«Nós e tu, a força da CDU»
Ilda Figueiredo esteve no distrito de Braga, quinta-feira, dia 28, em contacto com os trabalhadores e a população. Com a cabeça de lista da CDU ao Parlamento Europeu estiveram Ana Paula Simões, candidata da Coligação pelo Partido Ecologista «Os Verdes», Manuel Rodrigues, membro do Comité Central do PCP e igualmente candidato na lista da CDU ao PE, e centenas de activistas e militantes da coligação, numa jornada que chegou a muitos, muitos mais, afirmando que nós e tu, fazemos a força da CDU. Com toda a confiança!
À boleia da crise cresce a exploração dos trabalhadores, lembrou Ilda Figueiredo
Poucos antes das 10 horas, no Largo da Porta Nova, no centro da cidade de Barcelos, já mais de uma dezena de camaradas distribuiam documentos, falavam com os transeuntes e, com a ajuda do carro de apoio, apelavam ao voto na CDU no próximo dia 7 de Junho. O apelo renovou-se vezes sem conta durante todo o dia e em todos os locais por onde passou a comitiva, assim como se constatou que «a realidade desmente a propaganda do Governo», como se refere no som móvel que acompanha por todo o País a nossa campanha eleitoral.
Minutos depois do início da acção chegou Ilda Figueiredo, sendo imediatamente confrontada com o «País real». Delegações da Tor, de Barcelos, e da CARFER, de Esposende, acompanhadas pelo dirigente regional do sector têxtil, Manuel Sousa, vieram para falar com a candidata comunista e testemunharem a difícil situação que vivem os trabalhadores. Vinte a trinta são diariamente despedidos. Milhares estão nesta situação no Vale do Cávado. Os salários em atraso, a deslocalização da produção e a situação crítica em que se encontram 2054 micro, pequenas e médias empresas (PME's) do distrito fazem antever o pior. Muitos mais podem brevemente ser enviados para a inactividade forçada, lembraram as operárias e o dirigente sindical.
O drama do desemprego no têxtil e vestuário abrange famílias inteiras, mas é com particular severidade que atinge as mulheres. Muitas com 55 anos ou mais, acumulam um capital de experiência e qualificações, criaram mais-valia e riqueza, mas, à boleia da crise, são despedidas pelos patrões.
Para os ricos há milhões
«Os testemunhos que aqui ouvimos são a denúncia da exploração brutal a que estão sujeitos os trabalhadores, tratados como descartáveis pelos patrões e por um Governo que fecha os olhos à legislação laboral sobre os despedimentos colectivos», disse Ilda Figueiredo. Os patrões devem-vos milhares de euros ao fim de uma vida de trabalho, e as regras impostas pelo Governo restringem ou reduzem o acesso ao subsídio de desemprego. Neste contexto, é inadmissível que a idade da reforma penalize os trabalhadores deixando-os sem qualquer rendimento durante anos, notou a primeira candidata da CDU.
Ilda Figueiredo recordou ainda que no PE propôs a alteração desta injustiça, projecto que, tal como no caso da cláusula de salvaguarda para o sector têxtil – a qual o Governo português deveria ter accionado se estivesse verdadeiramente interessado em defender os postos de trabalho e a produção nacionais –, não mereceu os votos favoráveis dos demais eurodeputados portugueses. No caso da cláusula vital para aquela industria, PS, PSD e CDS-PP votaram contra a proposta da CDU. O BE absteve-se, denunciou.
Quanto aos salários em atraso, a candidata sublinhou que a Comissão Europeia, quando questionada sobre os casos concretos, remete a intervenção para os governos nacionais. Por isso a inacção do executivo PS/Sócrates, demitindo-se das suas responsabilidades nesta matéria, é gritante e revela a opção de classe da política de direita: ao serviço dos patrões e contra quem trabalha.
A manhã terminou com uma visita à Feira de Barcelos. Desde o século XV que a feira se realiza, todas as semanas, no mesmo terreiro, dizem-nos. Acreditamos que o colorido e a vivacidade que lá encontrámos se mantém desde então, mas os rostos sulcados pela vida evidenciavam que algo preocupa feirantes e clientes. É a política antipopular que faz mossa no bolso de todos e de cada um. Não se vende nada porque as pessoas não têm dinheiro para comprar, afirmam pequenos agricultores, comerciantes e artesãos que ali levam o fruto do respectivo labor. Quando cá vimos, procuramos gastar o mínimo, diz uma mulher que passa a pente fino uma banca de frutas e legumes em busca de uma pechincha. O meu filho está desempregado e eu recebo uma reforma de 224 euros, explica à cabeça de lista da CDU.
