Intensificar a luta
Representantes dos trabalhadores das indústrias metalúrgica, química e eléctrica exigiram sexta-feira ao patronato e ao Governo que parem a ofensiva, agravada a pretexto da crise.
O Governo premiou o patronato prevaricador
No final da jornada, frente ao Ministério do Trabalho, os dirigentes e delegados sindicais, convocados pela Fiequimetal/CGTP-IN, afirmaram-se empenhados em prosseguir a mobilização dos trabalhadores para a grande manifestação nacional, que a central convocou para 13 de Março.
Uma resolução, aprovada por unanimidade e dirigida ao ministro Vieira da Silva, acusa o governante de, negando o diálogo com as estruturas sindicais, estar a fugir às suas responsabilidades, na promoção da contratação colectiva (que inclui as actualizações salariais), bloqueada pelas associações patronais. Estas, acusa-se no documento, procuram liquidar, por via dos mecanismos da caducidade, os direitos que estão consagrados na contratação colectiva, e têm mesmo recorrido a chantagem contra os trabalhadores. O Ministério do Trabalho, conhecedor desses processos, não agiu como lhe competia, para garantir a normalidade das negociações, e criou novas expectativas aos prevaricadores, com a revisão do Código do Trabalho.
Outros ataques acabaram por ser derrotados com a luta travada nas empresas, lembraram dirigentes que usaram da palavra durante a concentração. João Silva e Arménio Carlos, ambos da Comissão Executiva da CGTP-IN, salientaram que o Código de Bagão Félix e do PSD/CDS-PP, em 2003, também alimentou as expectativas patronais, mas os contratos colectivos permaneceram vivos e os direitos mantiveram-se em vigor.
A acusação de boicote à negociação e à contratação colectiva foi dirigida ao patronato da metalurgia, da química, das indústrias eléctricas e do sector automóvel, em geral. Mas foram apontadas duas empresas, em particular: a Repsol e a Lusosider.
Cabe ao governante abster-se de tomar qualquer medida que facilite a caducidade dos contratos colectivos, exigiram os representantes dos trabalhadores. E avisaram que outra atitude só poderá ter como resposta a luta dos trabalhadores, por cujas consequências responsabilizam desde já o Governo e o ministro do Trabalho.
Avisos semelhantes foram deixados em duas associações patronais, a cujas sedes os representantes se deslocaram, a caminho da Praça de Londres: uma associação do sector químico e a ANIMEE, do sector eléctrico e electrónico. Desde a primeira, na Rua Filipa de Vilhena, até ao destino final, os representantes deslocaram-se em manifestação, gritando palavras de ordem, como «Direitos conquistados não podem ser roubados», «Negociação sim, imposição não», «É mesmo necessário o aumento do salário», «Trabalho sim, desemprego não».
Uma resolução, aprovada por unanimidade e dirigida ao ministro Vieira da Silva, acusa o governante de, negando o diálogo com as estruturas sindicais, estar a fugir às suas responsabilidades, na promoção da contratação colectiva (que inclui as actualizações salariais), bloqueada pelas associações patronais. Estas, acusa-se no documento, procuram liquidar, por via dos mecanismos da caducidade, os direitos que estão consagrados na contratação colectiva, e têm mesmo recorrido a chantagem contra os trabalhadores. O Ministério do Trabalho, conhecedor desses processos, não agiu como lhe competia, para garantir a normalidade das negociações, e criou novas expectativas aos prevaricadores, com a revisão do Código do Trabalho.
Outros ataques acabaram por ser derrotados com a luta travada nas empresas, lembraram dirigentes que usaram da palavra durante a concentração. João Silva e Arménio Carlos, ambos da Comissão Executiva da CGTP-IN, salientaram que o Código de Bagão Félix e do PSD/CDS-PP, em 2003, também alimentou as expectativas patronais, mas os contratos colectivos permaneceram vivos e os direitos mantiveram-se em vigor.
A acusação de boicote à negociação e à contratação colectiva foi dirigida ao patronato da metalurgia, da química, das indústrias eléctricas e do sector automóvel, em geral. Mas foram apontadas duas empresas, em particular: a Repsol e a Lusosider.
Cabe ao governante abster-se de tomar qualquer medida que facilite a caducidade dos contratos colectivos, exigiram os representantes dos trabalhadores. E avisaram que outra atitude só poderá ter como resposta a luta dos trabalhadores, por cujas consequências responsabilizam desde já o Governo e o ministro do Trabalho.
Avisos semelhantes foram deixados em duas associações patronais, a cujas sedes os representantes se deslocaram, a caminho da Praça de Londres: uma associação do sector químico e a ANIMEE, do sector eléctrico e electrónico. Desde a primeira, na Rua Filipa de Vilhena, até ao destino final, os representantes deslocaram-se em manifestação, gritando palavras de ordem, como «Direitos conquistados não podem ser roubados», «Negociação sim, imposição não», «É mesmo necessário o aumento do salário», «Trabalho sim, desemprego não».