Bancários defendem os SAMS
O grupo de 61 bancários no activo e reformados que promoveu a reunião de 16 de Outubro vai passar a funcionar como «comissão de defesa dos SAMS», colocando no topo das suas preocupações defender o sistema de saúde dos trabalhadores da banca, face ao negócio que a direcção do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas tem em marcha e que coloca cerca de 160 mil beneficiários sob o risco de perda de um serviço construído com os descontos de várias gerações.
A criação da comissão e o lançamento de um abaixo-assinado foram as principais conclusões da reunião, que teve lugar ao final da tarde, na Casa do Alentejo, em Lisboa.
No texto do abaixo-assinado, os beneficiários dos Serviços de Assistência Médico-Social dos bancários declaram-se disponíveis para lutarem por todos os meios contra aquele atentado aos seus direitos, no âmbito da saúde. Alexandrino Saldanha, um dos subscritores da convocatória do encontro, citado pela agência Lusa, considerou que a alegação de dificuldades financeiras dos SAMS, para tentar justificar a decisão do SBSI, «não é séria porque, de contrário, já teria sido exigido ao Governo o pagamento de uma dívida do Estado superior a 46 milhões de euros».
Em várias intervenções foi salientada a autonomia total dos SAMS em relação aos sindicatos, uma vez que entre os seus beneficiários (estimados em 160 mil) há sócios do SBSI e de outros sindicatos e trabalhadores não sindicalizados. Foi, assim, considerada ilegítima a negociação anunciada em Setembro.
Na véspera da reunião, o Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira divulgou no seu sítio na Internet (www.sintaf.pt) um comunicado, recordando que, «para se constituir o direito aos SAMS, a condição fundamental é ser bancário e efectuar os descontos contratuais aplicáveis, uma vez que a opção a este regime especial, como é público e notório, não existe». Considerando que «o protocolado negócio é nulo ou anulável» e que «a própria gestão dos SAMS por parte do SBSI é ilegítima», mas «tem vindo a ser tolerada, pela importância que os bancários sempre atribuíram aos seus Serviços de Assistência Médico-Sociais», o Sintaf declara que irá «fazer tudo para, em unidade, defender os direitos dos seus associados e dos bancários, pela defesa dos direitos adquiridos e para melhorar as condições de protecção na área da saúde».
O SBSI firmou um protocolo com a HPP Saúde, defendendo uma «parceria» com vista à gestão dos SAMS por este grupo. O negócio admite a alienação do Hospital dos SAMS, do seu centro clínico ambulatório e dos postos periféricos. Criado há dez anos pela Caixa Geral de Depósitos, como Hospitais Privados de Portugal, o grupo HPPS, presidido por Maldonado Gonelha, associou-se em Junho de 2007 à USP Hospitales, principal grupo privado na saúde em Espanha.
Em 2005 os SAMS do Sul e Ilhas tinham 119 mil beneficiários e geraram receitas superiores a 151 milhões de euros.
A criação da comissão e o lançamento de um abaixo-assinado foram as principais conclusões da reunião, que teve lugar ao final da tarde, na Casa do Alentejo, em Lisboa.
No texto do abaixo-assinado, os beneficiários dos Serviços de Assistência Médico-Social dos bancários declaram-se disponíveis para lutarem por todos os meios contra aquele atentado aos seus direitos, no âmbito da saúde. Alexandrino Saldanha, um dos subscritores da convocatória do encontro, citado pela agência Lusa, considerou que a alegação de dificuldades financeiras dos SAMS, para tentar justificar a decisão do SBSI, «não é séria porque, de contrário, já teria sido exigido ao Governo o pagamento de uma dívida do Estado superior a 46 milhões de euros».
Em várias intervenções foi salientada a autonomia total dos SAMS em relação aos sindicatos, uma vez que entre os seus beneficiários (estimados em 160 mil) há sócios do SBSI e de outros sindicatos e trabalhadores não sindicalizados. Foi, assim, considerada ilegítima a negociação anunciada em Setembro.
Na véspera da reunião, o Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira divulgou no seu sítio na Internet (www.sintaf.pt) um comunicado, recordando que, «para se constituir o direito aos SAMS, a condição fundamental é ser bancário e efectuar os descontos contratuais aplicáveis, uma vez que a opção a este regime especial, como é público e notório, não existe». Considerando que «o protocolado negócio é nulo ou anulável» e que «a própria gestão dos SAMS por parte do SBSI é ilegítima», mas «tem vindo a ser tolerada, pela importância que os bancários sempre atribuíram aos seus Serviços de Assistência Médico-Sociais», o Sintaf declara que irá «fazer tudo para, em unidade, defender os direitos dos seus associados e dos bancários, pela defesa dos direitos adquiridos e para melhorar as condições de protecção na área da saúde».
O SBSI firmou um protocolo com a HPP Saúde, defendendo uma «parceria» com vista à gestão dos SAMS por este grupo. O negócio admite a alienação do Hospital dos SAMS, do seu centro clínico ambulatório e dos postos periféricos. Criado há dez anos pela Caixa Geral de Depósitos, como Hospitais Privados de Portugal, o grupo HPPS, presidido por Maldonado Gonelha, associou-se em Junho de 2007 à USP Hospitales, principal grupo privado na saúde em Espanha.
Em 2005 os SAMS do Sul e Ilhas tinham 119 mil beneficiários e geraram receitas superiores a 151 milhões de euros.