Ferroviários em greve dia 5
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário convocou para 5 de Março uma greve de 24 horas, na CP, na EMEF e na Refer. A decisão, que implicou o adiamento da greve marcada para hoje na Refer, foi tomada «num quadro de unidade na acção» e, nesta última empresa do Grupo CP, foi acompanhada «por quase todas as organizações» representativas do pessoal.
Num comunicado em que salienta que «é hora de lutarmos todos juntos», o SNTSF/CGTP-IN explica que «em todas as empresas, as negociações dos novos salários continuam a marcar passo». Defendendo que «o acordo é possível», o sindicato desafia as administrações a apresentarem uma proposta semelhante à que foi aceite pela organização da CGTP-IN na Carris, prevendo valores iguais aos aplicados pelo Governo na Administração Pública, «mas com a publicação global do Acordo de Empresa, com todos os direitos, para vigorar nos próximos cinco anos».
Na Refer, a administração recuou na retirada de direitos no seguro de saúde, mas recusa repor a situação que vigorava até ao fim de 2008. Mantém uma proposta salarial de 1,9 por cento e não responde à exigência de fim das discriminações (nomeadamente nas concessões de transporte ferroviário). Na CP, os 2 por cento nos salários são agravados por uma proposta de AE que impõe transferências «por necessidade de serviço», horários de 12 horas por dia ou 60 horas por semana, e proibição da greve. Uma e outra persistem nos processos disciplinares, para despedimento, por participação em piquetes de greve. Na EMEF não há proposta nem está marcada qualquer reunião.
Num comunicado em que salienta que «é hora de lutarmos todos juntos», o SNTSF/CGTP-IN explica que «em todas as empresas, as negociações dos novos salários continuam a marcar passo». Defendendo que «o acordo é possível», o sindicato desafia as administrações a apresentarem uma proposta semelhante à que foi aceite pela organização da CGTP-IN na Carris, prevendo valores iguais aos aplicados pelo Governo na Administração Pública, «mas com a publicação global do Acordo de Empresa, com todos os direitos, para vigorar nos próximos cinco anos».
Na Refer, a administração recuou na retirada de direitos no seguro de saúde, mas recusa repor a situação que vigorava até ao fim de 2008. Mantém uma proposta salarial de 1,9 por cento e não responde à exigência de fim das discriminações (nomeadamente nas concessões de transporte ferroviário). Na CP, os 2 por cento nos salários são agravados por uma proposta de AE que impõe transferências «por necessidade de serviço», horários de 12 horas por dia ou 60 horas por semana, e proibição da greve. Uma e outra persistem nos processos disciplinares, para despedimento, por participação em piquetes de greve. Na EMEF não há proposta nem está marcada qualquer reunião.