PIB e emprego confirmam alertas

A divulgação dos dados do INE, relativos à evolução do PIB e do mercado de emprego no 1.º trimestre de 2009, confirma os alertas da CGTP-IN sobre a degradação da situação económica e social - comentou a central, sexta-feira, reafirmando que «o agravamento da crise económica e do desemprego requer mudança de políticas».
A quebra no Produto, de 3,7 por cento, em termos homólogos (1.º trimestre de 2008), vem aprofundar a descida ocorrida no final do ano passado. Face ao trimestre anterior, o Produto também diminuiu 1,5 por cento.
Para a central, os dados revelam ainda que para a contracção do PIB contribuiu a redução acentuada das exportações e do investimento, e também a redução do consumo das famílias.
Tal quebra no crescimento económico «é simultaneamente causa e consequência da desvalorização do sector produtivo nacional e está a ter efeitos gravíssimos na vida de milhares de trabalhadores», o que a Inter também vê comprovado pelas estatísticas do INE, designadamente:
- o número de desempregados aumentou 16 por cento, face ao período homólogo, mas «na realidade o desemprego é mais elevado», porque há 67 mil inactivos e cerca de 70 mil desempregados em medidas de emprego e formação profissional, defendendo a CGTP-IN que «o número real de desempregados ultrapassa já os 600 mil, a que corresponde uma taxa de desemprego de 11 por cento»,
- em apenas um ano (comparação com o trimestre homólogo), perderam-se cerca de 92 mil postos de trabalho, 86 mil dos quais no sector industrial, mas a evolução é particularmente negativa face ao trimestre anterior (menos 77 mil empregos);
- A taxa de desemprego juvenil é superior a 20 por cento, tendo-se perdido 82 mil empregos entre os trabalhadores com menos de 35 anos, face ao 1.º trimestre de 2008;
- Uma parte significativa do emprego é de má qualidade, com salários baixos e um nível de precariedade elevadíssimo (21,5 por cento, no total de trabalhadores, e mais de 50 por cento, entre os que têm menos de 25 anos);
- O crescimento dos casos de salários em atraso e de lay-off (suspensões de contratos de trabalho e reduções do tempo de trabalho) fazem antever a continuação do aumento do desemprego nos próximos tempos.
O quadro da situação económica e social, conclui a CGTP-IN, «comprova, por um lado, a insuficiência e ineficácia das medidas que o Governo PS/Sócrates vem adoptando, no que respeita ao desemprego, e, por outro, a necessidade de uma mudança de políticas no sentido da valorização da produção nacional, da redução da dívida externa e da independência económica do País».


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