Enfermeiros protestam

Uma centena de jovens enfermeiros participou anteontem no protesto organizado pelo SEP/CGTP-IN, frente ao Hospital de São João, no Porto, contra a «sopa dos desempregados», cozinhada pelo chef Sócrates, contra a precariedade e pela melhoria do Serviço Nacional de Saúde. Naquele hospital, que emprega 25 por cento dos enfermeiros da região, são pagas todos os meses, em média, 9800 horas de trabalho extraordinário de enfermagem, o que permitiria a contratação de cerca de 70 profissionais. Fátima Monteiro, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, recordou relatos de formas de contratação precárias e ilegais que ali são praticadas e apontou, mais uma vez, a contradição entre a carência de profissionais e a obsessão do Ministério da Saúde em manter as admissões a um nível quase nulo.
Na segunda-feira, um protesto semelhante, com a participação das comissões de utentes de saúde do concelho, teve lugar em Santiago do Cacém.
Estas iniciativas ocorrem num momento em que o Ministério da Saúde está a decidir a prorrogação dos contratos a termo, prolongando a precariedade por mais seis meses e recusando uma solução definitiva, que seria a contratação de enfermeiros efectivos, para dar resposta a necessidades permanentes dos serviços – explica o SEP.
O sindicato revelou, sexta-feira, que Teresa Alvim, coordenadora de Recursos Humanos da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, emitiu dia 7 uma circular, dando indicações para que não sejam renovados os contratos de enfermeiros em situação de doença, nem de enfermeiras grávidas. Contra esta determinação «inqualificável, discriminatória e até desumana», o SEP decidiu apresentar queixa à CITE.


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