Ilda Figueiredo defende que se os salários e as pensões fossem aumentados, os trabalhadores não eram obrigados a apertar o cinto até nos bens de primeira necessidade, e disso também beneficiavam os pequenos comerciantes. «Para os ricos há milhões...», atira um activista da CDU.
Para os trabalhadores nem tostões
A terminar a visita à Feira, um trabalhador da Qimonda questiona a candidata sobre a situação da empresa. Ilda Figueiredo revela que em resposta a uma interpelação da CDU, Durão Barroso disse que a Comissão Europeia está avaliar a viabilidade da reestruturação da empresa e a elaborar um estudo sobre o interesse em manter aquela unidade de semi-condutores no espaço da UE. A resposta a uma interpelação enviada a 5 de Fevereiro chega quase quatro meses depois, destaca Ilda Figueiredo ao trabalhador, frisando-lhe ainda que, no fundamental, a Comissão dá «uma no cravo e na ferradura», pois mantém o limbo sobre a solução que tarda entre Bruxelas, Berlim e Lisboa. «Durante estes meses, não houve tempo para tentar junto dos governos e do Conselho Europeu para que fossem disponibilizadas todas as soluções para que a Qimonda não pare?», perguntou.
Dia 7 votamos sem medo
«Já não há papões!»
Depois de uma manhã passada em Barcelos, a caravana da CDU seguiu para Braga. À porta do antigo parque industrial da Grundig, onde hoje estão instaladas, entre outras, a multinacional Delphi, Ilda Figueiredo, Ana Paula Simões e Manuel Rodrigues desdobraram-se em conversas com os trabalhadores. Para além dos candidatos da CDU ao PE, registou-se nova mobilização dos militantes da Coligação. O aparato terá assustado a administração da empresa. O segurança (aparentemente instruído para tal) procurou obstruir o contacto, mas não logrou perturbar a acção da CDU.
Enérgica e determinada, Ilda Figueiredo foi fazendo mini-comícios a cada leva de operárias que entravam ou saiam do turno. «Sou a Ilda Figueiredo, cabeça de lista da CDU ao PE. Estamos sempre ao vosso lado, na luta por uma vida melhor, por aumentos salariais, pelo emprego com direitos, por justiça social. Não deixem de votar no próximo dia 7, contamos convosco», repetiu.
A maioria das trabalhadoras recebia o documento da CDU com o à vontade de quem reconhece os que estão sempre ao seu lado, mesmo quando o tempo não é de eleições, nas horas boas e más. Muitas sorriam e mostravam simpatia, deixando antever que não vão faltar às urnas. «Podem contar comigo», disse uma trabalhadora apressada para picar o ponto. «Até uma dúzia de votos vos dava, se pudesse», retorquiu outra, demonstrando que com persistência se vence o medo de lutar votando, e dando razão a um militante da CDU que atalhou satisfeito. «Assim mesmo. Já não há papões!».
Cenário idêntico viveu-se mais tarde à porta da Mabor/Continental, em Lousado, Famalicão. Sob um calor tórrido e apesar da maioria dos trabalhadores entrarem e saírem de carro da fábrica, os candidatos da CDU insistiram em abordá-los. Verdade se diga, raros foram os que não pararam para cumprimentar Ilda Figueiredo e receber o documento de campanha da Coligação, força que conhecem das lutas que se travam na empresa.
Em cima da mesa, explicou ao Avante! um militante comunista e dirigente sindical na Mabor/Continental, a administração tem uma proposta para reduzir o valor pago pelo trabalho ao fim-de-semana. Apesar de 70 por cento dos operários da Mabor/Continental serem jovens, estão conscientes e mobilizados, revelou-nos ainda. Ficou o apelo para que levem a luta até ao voto.
Arruada em Braga e comício em Guimarães
Reforçar a luta que continua
Para o final da tarde estava reservada uma arruada da CDU pela baixa da cidade de Braga. No ponto de encontro, junto ao Centro de Trabalho do PCP, mais de meia centena de pessoas seguiram atrás dos candidatos gritando palavras de ordem como «A CDU avança, com toda a confiança» ou «Nós e tu, a força da CDU». Na frente do cortejo, os bombos animavam a comitiva que, no final da caminhada, já integrava cerca de uma centena de participantes.
