Situação social agrava-se
A Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP, na sua reunião de 3 de Fevereiro, confirmou os perigos para que vinha a alertar de uma economia regional assente no turismo, com o encerramento crescente do número de unidades hoteleiras, cafés, restaurantes, pequeno comércio e outras unidades industriais. Outras empresas estão em risco, caso da TIMAR, em Tavira, e da J.A Pacheco, em Olhão, enquanto de novo se registam graves problemas na ALICOOP/ALISUPER, com atrasos no pagamento de salários e fecho de lojas por dívidas a terceiros.
Entretanto, para o PCP, se se mantiver a mesma orientação e o mesmo modelo de desenvolvimento e de projectos, com os grandes grupos económicos ligados ao turismo à espera que a crise passe, não é com as injecções de capital que agora se pede que a situação se resolve.
De facto, o resultado do modelo de desenvolvimento que tem sido seguido conduziu a que os 5% mais ricos da região possuíssem uma riqueza igual aos 60% mais pobres, criando uma situação de extrema desigualdade que nada tem a ver com a actual crise do capitalismo, mas sim com uma prática de baixos salários, precariedade e sazonalidade, da utilização dos trabalhadores algarvios como mão-de-obra descartável, que apenas serve na chamada época alta, de grandes lucros para os grupos turísticos.
O PCP denuncia ainda o caso de muitos empresários que se escudam na crise para espezinhar os direitos dos trabalhadores. É o caso da administração de Vale do Lobo que, depois de reconhecer a produtividade dos trabalhadores e a excelência do serviço prestado, veio anunciar o corte dos prémios de produtividade.
Entretanto, para o PCP, se se mantiver a mesma orientação e o mesmo modelo de desenvolvimento e de projectos, com os grandes grupos económicos ligados ao turismo à espera que a crise passe, não é com as injecções de capital que agora se pede que a situação se resolve.
De facto, o resultado do modelo de desenvolvimento que tem sido seguido conduziu a que os 5% mais ricos da região possuíssem uma riqueza igual aos 60% mais pobres, criando uma situação de extrema desigualdade que nada tem a ver com a actual crise do capitalismo, mas sim com uma prática de baixos salários, precariedade e sazonalidade, da utilização dos trabalhadores algarvios como mão-de-obra descartável, que apenas serve na chamada época alta, de grandes lucros para os grupos turísticos.
O PCP denuncia ainda o caso de muitos empresários que se escudam na crise para espezinhar os direitos dos trabalhadores. É o caso da administração de Vale do Lobo que, depois de reconhecer a produtividade dos trabalhadores e a excelência do serviço prestado, veio anunciar o corte dos prémios de produtividade.