Investimentos mafiosos tolerados na UE
O escritor Roberto Saviano, ameaçado de morte pela mafia napolitana após a publicação do livro Gomorra, no Império da Camaorra, denunciou, dia 21, num colóquio em Paris, a falta de «firmeza e de rigor» por parte das autoridades da União Europeia face aos investimentos realizados no seu espaço pelas organizações mafiosas.
Na Europa, «a Inglaterra é um dos países que menos se interessou em investigar as organizações criminosas no seu território». «As máfias italianas investem 100 mil milhões de euros por ano na economia europeia», afirmou o escritor, questionando-se de seguida: «Como é que, agora, a Europa, a França ou a Itália podem renunciar a estes investimentos?», aludindo à sua escala e implicações na economia real.
No colóquio, promovido pela Missão Interministerial de Luta Contra a Droga e a Toxicodeopenência (MILDT), um organismo do governo francês, foram ainda referidos outros números que reflectem a dimensão do fenómeno. Por exemplo, segundo relatou o jornal, Le Monde (21.11), o volume anual de negócios dos traficantes de droga a nível internacional é calculado entre 200 e 500 mil milhões de euros. Só os lucros com o tráfico de canábis ascendem a 832 milhões de euros.
De acordo com Pietro Grasso, procurador antimáfia transalpino, nos últimos meses foram confiscados «três mil milhões de euros nas quatro máfias italianas». Tal como outros oradores, Grasso indicou que estas organizações tentam fundir-se na sociedade: «agem por dinheiro, mas não só». «Também tentam conquistar poder, obter o consenso social e político».
Por outro lado, este procurador afirmou que o crime organizado «funciona como uma empresa internacional comercial», notando que «é o sistema bancário internacional que lava o dinheiro da droga», designadamente, países como «a Suíça, Monte-Carlo ou o Luxemburgo». A extensão desta teia é tal que se «sabemos o que é preciso fazer: confiscar o capital», disse Grasso, resta ainda saber «onde é que ele se encontra».
Na Europa, «a Inglaterra é um dos países que menos se interessou em investigar as organizações criminosas no seu território». «As máfias italianas investem 100 mil milhões de euros por ano na economia europeia», afirmou o escritor, questionando-se de seguida: «Como é que, agora, a Europa, a França ou a Itália podem renunciar a estes investimentos?», aludindo à sua escala e implicações na economia real.
No colóquio, promovido pela Missão Interministerial de Luta Contra a Droga e a Toxicodeopenência (MILDT), um organismo do governo francês, foram ainda referidos outros números que reflectem a dimensão do fenómeno. Por exemplo, segundo relatou o jornal, Le Monde (21.11), o volume anual de negócios dos traficantes de droga a nível internacional é calculado entre 200 e 500 mil milhões de euros. Só os lucros com o tráfico de canábis ascendem a 832 milhões de euros.
De acordo com Pietro Grasso, procurador antimáfia transalpino, nos últimos meses foram confiscados «três mil milhões de euros nas quatro máfias italianas». Tal como outros oradores, Grasso indicou que estas organizações tentam fundir-se na sociedade: «agem por dinheiro, mas não só». «Também tentam conquistar poder, obter o consenso social e político».
Por outro lado, este procurador afirmou que o crime organizado «funciona como uma empresa internacional comercial», notando que «é o sistema bancário internacional que lava o dinheiro da droga», designadamente, países como «a Suíça, Monte-Carlo ou o Luxemburgo». A extensão desta teia é tal que se «sabemos o que é preciso fazer: confiscar o capital», disse Grasso, resta ainda saber «onde é que ele se encontra».