Polícia reprime manifestantes
Pelo sexto sábado consecutivo, mais de seis mil islandeses saíram às ruas da capital Reiquiavique para exigir a demissão do governo e dos responsáveis do Banco Central. Contudo, desta vez os protestos terminaram em violentos confrontos com a polícia.
Os agentes usaram gases lacrimogénios contra um grupo de 300 manifestantes que exigia junto da esquadra policial a libertação de um companheiro que fora detido na noite anterior.
A agitação social neste pacato país, que conta apenas 330 mil habitantes, tem-se intensificado nas últimas semanas devido à crise financeira que colocou a economia de joelhos e a população em grandes dificuldades.
Os manifestantes exigiram eleições antecipadas e gritaram palavras de ordem contra o FMI e as suas orientações que atentam contra o bem-estar social. O FMI concedeu finalmente, no dia 20, um empréstimo de 2100 milhões de dólares que fora acordado semanas antes. Todavia, o Fundo só disponibilizou a verba depois de o governo islandês se ter comprometido a utilizar o dinheiro para saldar os depósitos estrangeiros que permanecem congelados.
Por seu lado, a população da ilha sente a situação agravar-se de dia para dia. A inflação é galopante, acompanhando o disparo da taxa oficial de juro para 18 por cento, única forma que as autoridades encontraram para travar a desvalorização da coroa, que perdeu 40 por cento desde o início do ano.
A dívida pública, que se situava em 29 por cento do PIB em 2007, deverá elevar-se para 100 por cento do PIB no final de 2009. Todavia, os grandes problemas permanecerão, já que as dívidas contraídas pela banca privada representam 12 vezes o valor do PIB do país.
Para assegurar os depositantes britânicos em instituições islandesas poderão recuperar pelo menos parte dos valores, Londres decidiu usar a lei antiterrorista, aprovada na sequência dos atentados de 11 de Setembro, de 2001, para penhorar os bens que o maior banco islandês, Landsbanki, possui em seu território.
Os agentes usaram gases lacrimogénios contra um grupo de 300 manifestantes que exigia junto da esquadra policial a libertação de um companheiro que fora detido na noite anterior.
A agitação social neste pacato país, que conta apenas 330 mil habitantes, tem-se intensificado nas últimas semanas devido à crise financeira que colocou a economia de joelhos e a população em grandes dificuldades.
Os manifestantes exigiram eleições antecipadas e gritaram palavras de ordem contra o FMI e as suas orientações que atentam contra o bem-estar social. O FMI concedeu finalmente, no dia 20, um empréstimo de 2100 milhões de dólares que fora acordado semanas antes. Todavia, o Fundo só disponibilizou a verba depois de o governo islandês se ter comprometido a utilizar o dinheiro para saldar os depósitos estrangeiros que permanecem congelados.
Por seu lado, a população da ilha sente a situação agravar-se de dia para dia. A inflação é galopante, acompanhando o disparo da taxa oficial de juro para 18 por cento, única forma que as autoridades encontraram para travar a desvalorização da coroa, que perdeu 40 por cento desde o início do ano.
A dívida pública, que se situava em 29 por cento do PIB em 2007, deverá elevar-se para 100 por cento do PIB no final de 2009. Todavia, os grandes problemas permanecerão, já que as dívidas contraídas pela banca privada representam 12 vezes o valor do PIB do país.
Para assegurar os depositantes britânicos em instituições islandesas poderão recuperar pelo menos parte dos valores, Londres decidiu usar a lei antiterrorista, aprovada na sequência dos atentados de 11 de Setembro, de 2001, para penhorar os bens que o maior banco islandês, Landsbanki, possui em seu território.