Reforçar o Partido e a luta
Reforçar o Partido e lutar pelo desenvolvimento do distrito. Estes são dois dos principais objectivos traçados pela VIII Assembleia da Organização Regional de Viseu do PCP, realizada no sábado, que contou com a presença de Jerónimo de Sousa.
Aderiram ao PCP em Viseu entre os dois congressos 298 militantes
Cerca de 160 pessoas encheram, no sábado, a sala da Assembleia Municipal de Viseu para participar e assistir aos trabalhos da VIII Assembleia da Organização Regional do Partido, a terceira num período de cinco anos. Como afirmou na abertura da assembleia João Abreu, membro do Comité Central e responsável pela organização, isto atesta a regularidade de funcionamento deste órgão estatutário, «que é de importância decisiva para a vida democrática interna do Partido».
Nos últimos anos, garantiu o responsável, o Partido reforçou-se: entre o XVII e o XVIII congressos, aderiram ao Partido no distrito de Viseu 298 militantes e, desde a VII assembleia, realizada em Outubro de 2006, entraram 164 novos membros. «Da meta de 70 que estabelecemos para 2009, já recrutámos 29», informou João Abreu.
A organização regional de Viseu, lembrou, foi a primeira do País a concluir a campanha de contactos com todos os membros do Partido. Na opinião do membro do Comité Central, foi com este mesmo empenhamento dos militantes que se realizaram assembleias de organização em Nelas/Carregal do Sal, Resende, Mortágua/Santa Comba Dão, Armamar e Penalva do Castelo.
Com estas assembleias, acrescentou João Abreu, «foi possível responsabilizar mais umas dezenas de camaradas por tarefas concretas do Partido, foi possível conhecer melhor os problemas de cada concelho e de muitas das suas empresas» e, assim, tomar posição pública através de comunicados, boletins e debates específicos.
Continuar a crescer
Para os próximos anos, definiu a assembleia, há que realizar assembleias nas organizações que ainda não o fizeram, bem como naquelas que as realizaram em 2006. Estruturar mais eficientemente o Partido onde isso ainda não foi feito é outro dos objectivos.
Desígnio central é chegar às empresas, reafirmou-se na assembleia. Segundo João Abreu, o «crescimento e funcionamento da célula da Citroen, com a tomada de posição regular sobre a defesa dos direitos e condições de trabalho, é um exemplo que tem de ser multiplicado». Reforçar os núcleos de empresa da Fumados Douro, da Topack, do Hospital S. Teotónio, da Câmara Municipal de Viseu é fundamental. Assim como organizar o Partido noutras empresas de importância estratégica no distrito, como a Martifer, a HUF, a AVON, a Faurécia, a Borgstena ou a Visabeira e «todas as outras, grandes e pequenas, onde consigamos recrutar e fazer chegar a palavra e a acção do Partido».
Ainda este ano, os comunistas de Viseu esperam ter a funcionar o sector regional de empresas e, em 2010, pretendem criar organismos de sector profissional, que enquadrem os militantes de várias áreas de actividade, como os professores ou os trabalhadores da Administração Pública e da construção civil.
Presente nas lutas
Não houve nestes anos grande ou pequena luta no distrito de Viseu em que o Partido não tenha estado presente, afirmou-se na assembleia, em várias das cerca de 20 intervenções ali proferidas. Combates tão diversos como os das populações de vários concelhos contra o encerramento das urgências nocturnas ou contra a privatização da água e aqueles travados pelos agricultores ou pelos trabalhadores em defesa dos postos de trabalho e dos direitos ou exigindo melhores salários tiveram a participação activa das organizações e militantes do PCP.
Realçada foi também a luta em defesa da democracia e das liberdades: contra a instalação, em Santa Comba Dão, do Museu Salazar; de solidariedade com os militantes da JCP condenados em tribunal por terem pintado um mural onde se apelava a «transformar o sonho em vida»; ou repondo a propaganda partidária arrancada por ordem da Câmara Municipal de Viseu. Concluindo, realçou-se que «é porque o Partido está vivo e activo que eles nos atacam e nos querem silenciar».
Mudar de rumo
Na assembleia do passado sábado, os comunistas do distrito de Viseu debateram com profundidade a situação económica e social do distrito e afinaram propostas alternativas. O objectivo central é romper com o actual rumo e afirmar uma nova política.
A situação actual, considera o PCP, exige a consideração de um plano integrado de desenvolvimento regional, que tenha expressão em sub-planos específicos para áreas geográficas e sectores concretos. Só assim será possível dar resposta às debilidades e assimetrias e ultrapassar a «interioridade» provocada por décadas de políticas injustas..
Relativamente à indústria, o PCP propõe a defesa da produção nacional e a intervenção do Estado para impedir a deslocalização e encerramento de empresas. A aplicação de medidas de apoio aos trabalhadores e de políticas fiscais e de crédito que apoiem a produção e as empresas de menor dimensão são outras propostas.
Em relação à agricultura, os comunistas defendem a redução da prestação dos agricultores para a Segurança Social, a par da criação de um sistema de seguros agrícolas compatível com a região e as produções. O PCP exige também o «fim imediato» do encerramento de serviços públicos, como escolas, postos da EDP e dos CTT, postos médicos ou matadouros.
