PS e PSD travam esclarecimentos
PS e PSD, com a abstenção do CDS/PP, chumbaram na passada semana em comissão parlamentar o pedido do PCP para que fosse ouvido o patrão do grupo Controlinveste sobre o despedimento colectivo a 122 trabalhadores. Na carta onde formalizaram o seu pedido ao presidente da comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura, os deputados Bruno Dias e João Oliveira invocavam as graves consequências deste despedimento colectivo, um dos maiores dos últimos anos no sector da comunicação social.
Aprovada, em alternativa, foi uma proposta do PSD para que sejam ouvidas as entidades ligadas ao sector, como a confederação que agrupa os patrões dos media e o Sindicato dos Jornalistas.
Presente no mesmo dia na comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura esteve o presidente do organismo regulador dos media, que ali se deslocou a pedido do PCP.
Na base da iniciativa da formação comunista esteve a recusa de José Azeredo Lopes, presidente das Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), a ser entrevistado por um jornalista do Expresso.
A entrevista em causa foi publicada a 20 de Dezembro passado por aquele semanário e realizada apenas por uma jornalista, em vez de dois como estava previsto inicialmente, uma vez que José Azeredo Lopes vetou o nome de Henrique Costa, autor de uma peça jornalística sobre os subsídios de residência e deslocação recebidos por aquele responsável da ERC.
Respondendo aos deputados, Azeredo Lopes justificou a sua atitude alegando falta de confiança no entrevistador e defendeu a tese de que essa é razão para que o mesmo possa ser vetado. «O entrevistado não pode escolher quem o vai entrevistar, mas a meu ver pode e deve recusar a entrevista, se se tratar de alguém em quem não confie», sustentou, invocando artigos do referido jornalista que em sua opinião contêm «falsidades objectivas».
«Se diz que há falsidade, elas tratam-se em sede própria», contrapôs o deputado comunista Bruno Dias, rejeitando o argumento e insistindo na crítica ao que apelidou de atitude discriminatória daquele responsável da ERC.
Aprovada, em alternativa, foi uma proposta do PSD para que sejam ouvidas as entidades ligadas ao sector, como a confederação que agrupa os patrões dos media e o Sindicato dos Jornalistas.
Presente no mesmo dia na comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura esteve o presidente do organismo regulador dos media, que ali se deslocou a pedido do PCP.
Na base da iniciativa da formação comunista esteve a recusa de José Azeredo Lopes, presidente das Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), a ser entrevistado por um jornalista do Expresso.
A entrevista em causa foi publicada a 20 de Dezembro passado por aquele semanário e realizada apenas por uma jornalista, em vez de dois como estava previsto inicialmente, uma vez que José Azeredo Lopes vetou o nome de Henrique Costa, autor de uma peça jornalística sobre os subsídios de residência e deslocação recebidos por aquele responsável da ERC.
Respondendo aos deputados, Azeredo Lopes justificou a sua atitude alegando falta de confiança no entrevistador e defendeu a tese de que essa é razão para que o mesmo possa ser vetado. «O entrevistado não pode escolher quem o vai entrevistar, mas a meu ver pode e deve recusar a entrevista, se se tratar de alguém em quem não confie», sustentou, invocando artigos do referido jornalista que em sua opinião contêm «falsidades objectivas».
«Se diz que há falsidade, elas tratam-se em sede própria», contrapôs o deputado comunista Bruno Dias, rejeitando o argumento e insistindo na crítica ao que apelidou de atitude discriminatória daquele responsável da ERC.