Manifesto em defesa do Arsenal
«A empresarialização do Arsenal do Alfeite sob proposta do Ministério da Defesa» é o titulo de um Manifesto elaborado pela Comissão de Trabalhadores e divulgado no dia 7. Em 12 páginas, os representantes dos trabalhadores recordam a história do Arsenal, a partir do início dos anos 80, quando foram elaborados três estudos, a pedido dos governos da altura, onde se defendia a entrega do sector à iniciativa privada, que nunca se concretizou graças à luta e à resistência dos trabalhadores.
No fim de 2006, o Governo PS criou outro grupo de trabalho para apontar soluções no sentido da «empresarialização».
Segundo a CT do Arsenal, «nenhum dos estudos teve por base a importância, para o Estado, de o País estar equipado com uma Armada moderna e eficiente, que fiscalize a zona económica exclusiva de pesca e garanta a soberania das águas territoriais», entre outras incumbências que os trabalhadores consideram fundamentais. Sem que haja negociações, a CT «não aceitará colaborar na concretização da futura “organização empresarial”», e exige a manutenção do estaleiro «como organismo necessário para o desempenho das missões atribuídas à Marinha, suportando os custos inerentes à sua manutenção».
Entre um vasto conjunto de matérias enunciadas, a CT reivindica do Governo que garanta a estabilidade e o futuro do Arsenal; exige investimentos em infraestruturas e equipamentos que projectem o estaleiro para níveis de competitividade necessários, e que se desenvolva a componente de projecto e de construção naval, dando prioridade à renovação da Armada.
Anteontem, em declarações à Lusa, à saída de uma reunião com o ministro da Defesa, os representantes da CT defenderam que o projecto «não é necessário nem é o caminho», e alertaram para a instabilidade que os trabalhadores estão a sentir com este processo.
No fim de 2006, o Governo PS criou outro grupo de trabalho para apontar soluções no sentido da «empresarialização».
Segundo a CT do Arsenal, «nenhum dos estudos teve por base a importância, para o Estado, de o País estar equipado com uma Armada moderna e eficiente, que fiscalize a zona económica exclusiva de pesca e garanta a soberania das águas territoriais», entre outras incumbências que os trabalhadores consideram fundamentais. Sem que haja negociações, a CT «não aceitará colaborar na concretização da futura “organização empresarial”», e exige a manutenção do estaleiro «como organismo necessário para o desempenho das missões atribuídas à Marinha, suportando os custos inerentes à sua manutenção».
Entre um vasto conjunto de matérias enunciadas, a CT reivindica do Governo que garanta a estabilidade e o futuro do Arsenal; exige investimentos em infraestruturas e equipamentos que projectem o estaleiro para níveis de competitividade necessários, e que se desenvolva a componente de projecto e de construção naval, dando prioridade à renovação da Armada.
Anteontem, em declarações à Lusa, à saída de uma reunião com o ministro da Defesa, os representantes da CT defenderam que o projecto «não é necessário nem é o caminho», e alertaram para a instabilidade que os trabalhadores estão a sentir com este processo.