Na sua intervenção, Jerónimo de Sousa acusou o PS (que considerou ser um «partido de muitas caras, consoante a conveniência»» de abandonar os trabalhadores e as populações do distrito. E relembrou a posição do PS perante a proposta do PCP visando a reforma antecipada aos ex-mineiros da Urgeiriça. Já o caso da PSA-Citroen é um «exemplo claro da inoperância do Governo perante a vontade das multinacionais».
Nos últimos anos, garantiu o responsável, o Partido reforçou-se: entre o XVII e o XVIII congressos, aderiram ao Partido no distrito de Viseu 298 militantes e, desde a VII assembleia, realizada em Outubro de 2006, entraram 164 novos membros. «Da meta de 70 que estabelecemos para 2009, já recrutámos 29», informou João Abreu.
A organização regional de Viseu, lembrou, foi a primeira do País a concluir a campanha de contactos com todos os membros do Partido. Na opinião do membro do Comité Central, foi com este mesmo empenhamento dos militantes que se realizaram assembleias de organização em Nelas/Carregal do Sal, Resende, Mortágua/Santa Comba Dão, Armamar e Penalva do Castelo.
Com estas assembleias, acrescentou João Abreu, «foi possível responsabilizar mais umas dezenas de camaradas por tarefas concretas do Partido, foi possível conhecer melhor os problemas de cada concelho e de muitas das suas empresas» e, assim, tomar posição pública através de comunicados, boletins e debates específicos.
Continuar a crescer
Para os próximos anos, definiu a assembleia, há que realizar assembleias nas organizações que ainda não o fizeram, bem como naquelas que as realizaram em 2006. Estruturar mais eficientemente o Partido onde isso ainda não foi feito é outro dos objectivos.
Desígnio central é chegar às empresas, reafirmou-se na assembleia. Segundo João Abreu, o «crescimento e funcionamento da célula da Citroen, com a tomada de posição regular sobre a defesa dos direitos e condições de trabalho, é um exemplo que tem de ser multiplicado». Reforçar os núcleos de empresa da Fumados Douro, da Topack, do Hospital S. Teotónio, da Câmara Municipal de Viseu é fundamental. Assim como organizar o Partido noutras empresas de importância estratégica no distrito, como a Martifer, a HUF, a AVON, a Faurécia, a Borgstena ou a Visabeira e «todas as outras, grandes e pequenas, onde consigamos recrutar e fazer chegar a palavra e a acção do Partido».
Ainda este ano, os comunistas de Viseu esperam ter a funcionar o sector regional de empresas e, em 2010, pretendem criar organismos de sector profissional, que enquadrem os militantes de várias áreas de actividade, como os professores ou os trabalhadores da Administração Pública e da construção civil.
Presente nas lutas
Não houve nestes anos grande ou pequena luta no distrito de Viseu em que o Partido não tenha estado presente, afirmou-se na assembleia, em várias das cerca de 20 intervenções ali proferidas. Combates tão diversos como os das populações de vários concelhos contra o encerramento das urgências nocturnas ou contra a privatização da água e aqueles travados pelos agricultores ou pelos trabalhadores em defesa dos postos de trabalho e dos direitos ou exigindo melhores salários tiveram a participação activa das organizações e militantes do PCP.
Realçada foi também a luta em defesa da democracia e das liberdades: contra a instalação, em Santa Comba Dão, do Museu Salazar; de solidariedade com os militantes da JCP condenados em tribunal por terem pintado um mural onde se apelava a «transformar o sonho em vida»; ou repondo a propaganda partidária arrancada por ordem da Câmara Municipal de Viseu. Concluindo, realçou-se que «é porque o Partido está vivo e activo que eles nos atacam e nos querem silenciar».
Mudar de rumo
Na assembleia do passado sábado, os comunistas do distrito de Viseu debateram com profundidade a situação económica e social do distrito e afinaram propostas alternativas. O objectivo central é romper com o actual rumo e afirmar uma nova política.
A situação actual, considera o PCP, exige a consideração de um plano integrado de desenvolvimento regional, que tenha expressão em sub-planos específicos para áreas geográficas e sectores concretos. Só assim será possível dar resposta às debilidades e assimetrias e ultrapassar a «interioridade» provocada por décadas de políticas injustas..
Relativamente à indústria, o PCP propõe a defesa da produção nacional e a intervenção do Estado para impedir a deslocalização e encerramento de empresas. A aplicação de medidas de apoio aos trabalhadores e de políticas fiscais e de crédito que apoiem a produção e as empresas de menor dimensão são outras propostas.
Em relação à agricultura, os comunistas defendem a redução da prestação dos agricultores para a Segurança Social, a par da criação de um sistema de seguros agrícolas compatível com a região e as produções. O PCP exige também o «fim imediato» do encerramento de serviços públicos, como escolas, postos da EDP e dos CTT, postos médicos ou matadouros.
Na sua intervenção, Jerónimo de Sousa acusou o PS (que considerou ser um «partido de muitas caras, consoante a conveniência»» de abandonar os trabalhadores e as populações do distrito. E relembrou a posição do PS perante a proposta do PCP visando a reforma antecipada aos ex-mineiros da Urgeiriça. Já o caso da PSA-Citroen é um «exemplo claro da inoperância do Governo perante a vontade das multinacionais».