Perigos para a paz
O Parlamento Europeu aprovou na semana passada os relatórios sobre as relações entre a União Europeia e a NATO, a Estratégia Europeia de Segurança e a Política Europeia de Segurança e Defesa (PESD) que acentuam o militarismo e intervencionismo da UE.
Deputados do PCP condenam processo de militarização
Manifestando a sua rejeição pelo aprofundamento de tais políticas, os deputados dos PCP sublinham em comunicado que os relatórios aprovados preconizam «o avanço da militarização do espaço, o aumento das despesas militares e a adaptação das forças armadas de cada país a esse fim».
«Colocam em causa a soberania dos países, procurando impor decisões que só a esses povos cabem, como, por exemplo, a decisão quanto à neutralidade de Chipre e da Irlanda; propõem o uso de imensos meios financeiros públicos dos países da UE, com o objectivo de reforçar o mercado interno do armamento, através do desenvolvimento das capacidades da Agência Europeia de Armamento e do complexo industrial-militar na UE; adoptam o conceito estratégico da NATO nas chamadas guerras preventivas, utilizando, em conjunto, os mesmos meios militares, repartindo “encargos” nas suas acções e substituindo-a no terreno, como já acontece, nomeadamente, na Bósnia-Herzegovina e no Kosovo, onde militares da UE substituem a NATO.»
Para os deputados do PCP, «todas estas prioridades demonstram que o objectivo é aproveitar a crise do sistema capitalista para acentuar o processo de recolonização pelas principais potências da União Europeia e da NATO, desrespeitando o direito internacional e a Carta das Nações Unidas, promovendo a militarização das relações internacionais e a corrida aos armamentos».
Suscitam ainda «as maiores inquietações» e «encerram grandes perigos para a paz e a segurança internacional» os objectivos anunciados para o 60.º aniversário da NATO e a sua próxima Cimeira, com o regresso da França às suas estruturas militares e o aprofundamento da relação politico-militar entre os EUA e a UE.
«Consenso» dos grandes
Condenando o processo de militarização da UE como pilar europeu da NATO, os deputados do PCP denunciam o consenso dos maiores grupos do PE, onde se encontram PS, PSD e CDS/PP, partidos que mais uma vez demonstraram partilhar o mesmo entendimento, tanto no plano nacional como no plano comunitário, em relação à condução da integração europeia.
Os deputados do PCP rejeitam a Estratégia Europeia de Defesa e todos os seus conceitos estratégicos ligados à NATO e aos EUA, como o são as «guerras preventivas» ou o da «responsabilidade de proteger», «através das quais se visa promover a ingerência, o militarismo e a guerra, apenas para satisfazer os interesses das grandes potências e não dos povos, da paz ou da justiça social». Do mesmo modo, opõem-se à participação de forças militares e da polícia portuguesa em operações de agressão e de subjugação de outros povos e defendem a dissolução da NATO.
«Colocam em causa a soberania dos países, procurando impor decisões que só a esses povos cabem, como, por exemplo, a decisão quanto à neutralidade de Chipre e da Irlanda; propõem o uso de imensos meios financeiros públicos dos países da UE, com o objectivo de reforçar o mercado interno do armamento, através do desenvolvimento das capacidades da Agência Europeia de Armamento e do complexo industrial-militar na UE; adoptam o conceito estratégico da NATO nas chamadas guerras preventivas, utilizando, em conjunto, os mesmos meios militares, repartindo “encargos” nas suas acções e substituindo-a no terreno, como já acontece, nomeadamente, na Bósnia-Herzegovina e no Kosovo, onde militares da UE substituem a NATO.»
Para os deputados do PCP, «todas estas prioridades demonstram que o objectivo é aproveitar a crise do sistema capitalista para acentuar o processo de recolonização pelas principais potências da União Europeia e da NATO, desrespeitando o direito internacional e a Carta das Nações Unidas, promovendo a militarização das relações internacionais e a corrida aos armamentos».
Suscitam ainda «as maiores inquietações» e «encerram grandes perigos para a paz e a segurança internacional» os objectivos anunciados para o 60.º aniversário da NATO e a sua próxima Cimeira, com o regresso da França às suas estruturas militares e o aprofundamento da relação politico-militar entre os EUA e a UE.
«Consenso» dos grandes
Condenando o processo de militarização da UE como pilar europeu da NATO, os deputados do PCP denunciam o consenso dos maiores grupos do PE, onde se encontram PS, PSD e CDS/PP, partidos que mais uma vez demonstraram partilhar o mesmo entendimento, tanto no plano nacional como no plano comunitário, em relação à condução da integração europeia.
Os deputados do PCP rejeitam a Estratégia Europeia de Defesa e todos os seus conceitos estratégicos ligados à NATO e aos EUA, como o são as «guerras preventivas» ou o da «responsabilidade de proteger», «através das quais se visa promover a ingerência, o militarismo e a guerra, apenas para satisfazer os interesses das grandes potências e não dos povos, da paz ou da justiça social». Do mesmo modo, opõem-se à participação de forças militares e da polícia portuguesa em operações de agressão e de subjugação de outros povos e defendem a dissolução da NATO.