Atacar a crise desde já
No domingo, 12, a sala da Junta de Freguesia de Moreira de Cónegos encheu com um auditório que ouviu atentamente as explicações da eurodeputada do PCP Ilda Figueiredo sobre a crise financeira – cuja dimensão ainda é hoje difícil de calcular – e seus reflexos nas empresas e nas famílias. Recuando até ao acordo de Bretton Woods, Ilda Figueiredo historiou o processo de financeirização da vida económica e o seu crescente afastamento relativamente à criação de riqueza, liderado pelos EUA.
Em Portugal, diz Ilda Figueiredo, os 20 mil milhões de euros – 11% do PIB – que o Governo do PS disponibilizou como garantia aos bancos, são reveladores do «tamanho do buraco onde fomos metidos» pela política neoliberal dos governos do PS e do PSD/CDS. E se no nosso País (e em parte da Europa) as consequências não estão a ser tão funestas como nos EUA, é porque há ainda dois pilares que resistem nas mãos do Estado: a CGD, na banca, e o serviço nacional de saúde, ainda que se pudesse estar melhor se o Governo usasse «convenientemente as armas de que dispõe», de que a Galp é exemplo flagrante.
Aliás, «não se percebe como o preço do barril de petróleo cai para níveis dos 90 dólares por barril e os portugueses continuam a pagar os combustíveis como quando ele estava acima dos 100 dólares».
Mas a verdade, lembra Ilda Figueiredo, é que muitas das dificuldades da economia portuguesa são anteriores ao deflagrar da crise financeira externa, pelo que irão persistir e mesmo agravar-se para além dela, necessitando, portanto, de «respostas para hoje».
Entretanto, «as falências e o desemprego vão disparar», a não ser, sublinha, «que se faça uma ruptura completa com as opções políticas em curso, que se inverta a marcha e se dinamize o mercado interno, com a valorização da produção nacional e abandonando a crescente dependência do exterior».
Em Portugal, diz Ilda Figueiredo, os 20 mil milhões de euros – 11% do PIB – que o Governo do PS disponibilizou como garantia aos bancos, são reveladores do «tamanho do buraco onde fomos metidos» pela política neoliberal dos governos do PS e do PSD/CDS. E se no nosso País (e em parte da Europa) as consequências não estão a ser tão funestas como nos EUA, é porque há ainda dois pilares que resistem nas mãos do Estado: a CGD, na banca, e o serviço nacional de saúde, ainda que se pudesse estar melhor se o Governo usasse «convenientemente as armas de que dispõe», de que a Galp é exemplo flagrante.
Aliás, «não se percebe como o preço do barril de petróleo cai para níveis dos 90 dólares por barril e os portugueses continuam a pagar os combustíveis como quando ele estava acima dos 100 dólares».
Mas a verdade, lembra Ilda Figueiredo, é que muitas das dificuldades da economia portuguesa são anteriores ao deflagrar da crise financeira externa, pelo que irão persistir e mesmo agravar-se para além dela, necessitando, portanto, de «respostas para hoje».
Entretanto, «as falências e o desemprego vão disparar», a não ser, sublinha, «que se faça uma ruptura completa com as opções políticas em curso, que se inverta a marcha e se dinamize o mercado interno, com a valorização da produção nacional e abandonando a crescente dependência do exterior».