Sempre com disposição para abordar a população, os trabalhadores e os comerciantes, Ilda Figueiredo foi apelando à participação nas eleições do próximo domingo e explicou tantas vezes quantas as necessárias as razões pelas quais o voto na CDU é o que melhor serve os interesses do povo e do País. Numa das ruas centrais, antes de uma passagem pela Feira Romana que todos os anos, por esta altura, se realiza na cidade, a candidata encontrou trabalhadores da administração pública colocados no regime de mobilidade especial. «Ao fim de 30 anos de serviço mandam-nos para casa. Somos válidos para trabalhar mas o Governo impede-nos», disseram.
As consequências são ainda mais gravosas. Alguns, ao fim de meses neste regime, vêm o respectivo salário cair para bem menos que o ordenado mínimo nacional. Uma situação que mereceu por parte da eurodeputada comunista o mais vivo repúdio, e uma referência no mini-comício com que terminou a arruada.
Até dia 5, ninguém descansa
A encerrar a jornada no distrito minhoto, a CDU realizou um comício em Guimarães. O Auditório da Universidade do Minho encheu-se para saudar os candidatos.
Salgado Almeida, cabeça de lista à Câmara vimaranense, e Margarida Leça, candidata da CDU ao PE e eleita na AM de Guimarães, lembraram que no próximo dia 7 é preciso penalizar a política de direita, que é como quem diz, não votar nem no PS nem no PSD, «as duas rodas de uma mesma bicicleta». A batalha eleitoral que enfrentamos é longa e exige a mobilização de todas as nossas forças, expressaram. Num concelho onde o desemprego é mais do dobro da média nacional e faz miséria, e a intensificação da exploração e da repressão contra quem trabalha apresenta todos os dias novos e mais graves episódios, é necessário chegar a mais gente motivando para o voto na CDU.
É assim que a nossa luta não vai parar, disse Ilda Figueiredo na intervenção de encerramento dum comício pautado pela confiança. A candidata resumiu o dia de campanha e sublinhou as queixas dos trabalhadores e das populações. Lembrou, mais uma vez, os atropelos das políticas europeias que com o aplauso do Governo têm como alvo preferencial os trabalhadores. Assim, é justa e adequada uma das palavras de ordem da campanha da CDU para o PE: «Lá se fazem, mas cá se pagam».
Queremos e podemos reforçar o número de votos e mandatos, por isso até ao dia 5 ninguém descansa. Depois do dia 7, a luta vai continuar, garantiu ainda Ilda Figueiredo, mas se reforçarmos agora a CDU podemos levar essa luta com redobrada confiança, concluiu.
Minutos depois do início da acção chegou Ilda Figueiredo, sendo imediatamente confrontada com o «País real». Delegações da Tor, de Barcelos, e da CARFER, de Esposende, acompanhadas pelo dirigente regional do sector têxtil, Manuel Sousa, vieram para falar com a candidata comunista e testemunharem a difícil situação que vivem os trabalhadores. Vinte a trinta são diariamente despedidos. Milhares estão nesta situação no Vale do Cávado. Os salários em atraso, a deslocalização da produção e a situação crítica em que se encontram 2054 micro, pequenas e médias empresas (PME's) do distrito fazem antever o pior. Muitos mais podem brevemente ser enviados para a inactividade forçada, lembraram as operárias e o dirigente sindical.
O drama do desemprego no têxtil e vestuário abrange famílias inteiras, mas é com particular severidade que atinge as mulheres. Muitas com 55 anos ou mais, acumulam um capital de experiência e qualificações, criaram mais-valia e riqueza, mas, à boleia da crise, são despedidas pelos patrões.
Para os ricos há milhões
«Os testemunhos que aqui ouvimos são a denúncia da exploração brutal a que estão sujeitos os trabalhadores, tratados como descartáveis pelos patrões e por um Governo que fecha os olhos à legislação laboral sobre os despedimentos colectivos», disse Ilda Figueiredo. Os patrões devem-vos milhares de euros ao fim de uma vida de trabalho, e as regras impostas pelo Governo restringem ou reduzem o acesso ao subsídio de desemprego. Neste contexto, é inadmissível que a idade da reforma penalize os trabalhadores deixando-os sem qualquer rendimento durante anos, notou a primeira candidata da CDU.
