer a causa dos trabalhadores e dos mais fracos».
Ainda na sua intervenção, Honório Novo manifestou-se confiante num bom resultado eleitoral nas próximas legislativas – confiança que, afirmou, «resulta em primeiro lugar do trabalho que fizemos, do muito trabalho que realizámos ao longo desta legislatura de maioria absoluta e de políticas de direita do Governo de José Sócrates».
Também Jerónimo de Sousa reafirmou essa confiança, alicerçada «no trabalho realizado», e na «vitalidade» da CDU, «uma força que cresce e se afirma». As eleições legislativas que se realizarão em Setembro próximo são, para Jerónimo de Sousa, «o mais importante e decisivo combate que no imediato temos que travar pela tão necessária mudança de rumo da política e da vida nacional». Mudança para a resolução da grave situação que o País atravessa, espelhada na previsível continuação do «substancial aumento do desemprego», na quebra das produções industrial e agrícola, e também nas quebras na maior parte dos restantes sectores da economia portuguesa.

Não deixar tudo na mesma

No entanto, e além das políticas de direita deste Governo que muito tem prejudicado o País, o Secretário-geral do PCP afirmou que «é preciso lembrar o passado recente». Tal lembrança prende-se com aquilo que classificou como o «cíclico e recorrente esquema que ilude e esconde a responsabilidade de sucessivos governos do PS e do PSD atrás da mudança do líder», referindo-se a tentativa de desresponsabilização de todos aqueles, PS, PSD e, quando conveniente, o CDS/PP, que, nos últimos trinta e três anos, têm conduzido, através de políticas de direita, os destinos de Portugal.
As mudanças de líderes, referiu, deixam «intocáveis as políticas», e é exactamente para a ruptura com essas que Jerónimo de Sousa apontou o reforço da CDU "para abrir caminho a uma nova política que, vinculada aos valores de Abril e à Constituição da República, assegure um futuro e uma vida melhor para os trabalhadores e o povo, num País mais justo, desenvolvido e soberano».
Este caminho que Jerónimo de Sousa aponta como imprescindível para Portugal foi reafirmado nas palavras com que encerrou a sua intervenção, perante quase duas centenas de militantes do PCP, amigos e apoiantes da CDU, em que considerou que «é no PCP, na CDU e no desenvolvimento da luta e acção de massas, que reside a força da ruptura e da construção de um Portugal com futuro, tão mais possível e alcançável quanto mais larga for a votação na CDU».

Honório Novo, de 59 anos , é professor e licenciado em Engenharia Electrotécnica. Membro da Direcção da Organização Regional do Porto do PCP , é actualmente deputado na Assembleia da República, integrando várias comissões. Vereador na Câmara Municipal de Matosinhos, colabora em vários jornais nacionais e regionais. Galardoado com a Medalha de Mérito Municipal do concelho de Gaia, foi presidente da Direcção do Coral de Letras da Universidade do Porto e do Círculo de Cultura Teatral – Teatro Experimental do Porto.

Jorge Machado tem 32 anos e é licenciado em Direito, tendo chegado a exercer a profissão de advogado. Militante comunista desde os 16 anos, assumiu responsabilidades na JCP a nível concelhio e regional, tendo chegado a pertencer à Direcção Nacional da organização. É membro da Comissão Concelhia de Póvoa do Varzim e da Direcção da Organização Regional do Porto do PCP. E deputado na Assembleia da República.

Fátima Monteiro, de 50 anos, é enfermeira. Activista da União de Jovens Comunistas (UJC), aderiu ao Partido em 1977. Actualmente, é membro da DORP e do organismo dos enfermeiros. Dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, é coordenadora regional do mesmo sindicato e integra a direcção da União dos Sindicatos do Porto/CGTP-IN. Foi atleta de alta competição de voleibol, pelo Boavista.

Retomar a esperança

Na sua intervenção, o primeiro candidato da CDU pelo distrito do Porto, Honório Novo, revelou que a coligação quer ter mais votos e mais deputados em representação do distrito na Assembleia da República». E é exactamente por isto, garantiu, que a CDU «não apresenta apenas o cabeça de lista pelo Porto», mas sim os três primeiros nomes – «que serão, temos fortes razões para confiar, os três próximos deputados eleitos pela CDU.»
Para Honório Novo, esta confiança no crescimento eleitoral da CDU «não aparece por acaso nem surge por geração espontânea». Pelo contrário, resulta do trabalho feito. «Um trabalho que resultou de um forte empenhamento colectivo, de uma ligação privilegiada com os problemas dos trabalhadores e das populações, um trabalho permanente de articulação com os problemas da actividade económica.» Ou seja, reafirmou o candidato, «um trabalho ímpar que no distrito não tem qualquer paralelo em mais nenhum partido».
Em seguida, Honório Novo garantiu que «vamos mostrar que o trabalho dos deputados do PCP eleitos no Porto não tem comparação». Isto será feito nos vários concelhos, fábricas, escolas, «lembrando sempre quem levantou os problemas e quem o não fez, quem apresentou as propostas e as soluções para as questões concretas das populações e do distrito e quem não o fez, quem defendeu um programa de emergência social para o distrito do Porto e quem o rejeitou ou desprezou».
A terminar, o deputado comunista considerou estas eleições legislativas uma «importante batalha pela democracia». Travada contra «quem quer reduzir a vida política a um pantanal de corrupção, de amiguismo e interesses inconfessáveis». Mas também contra a «abstenção e o desencanto gerado pelas esperanças frustradas por quatro anos de governação autoritária». Assim, destacou, importa confirmar a CDU como «força motriz de uma política alternativa e de esquerda».


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