A força que não trai
Ilda Figueiredo andou pelo distrito de Évora no domingo em várias acções de campanha. A jornada terminou na capital do distrito, num grande comício onde também participaram Jerónimo de Sousa e Francisco Madeira Lopes.
PS e PSD estiveram de acordo no essencial das políticas europeias
O histórico Teatro Garcia de Resende, em Évora, encheu-se a transbordar para o comício da CDU. Na plateia, muita gente ficou em pé, e nos quatro andares de galerias não sobrava um único lugar. Transbordante era igualmente o entusiasmo, que explodiu no momento em que foram chamados ao palco Ilda Figueiredo e Jerónimo de Sousa. Nesse momento, já lá estavam os dirigentes regionais e nacionais do PCP e do PEV e os primeiros candidatos da CDU às câmaras municipais do distrito.
Na sua intervenção, que encerrou o comício, Jerónimo de Sousa saudou os mais de 1600 dirigentes e delegados sindicais e membros de Comissões de Trabalhadores que tornaram público, na véspera, o seu apoio à CDU (ver páginas 14 e 15). Para o Secretário-geral do PCP, isto revela que estes sindicalistas e membros de CT's «sabem quem tem estado com os trabalhadores nas grandes e pequenas lutas» e também que a CDU «é a única força que não os trai, que não diz uma coisa hoje e faz outra amanhã, como fez o PS e o seu Governo em relação ao Código do Trabalho, que prometeu dar os direitos retirados pelo governo do PSD/CDS, mas acabou a fazer pior que os partidos da direita».
Após acusar o Governo de se recusar a tomar medidas para fazer face ao agravamento do desemprego (dando o exemplo da Tyco, em Évora), Jerónimo de Sousa acrescentou que este «só não recusa os milhões para a banca e para os banqueiros, já lá vão 26 mil milhões de euros para cobrir os seus negócios e a especulação financeira». Negócios que, realçou, «continuam em alta com os lucros nos principais quatro bancos a atingirem 4,4 milhões de euros por dia nestes três primeiros meses do ano».
Eles que respondam!
Antes de Jerónimo de Sousa, já Ilda Figueiredo tinha acusado o PS e PSD de andarem a inventar «guerras de alecrim e manjerona» para tentar esconder as culpas que têm na situação que se vive no País. Estes partidos, juntamente com o CDS-PP votaram favoravelmente quase todas as resoluções que se aprovaram no Parlamento Europeu e que tiveram «consequências terríveis» para os trabalhadores portugueses.
Ao andar pelo País, e também pelo Alentejo, ouve-se falar de desemprego, de salários em atraso, de recurso abusivo ao lay-off, de precariedade, lembrou a candidata. E, acusou, o PS e o PSD, nas suas campanhas, «não querem debater as “causas profundas” destes problemas».
Ilda Figueiredo desafiou, em seguida, os candidatos desses dois partidos a clarificarem a sua posição sobre diversos assuntos. PS e PSD aprovaram a liberalização dos mercados e, lembrou a candidata da CDU, rejeitaram a proposta do PCP de accionar cláusulas de salvaguarda para sectores específicos, como o têxtil ou os mármores. «Sabem a resposta deles sobre isto? Nós também não, mas sabemos como votaram lá, no Parlamento Europeu.»
Também relativamente à Directiva sobre Organização e Tempo de Trabalho, Ilda Figueiredo quer saber como votarão esses partidos, já que acredita que a directiva voltará após as eleições. Numa outra directiva, que abre a porta à privatização do Serviço Nacional de Saúde, o PS absteve-se e o PSD e o CDS/PP votaram favoravelmente, lembrou a candidata da CDU.
Francisco Madeira Lopes, dirigente do Partido Ecologista Os Verdes e candidato da CDU ao Parlamento Europeu, salientou que a coligação é a única força candidata a estas eleições «que presta contas pelo trabalho realizado». «Dos votos na CDU, nenhum se perde», afirmou.
Ironizando com o alegado distanciamento do PS face à política que está na origem da crise, Madeira Lopes realçou que se a direita «arquitectou a desregulação dos mercados, o PS ajudou na engenharia». Na discussão e votação da Directiva sobre Organização e Tempo de Trabalho, da Estratégia de Lisboa ou da Directiva do Retorno, o PS marcou posição ao lado da direita, exemplificou o dirigente ecologista.
Mais perto das pessoas
Pouco passava das onze da manhã quando Ilda Figueiredo chegou a Cabeção, no concelho de Mora. O calor, que era já muito intenso apesar da hora, entorpecia os movimentos e fazia desejar uma sombra na companhia de uma bebida bem fresca.
Era precisamente isso que faziam alguns habitantes locais quando a candidata da CDU ali chegou, acompanhada de vários activistas da coligação. Distribuindo folhetos de campanha, apresentando-se ou transmitindo mensagens de confiança, Ilda Figueiredo não deixava ninguém sem uma palavra. «As pessoas são, para nós, o mais importante», afirmava...
No comício realizado numa praça daquela localidade, perante largas dezenas de pessoas, Ilda Figueiredo reafirmou a aposta da coligação na juventude, exemplificando com a candidata ao Parlamento Europeu Hortênsia Menino e com o deputado João Oliveira, ali presentes.
No mesmo sentido, mas já em Aguiar, Viana do Alentejo, no final de um almoço com dezenas de apoiantes da CDU, Ilda Figueiredo acusou o PS e o PSD de falarem muito dos jovens, mas de lhes estarem a criar condições «que são as piores das últimas gerações». Como consequência da política de direita, acrescentou, os jovens abandonam o ensino prematuramente, não encontram emprego ou apenas um trabalho precário e mal pago e acabam por abandonar as suas regiões, que ficam desertas.