Ilda Figueiredo recordou ainda que no PE propôs a alteração desta injustiça, projecto que, tal como no caso da cláusula de salvaguarda para o sector têxtil – a qual o Governo português deveria ter accionado se estivesse verdadeiramente interessado em defender os postos de trabalho e a produção nacionais –, não mereceu os votos favoráveis dos demais eurodeputados portugueses. No caso da cláusula vital para aquela industria, PS, PSD e CDS-PP votaram contra a proposta da CDU. O BE absteve-se, denunciou.
Quanto aos salários em atraso, a candidata sublinhou que a Comissão Europeia, quando questionada sobre os casos concretos, remete a intervenção para os governos nacionais. Por isso a inacção do executivo PS/Sócrates, demitindo-se das suas responsabilidades nesta matéria, é gritante e revela a opção de classe da política de direita: ao serviço dos patrões e contra quem trabalha.
A manhã terminou com uma visita à Feira de Barcelos. Desde o século XV que a feira se realiza, todas as semanas, no mesmo terreiro, dizem-nos. Acreditamos que o colorido e a vivacidade que lá encontrámos se mantém desde então, mas os rostos sulcados pela vida evidenciavam que algo preocupa feirantes e clientes. É a política antipopular que faz mossa no bolso de todos e de cada um. Não se vende nada porque as pessoas não têm dinheiro para comprar, afirmam pequenos agricultores, comerciantes e artesãos que ali levam o fruto do respectivo labor. Quando cá vimos, procuramos gastar o mínimo, diz uma mulher que passa a pente fino uma banca de frutas e legumes em busca de uma pechincha. O meu filho está desempregado e eu recebo uma reforma de 224 euros, explica à cabeça de lista da CDU.
Ilda Figueiredo defende que se os salários e as pensões fossem aumentados, os trabalhadores não eram obrigados a apertar o cinto até nos bens de primeira necessidade, e disso também beneficiavam os pequenos comerciantes. «Para os ricos há milhões...», atira um activista da CDU.
Para os trabalhadores nem tostões
A terminar a visita à Feira, um trabalhador da Qimonda questiona a candidata sobre a situação da empresa. Ilda Figueiredo revela que em resposta a uma interpelação da CDU, Durão Barroso disse que a Comissão Europeia está avaliar a viabilidade da reestruturação da empresa e a elaborar um estudo sobre o interesse em manter aquela unidade de semi-condutores no espaço da UE. A resposta a uma interpelação enviada a 5 de Fevereiro chega quase quatro meses depois, destaca Ilda Figueiredo ao trabalhador, frisando-lhe ainda que, no fundamental, a Comissão dá «uma no cravo e na ferradura», pois mantém o limbo sobre a solução que tarda entre Bruxelas, Berlim e Lisboa. «Durante estes meses, não houve tempo para tentar junto dos governos e do Conselho Europeu para que fossem disponibilizadas todas as soluções para que a Qimonda não pare?», perguntou.
Dia 7 votamos sem medo
«Já não há papões!»
Depois de uma manhã passada em Barcelos, a caravana da CDU seguiu para Braga. À porta do antigo parque industrial da Grundig, onde hoje estão instaladas, entre outras, a multinacional Delphi, Ilda Figueiredo, Ana Paula Simões e Manuel Rodrigues desdobraram-se em conversas com os trabalhadores. Para além dos candidatos da CDU ao PE, registou-se nova mobilização dos militantes da Coligação. O aparato terá assustado a administração da empresa. O segurança (aparentemente instruído para tal) procurou obstruir o contacto, mas não logrou perturbar a acção da CDU.
Enérgica e determinada, Ilda Figueiredo foi fazendo mini-comícios a cada leva de operárias que entravam ou saiam do turno. «Sou a Ilda Figueiredo, cabeça de lista da CDU ao PE. Estamos sempre ao vosso lado, na luta por uma vida melhor, por aumentos salariais, pelo emprego com direitos, por justiça social. Não deixem de votar no próximo dia 7, contamos convosco», repetiu.
