Conhecer os problemas
O Secretário-geral do PCP esteve, no dia 6, na Figueira da Foz a participar num encontro com cerca de meia centena de trabalhadores do concelho, muitos dos quais sem ligação ao Partido. Na sessão, surgiram relatos da situação que se vive em muitas empresas, que não diverge, no essencial, do que se passa noutras regiões.
Na Saint-Gobain, por exemplo, que tem 250 trabalhadores e produz cerca de 650 milhões de embalagens de vidro por ano, os lucros no ano passado aumentaram em mais de 40 por cento. Já os aumentos salariais pouco passaram do valor da inflação. Este ano, dois jovens sindicalistas não viram os seus contratos renovados.
Numa outra empresa, a Vidrociclo, de reciclagem de vidro, a administração recusa integrar os seus trabalhadores no sector vidreiro, onde os salários são mais elevados. Os trabalhadores precários são em maior número do que os efectivos.
O Casino está também a despedir trabalhadores e os que ficam auferem baixos salários e têm vínculos precários. No sector químico, há várias empresas a despedir trabalhadores precários e com vínculos temporários e, na Alberto Gaspar, de cerâmica, que encerrou, os trabalhadores continuam à espera das indemnizações há cinco anos.
Os ferroviários foram recentemente confrontados com o anúncio do encerramento das oficinas da EMEF no concelho. Embora continuem com trabalho, estão hoje reduzidas a meia centena de trabalhadores, quando já tiveram mais de 400. Quanto aos estaleiros navais da Navalfoz, continua sem se perceber o que levou ao seu encerramento e deslocação para Espanha, já que havia encomendas até 2014 e era o único estaleiro equipado para construir em recinto fechado.
Jerónimo de Sousa participou, depois, num jantar com militantes e si
Na Saint-Gobain, por exemplo, que tem 250 trabalhadores e produz cerca de 650 milhões de embalagens de vidro por ano, os lucros no ano passado aumentaram em mais de 40 por cento. Já os aumentos salariais pouco passaram do valor da inflação. Este ano, dois jovens sindicalistas não viram os seus contratos renovados.
Numa outra empresa, a Vidrociclo, de reciclagem de vidro, a administração recusa integrar os seus trabalhadores no sector vidreiro, onde os salários são mais elevados. Os trabalhadores precários são em maior número do que os efectivos.
O Casino está também a despedir trabalhadores e os que ficam auferem baixos salários e têm vínculos precários. No sector químico, há várias empresas a despedir trabalhadores precários e com vínculos temporários e, na Alberto Gaspar, de cerâmica, que encerrou, os trabalhadores continuam à espera das indemnizações há cinco anos.
Os ferroviários foram recentemente confrontados com o anúncio do encerramento das oficinas da EMEF no concelho. Embora continuem com trabalho, estão hoje reduzidas a meia centena de trabalhadores, quando já tiveram mais de 400. Quanto aos estaleiros navais da Navalfoz, continua sem se perceber o que levou ao seu encerramento e deslocação para Espanha, já que havia encomendas até 2014 e era o único estaleiro equipado para construir em recinto fechado.
Jerónimo de Sousa participou, depois, num jantar com militantes e si