A terminar, e antes de partir para Évora, Ilda Figueiredo salientou que o povo de Aguiar «sempre deu o seu voto à CDU, porque vê nela a força que luta pelos seus direitos e pelas conquistas de Abril».
Na sua intervenção, que encerrou o comício, Jerónimo de Sousa saudou os mais de 1600 dirigentes e delegados sindicais e membros de Comissões de Trabalhadores que tornaram público, na véspera, o seu apoio à CDU (ver páginas 14 e 15). Para o Secretário-geral do PCP, isto revela que estes sindicalistas e membros de CT's «sabem quem tem estado com os trabalhadores nas grandes e pequenas lutas» e também que a CDU «é a única força que não os trai, que não diz uma coisa hoje e faz outra amanhã, como fez o PS e o seu Governo em relação ao Código do Trabalho, que prometeu dar os direitos retirados pelo governo do PSD/CDS, mas acabou a fazer pior que os partidos da direita».
Após acusar o Governo de se recusar a tomar medidas para fazer face ao agravamento do desemprego (dando o exemplo da Tyco, em Évora), Jerónimo de Sousa acrescentou que este «só não recusa os milhões para a banca e para os banqueiros, já lá vão 26 mil milhões de euros para cobrir os seus negócios e a especulação financeira». Negócios que, realçou, «continuam em alta com os lucros nos principais quatro bancos a atingirem 4,4 milhões de euros por dia nestes três primeiros meses do ano».
Eles que respondam!
Antes de Jerónimo de Sousa, já Ilda Figueiredo tinha acusado o PS e PSD de andarem a inventar «guerras de alecrim e manjerona» para tentar esconder as culpas que têm na situação que se vive no País. Estes partidos, juntamente com o CDS-PP votaram favoravelmente quase todas as resoluções que se aprovaram no Parlamento Europeu e que tiveram «consequências terríveis» para os trabalhadores portugueses.
Ao andar pelo País, e também pelo Alentejo, ouve-se falar de desemprego, de salários em atraso, de recurso abusivo ao lay-off, de precariedade, lembrou a candidata. E, acusou, o PS e o PSD, nas suas campanhas, «não querem debater as “causas profundas” destes problemas».
Ilda Figueiredo desafiou, em seguida, os candidatos desses dois partidos a clarificarem a sua posição sobre diversos assuntos. PS e PSD aprovaram a liberalização dos mercados e, lembrou a candidata da CDU, rejeitaram a proposta do PCP de accionar cláusulas de salvaguarda para sectores específicos, como o têxtil ou os mármores. «Sabem a resposta deles sobre isto? Nós também não, mas sabemos como votaram lá, no Parlamento Europeu.»
Também relativamente à Directiva sobre Organização e Tempo de Trabalho, Ilda Figueiredo quer saber como votarão esses partidos, já que acredita que a directiva voltará após as eleições. Numa outra directiva, que abre a porta à privatização do Serviço Nacional de Saúde, o PS absteve-se e o PSD e o CDS/PP votaram favoravelmente, lembrou a candidata da CDU.
Francisco Madeira Lopes, dirigente do Partido Ecologista Os Verdes e candidato da CDU ao Parlamento Europeu, salientou que a coligação é a única força candidata a estas eleições «que presta contas pelo trabalho realizado». «Dos votos na CDU, nenhum se perde», afirmou.
Ironizando com o alegado distanciamento do PS face à política que está na origem da crise, Madeira Lopes realçou que se a direita «arquitectou a desregulação dos mercados, o PS ajudou na engenharia». Na discussão e votação da Directiva sobre Organização e Tempo de Trabalho, da Estratégia de Lisboa ou da Directiva do Retorno, o PS marcou posição ao lado da direita, exemplificou o dirigente ecologista.
Mais perto das pessoas
Pouco passava das onze da manhã quando Ilda Figueiredo chegou a Cabeção, no concelho de Mora. O calor, que era já muito intenso apesar da hora, entorpecia os movimentos e fazia desejar uma sombra na companhia de uma bebida bem fresca.
Era precisamente isso que faziam alguns habitantes locais quando a candidata da CDU ali chegou, acompanhada de vários activistas da coligação. Distribuindo folhetos de campanha, apresentando-se ou transmitindo mensagens de confiança, Ilda Figueiredo não deixava ninguém sem uma palavra. «As pessoas são, para nós, o mais importante», afirmava...
No comício realizado numa praça daquela localidade, perante largas dezenas de pessoas, Ilda Figueiredo reafirmou a aposta da coligação na juventude, exemplificando com a candidata ao Parlamento Europeu Hortênsia Menino e com o deputado João Oliveira, ali presentes.
No mesmo sentido, mas já em Aguiar, Viana do Alentejo, no final de um almoço com dezenas de apoiantes da CDU, Ilda Figueiredo acusou o PS e o PSD de falarem muito dos jovens, mas de lhes estarem a criar condições «que são as piores das últimas gerações». Como consequência da política de direita, acrescentou, os jovens abandonam o ensino prematuramente, não encontram emprego ou apenas um trabalho precário e mal pago e acabam por abandonar as suas regiões, que ficam desertas.
A terminar, e antes de partir para Évora, Ilda Figueiredo salientou que o povo de Aguiar «sempre deu o seu voto à CDU, porque vê nela a força que luta pelos seus direitos e pelas conquistas de Abril».