A maioria das trabalhadoras recebia o documento da CDU com o à vontade de quem reconhece os que estão sempre ao seu lado, mesmo quando o tempo não é de eleições, nas horas boas e más. Muitas sorriam e mostravam simpatia, deixando antever que não vão faltar às urnas. «Podem contar comigo», disse uma trabalhadora apressada para picar o ponto. «Até uma dúzia de votos vos dava, se pudesse», retorquiu outra, demonstrando que com persistência se vence o medo de lutar votando, e dando razão a um militante da CDU que atalhou satisfeito. «Assim mesmo. Já não há papões!».
Cenário idêntico viveu-se mais tarde à porta da Mabor/Continental, em Lousado, Famalicão. Sob um calor tórrido e apesar da maioria dos trabalhadores entrarem e saírem de carro da fábrica, os candidatos da CDU insistiram em abordá-los. Verdade se diga, raros foram os que não pararam para cumprimentar Ilda Figueiredo e receber o documento de campanha da Coligação, força que conhecem das lutas que se travam na empresa.
Em cima da mesa, explicou ao Avante! um militante comunista e dirigente sindical na Mabor/Continental, a administração tem uma proposta para reduzir o valor pago pelo trabalho ao fim-de-semana. Apesar de 70 por cento dos operários da Mabor/Continental serem jovens, estão conscientes e mobilizados, revelou-nos ainda. Ficou o apelo para que levem a luta até ao voto.
Arruada em Braga e comício em Guimarães
Reforçar a luta que continua
Para o final da tarde estava reservada uma arruada da CDU pela baixa da cidade de Braga. No ponto de encontro, junto ao Centro de Trabalho do PCP, mais de meia centena de pessoas seguiram atrás dos candidatos gritando palavras de ordem como «A CDU avança, com toda a confiança» ou «Nós e tu, a força da CDU». Na frente do cortejo, os bombos animavam a comitiva que, no final da caminhada, já integrava cerca de uma centena de participantes.
Sempre com disposição para abordar a população, os trabalhadores e os comerciantes, Ilda Figueiredo foi apelando à participação nas eleições do próximo domingo e explicou tantas vezes quantas as necessárias as razões pelas quais o voto na CDU é o que melhor serve os interesses do povo e do País. Numa das ruas centrais, antes de uma passagem pela Feira Romana que todos os anos, por esta altura, se realiza na cidade, a candidata encontrou trabalhadores da administração pública colocados no regime de mobilidade especial. «Ao fim de 30 anos de serviço mandam-nos para casa. Somos válidos para trabalhar mas o Governo impede-nos», disseram.
As consequências são ainda mais gravosas. Alguns, ao fim de meses neste regime, vêm o respectivo salário cair para bem menos que o ordenado mínimo nacional. Uma situação que mereceu por parte da eurodeputada comunista o mais vivo repúdio, e uma referência no mini-comício com que terminou a arruada.
Até dia 5, ninguém descansa
A encerrar a jornada no distrito minhoto, a CDU realizou um comício em Guimarães. O Auditório da Universidade do Minho encheu-se para saudar os candidatos.
Salgado Almeida, cabeça de lista à Câmara vimaranense, e Margarida Leça, candidata da CDU ao PE e eleita na AM de Guimarães, lembraram que no próximo dia 7 é preciso penalizar a política de direita, que é como quem diz, não votar nem no PS nem no PSD, «as duas rodas de uma mesma bicicleta». A batalha eleitoral que enfrentamos é longa e exige a mobilização de todas as nossas forças, expressaram. Num concelho onde o desemprego é mais do dobro da média nacional e faz miséria, e a intensificação da exploração e da repressão contra quem trabalha apresenta todos os dias novos e mais graves episódios, é necessário chegar a mais gente motivando para o voto na CDU.
É assim que a nossa luta não vai parar, disse Ilda Figueiredo na intervenção de encerramento dum comício pautado pela confiança. A candidata resumiu o dia de campanha e sublinhou as queixas dos trabalhadores e das populações. Lembrou, mais uma vez, os atropelos das políticas europeias que com o aplauso do Governo têm como alvo preferencial os trabalhadores. Assim, é justa e adequada uma das palavras de ordem da campanha da CDU para o PE: «Lá se fazem, mas cá se pagam».
Queremos e podemos reforçar o número de votos e mandatos, por isso até ao dia 5 ninguém descansa. Depois do dia 7, a luta vai continuar, garantiu ainda Ilda Figueiredo, mas se reforçarmos agora a CDU podemos levar essa luta com redobrada confiança, concluiu.