Dar mais força ao PCP!
Quando José Gonçalves, militante de Amarante da JCP, iniciou a sua intervenção no comício realizado no dia 18 em Penafiel, já a sala transbordava com mais de três centenas de militantes e apoiantes do PCP.
O salário médio é, na região, 30 por cento inferior ao nacional
Na primeira intervenção do comício, realizado no âmbito da campanha nacional «É tempo de lutar, é tempo de mudar – mais força ao PCP», foi focado o difícil futuro com que os jovens se confrontam dado o ataque generalizado à democracia – em especial tendo em conta a revisão do Código do Trabalho que, prejudicando todos os trabalhadores, irá atingir mais nefastamente os jovens que entram no mercado de trabalho.
Armando Ferreira, membro da Direcção Sub-regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP, referiu que a campanha em cujo âmbito aquele comício se realizava, já servira «para contactar com muitos milhares de pessoas através de inúmeras distribuições de documentos» realizadas naquela região. O dirigente criticou ainda as demais forças políticas pela prematura «entrega ao frenesim eleitoral» e por descurarem os verdadeiros problemas, que identifica como sendo «os do mundo do trabalho».
Exemplificou referindo o ganho médio dos trabalhadores da região, mais baixo que o da região norte e, consequentemente, do que o do resto do País, atingindo, em muitos casos, diferenças que ascendem a 30 por cento. Para aquele dirigente, um dos indicadores que demonstram esta enorme desigualdade é o elevado número de desempregados e o crescente número de trabalhadores que se vêem forçados a emigrar, nomeadamente no sector da construção e pedreiras.
Relembrou ainda que será cumprido o compromisso, através do grupo parlamentar do PCP na Assembleia da República, de propor a redução da idade da reforma para os trabalhadores das pedreiras para os 55 anos de idade. Armando Ferreira terminou referindo-se à situação de grave incumprimento dos direitos das trabalhadoras de duas fábricas da região, a Sousa & Campos e a Dress Zone, afirmando que o PCP «irá continuar a lutar para que as trabalhadoras sejam tratadas com o respeito que merecem e não como simples objectos ao serviço da ganância».
Combater o Código do Trabalho
Coube ao secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, encerrar o comício. Na sua intervenção, valorizou o significado da enorme afluência àquele comício, afirmando que a luta do Partido «não substitui os primeiros e verdadeiros interessados na defesa dos seus direitos» – os trabalhadores e as populações.
Jerónimo de Sousa referiu-se à presente crise financeira internacional como sendo sintoma de uma «grave crise do sistema capitalista» e do «fracasso das políticas de direita e do neoliberalismo dominante e a sua incapacidade para responder aos problemas dos povos».
O dirigente comunista responsabilizou o Governo pela aplicação de «concepções e práticas» iguais às que conduziram à presente crise, «com graves consequências para a soberania nacional, a economia nacional, particularmente nos seus sectores produtivos, e nefastas consequências sociais». Quanto às medidas tomadas pelo Governo em relação à crise, Jerónimo de Sousa considerou-as «pouco transparentes« e elaboradas para «salvar os infractores e o perverso sistema que os sustenta, pondo o contador a zero para retomar as mesmas práticas especulativas».
O Partido, reafirmou, «não aceitará sem combate e denúncia» a revisão do Código do Trabalho apresentada pelo Governo, classificando-a como «um enorme passo atrás nos direitos dos trabalhadores» e uma «imposição da lei do mais forte nas relações de trabalho». Recordando as propostas do PS relativas ao Código do Trabalho aprovado em 2003, Jerónimo de Sousa anunciou que as mesmas serão apresentadas na Assembleia da República, em conjunto com projecto global do PCP. Sendo previsível que o PS, agora que é Governo, vote contra aquilo que na altura, enquanto oposição, defendeu e propôs.
Armando Ferreira, membro da Direcção Sub-regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP, referiu que a campanha em cujo âmbito aquele comício se realizava, já servira «para contactar com muitos milhares de pessoas através de inúmeras distribuições de documentos» realizadas naquela região. O dirigente criticou ainda as demais forças políticas pela prematura «entrega ao frenesim eleitoral» e por descurarem os verdadeiros problemas, que identifica como sendo «os do mundo do trabalho».
Exemplificou referindo o ganho médio dos trabalhadores da região, mais baixo que o da região norte e, consequentemente, do que o do resto do País, atingindo, em muitos casos, diferenças que ascendem a 30 por cento. Para aquele dirigente, um dos indicadores que demonstram esta enorme desigualdade é o elevado número de desempregados e o crescente número de trabalhadores que se vêem forçados a emigrar, nomeadamente no sector da construção e pedreiras.
Relembrou ainda que será cumprido o compromisso, através do grupo parlamentar do PCP na Assembleia da República, de propor a redução da idade da reforma para os trabalhadores das pedreiras para os 55 anos de idade. Armando Ferreira terminou referindo-se à situação de grave incumprimento dos direitos das trabalhadoras de duas fábricas da região, a Sousa & Campos e a Dress Zone, afirmando que o PCP «irá continuar a lutar para que as trabalhadoras sejam tratadas com o respeito que merecem e não como simples objectos ao serviço da ganância».
Combater o Código do Trabalho
Coube ao secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, encerrar o comício. Na sua intervenção, valorizou o significado da enorme afluência àquele comício, afirmando que a luta do Partido «não substitui os primeiros e verdadeiros interessados na defesa dos seus direitos» – os trabalhadores e as populações.
Jerónimo de Sousa referiu-se à presente crise financeira internacional como sendo sintoma de uma «grave crise do sistema capitalista» e do «fracasso das políticas de direita e do neoliberalismo dominante e a sua incapacidade para responder aos problemas dos povos».
O dirigente comunista responsabilizou o Governo pela aplicação de «concepções e práticas» iguais às que conduziram à presente crise, «com graves consequências para a soberania nacional, a economia nacional, particularmente nos seus sectores produtivos, e nefastas consequências sociais». Quanto às medidas tomadas pelo Governo em relação à crise, Jerónimo de Sousa considerou-as «pouco transparentes« e elaboradas para «salvar os infractores e o perverso sistema que os sustenta, pondo o contador a zero para retomar as mesmas práticas especulativas».
O Partido, reafirmou, «não aceitará sem combate e denúncia» a revisão do Código do Trabalho apresentada pelo Governo, classificando-a como «um enorme passo atrás nos direitos dos trabalhadores» e uma «imposição da lei do mais forte nas relações de trabalho». Recordando as propostas do PS relativas ao Código do Trabalho aprovado em 2003, Jerónimo de Sousa anunciou que as mesmas serão apresentadas na Assembleia da República, em conjunto com projecto global do PCP. Sendo previsível que o PS, agora que é Governo, vote contra aquilo que na altura, enquanto oposição, defendeu e propôs.