Clamor com razão
Os pescadores de bivalves da Ria de Aveiro, impedidos de trabalhar desde Junho, fizeram de barco o percurso da Torreira até à capital do distrito, para protestarem no Governo Civil e exigirem medidas urgentes.
Falta uma resposta consistente do Governo
O protesto de dia 15, quarta-feira, não foi o primeiro e, logo ali, ficou decidido que uma próxima luta teria por cenário Lisboa, caso não tivessem uma resposta do Governo em duas semanas.
Um momento importante nesta luta foi o plenário que se realizou a 20 de Setembro, no cais dos pescadores da Torreira, localidade onde se concentra a maioria dos mariscadores. Aí ficou eleita uma comissão para acompanhar o problema, juntamente com o Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Norte. Dessa reunião resultou uma exposição, enviada aos responsáveis governamentais e outras entidades, chamando a atenção para a situação dramática de centenas de famílias e referindo os motivos principais por que, em cinco meses, apenas tinha sido possível trabalhar 15 dias.
De 1 de Maio a 15 de Junho, o impedimento deveu-se ao defeso. Três dias depois de este período terminar, veio nova proibição de apanhar bivalves, por terem sido detectadas toxinas em análises. Esta proibição só foi levantada na passada sexta-feira, quando o IPIMAR comunicou que as análises de biotoxinas deram resultados negativos para todos os bivalves da Ria de Aveiro.
Ao Diário de Aveiro de sábado, o presidente do STPN/CGTP-IN congratulou-se com a notícia, acrescentando: «Quero acreditar que esta medida não passa de uma coincidência com as nossas manifestações». António Macedo que, com uma delegação de pescadores, defendeu dia 15, no Governo Civil, que as toxinas não estavam presentes por toda a ria e que eram necessárias recolhas de amostras mais frequentes e em mais locais - admitiu que a luta dos pescadores poderá ter influenciado a regularidade com que o IPIMAR realiza as análises.
A desconfiança dos pescadores em relação às análises foi manifestada na exposição de Setembro, lembrando uma situação semelhante ocorrida há três anos. «Neste momento, não é sequer o INIP/IPIMAR que procede à recolha de amostras para análise, comprando as mesmas, não se sabendo a quem nem como», referia o documento, que criticava o facto de não serem aproveitados disponíveis no distrito (Universidade e Instituto Ricardo Jorge) nem os novos laboratórios do IPIMAR, em Matosinhos.
Para que não estejam constantemente sujeitos a este tipo de proibições, já que têm nesta actividade o seu único sustento, os pescadores reclamaram medidas concretas, para investigar e solucionar os alegados problemas de poluição na ria. Exigiram ainda preço justo para o berbigão e serem abrangidos pelo regime de Segurança Social especial da pesca, em vez de serem tratados como «trabalhadores independentes».
Um momento importante nesta luta foi o plenário que se realizou a 20 de Setembro, no cais dos pescadores da Torreira, localidade onde se concentra a maioria dos mariscadores. Aí ficou eleita uma comissão para acompanhar o problema, juntamente com o Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Norte. Dessa reunião resultou uma exposição, enviada aos responsáveis governamentais e outras entidades, chamando a atenção para a situação dramática de centenas de famílias e referindo os motivos principais por que, em cinco meses, apenas tinha sido possível trabalhar 15 dias.
De 1 de Maio a 15 de Junho, o impedimento deveu-se ao defeso. Três dias depois de este período terminar, veio nova proibição de apanhar bivalves, por terem sido detectadas toxinas em análises. Esta proibição só foi levantada na passada sexta-feira, quando o IPIMAR comunicou que as análises de biotoxinas deram resultados negativos para todos os bivalves da Ria de Aveiro.
Ao Diário de Aveiro de sábado, o presidente do STPN/CGTP-IN congratulou-se com a notícia, acrescentando: «Quero acreditar que esta medida não passa de uma coincidência com as nossas manifestações». António Macedo que, com uma delegação de pescadores, defendeu dia 15, no Governo Civil, que as toxinas não estavam presentes por toda a ria e que eram necessárias recolhas de amostras mais frequentes e em mais locais - admitiu que a luta dos pescadores poderá ter influenciado a regularidade com que o IPIMAR realiza as análises.
A desconfiança dos pescadores em relação às análises foi manifestada na exposição de Setembro, lembrando uma situação semelhante ocorrida há três anos. «Neste momento, não é sequer o INIP/IPIMAR que procede à recolha de amostras para análise, comprando as mesmas, não se sabendo a quem nem como», referia o documento, que criticava o facto de não serem aproveitados disponíveis no distrito (Universidade e Instituto Ricardo Jorge) nem os novos laboratórios do IPIMAR, em Matosinhos.
Para que não estejam constantemente sujeitos a este tipo de proibições, já que têm nesta actividade o seu único sustento, os pescadores reclamaram medidas concretas, para investigar e solucionar os alegados problemas de poluição na ria. Exigiram ainda preço justo para o berbigão e serem abrangidos pelo regime de Segurança Social especial da pesca, em vez de serem tratados como «trabalhadores independentes».